Homens brancos sem mulheres e o desafio fiscal

Antes de começar a escrever uma observação: não estou no governo e não fui nomeado para coisa alguma. Dito isso, agradeço ao carinho de todos.

Ontem tive um dia corrido em São Paulo e não consegui acompanhar o discurso de posse do novo Presidente da República. Mas este governo começa com vários desafios: recuperar a economia da profunda recessão dos últimos dois anos, reduzir o déficit primário, e começar a agenda de reformas estruturais.

A noticia boa é que a mera troca de governo já tem ocasionado uma onda de otimismo. Hoje, um banco me falou que a demanda por informação de ativos da Petrobras que serão postos a venda já aumentou com a simples troca de governo. As expectativas de crescimento do PIB para 2017 também já começaram a crescer.

No entanto, fiquei surpreso com os jornais reclamarem que no ministério não tem mulheres e que os ministros são homens brancos. Mas no governo está cheio de mulheres e de homens não brancos, magros, gordos, altos e baixos. Qual deveria ser o número de ministros não brancos e de mulheres? confesso que não sei e nem pensei nisso como um retrocesso.

Acho que, no momento, mais urgente que uma grande discussão sobre o sexo e a cor dos ministros, é saber se os ministros terão a capacidade de desempenhar com sucesso a tarefa de suas pastas em um governo que não pode perder um minuto, pois se inicia com uma agenda enorme de desafios, um período muito curto e com a tarefa hercúlea de corrigir sete anos de erros sucessivos de politica econômica.

Desejo ao novo governo os meus mais sinceros votos de sucesso nessa tarefa difícil. Vou contribuir com eles de alguma forma no que for possível. Os nomes já confirmados (não sou eu) no Ministério da Fazenda são espetaculares. Equipe experiente que sabe o que deve ser feito. Não precisarão de apresentação e não será necessário fazer busca no Google. Além disso, muita gente fora do governo querendo colaborar.

A sociedade sabe que dois anos não serão suficientes para o país aprovar uma ampla agenda de reformas. Mas o desafio é começar o processo de reformas estruturais, a correção do desequilíbrios e, logo, a retomada da confiança dos investidores que levará ao crescimento do investimento e do PIB.

Nada é fácil, mas dá para avançar nessa agenda. Se o novo governo não conseguir consenso para cortes fortes da despesa terá que aumentar carga tributária. Mas o ajuste, como falou o Ministro do Planejamento Romero Jucá, começará pelo cortes de despesas antes que se cogite qualquer aumento de impostos.

Uma coisa é certa neste novo governo. As pessoas de baixa renda notarão que, apesar da mudança de governo, os programas sociais continuarão a existir. Assim, o discurso do fim de alguns programas sociais não poderá ser mais usado no debate eleitoral por alguns grupos politicos. As pessoas saberão que é mentira.

Em resumo, além de o novo governo ter a chance de poder começar o ajuste fiscal e as reformas estruturais que o país precisa, temos a chance também de melhorar o debate eleitoral nas próximas eleições. Boa sorte ao novo governo.

 

 

44 pensamentos sobre “Homens brancos sem mulheres e o desafio fiscal

  1. É uma pena que não componha o novo governo. O boato havia me deixado bastante esperançosa. De toda forma, a continuidade do blog já é um grande consolo. Parabéns pela competência e transparência, Mansueto.

  2. A manutenção do blog coincidiu com reportagem do Globo. Compare os horários de publicação

    Gostei muito do post. Você conseguiu fazer uma síntese para os principais alvos estratégicos do governo Temer. Precisamos focar nisso

    Hoje ouvi um argumento de jornalista que sugeria que foi um erro de marketing (“uma insensibilidade”) Temer ter se esquecido de colocar uma mulher no ministério. Os caras estão muito focados no cosmético.

    E o papo do carisma? FHC nunca foi carismático e ganhou duas eleições. Ah, mas o Temer não é carismático. Isso é herança maldita do advento dos marketeiros do PT

    E também o coro dos “já tô com nojinho do Temer” aumenta. Reclamam que Temer não entregou o Ministério de notáveis. Como é possível alguém medianamente informado sobre a política brasileira levar a sério a hipótese delirante de um Ministério de Notáveis.

    Ignoram que o movimento de oposição ao governo Dilma agregou politicamente em suas fileiras indivíduos e grupos oriundos dos antigos partidos da base Dilma. Se esse quantitativo foi fundamental para o desfecho da crise Dilma, então como é possível agora negar-lhes a pretensão a Ministérios?

    Precisa de maioria no Congresso para aprovar um monte de coisas difíceis. Tem de focar nisso na política para dar poder ao pessoal da economia.

    Vimos no Real como foi fundamental o apoio político ao pessoal da economia. E vimos com Levy o contrário exato disso.

    Acho que por enquanto tudo está indo muito bem. O Ministério não é o horror que estão falando

  3. Mansueto, você é o maior especialista do Brasil em contas públicas. Você tem de ir para o governo. O Brasil precisa, urgentemente, de sua competência!

  4. Você não está no governo? Bom, azar do governo e azar nosso, pois deveria estar. Por outro lado… Sorte nossa, seus leitores, pois no governo seria muito difícil você conseguir manter esse espaço. E vamos a dois dos mais emocionantes anos de nossas vidas. Boa sorte à equipe econômica, de fato muito boa. Boa sorte a nós todos. Boa sorte ao Brasil.

  5. Mansueto, minha dúvida é em relação ao Jucá. Qual poder ele teria para barrar qualquer coisa decidida pelo Conselho Monetário?

  6. É sério isso? Tem maluco discutindo “cota racial” e “cota de gênero” no ministério? Tem muita coisa pra mudar nesse país ainda…

  7. Amo o seu blog , mas pelas noticias dos meios de comunicação , não há nada de bom nesse governo que se iniciou.. encobrir os danos do Lavajato e coibir movimentos sociais da esquerda … para mim , o governo será para empresários … um ministério cheio de investigados … ( de novo) Até quando???

  8. Que pena você não estar no governo. Realmente, pouco importa o gênero dos ministros… Mas assim como a Bandilma, ele nomeou políticos investigados, isso sim importa

  9. Caro Mansuetto, parabens pelo texto. Eu tambem me surpreendi com o destaque a “falta de mulheres” nos ministerios, e pior é que vi este tema aparecer pela primeira vez na GloboNews em um jornal que é exclusivamente de mulheres (apresentadora, reporter e comentaristas). Até chamarem atenção para “falta de mulheres” no ministerio eu não tinha me dado conta. Será que alguem deveria reclamar da “falta de homens” no jornal?!? Isso é completamente ridiculo!!! Isso mostra que o PT saiu do poder mas ficou tanto tempo batendo o tambor dividindo a sociedade que virou mais importante ver quem é gordo ou magro do que se é honesto(a) e competente para o cargo.
    Ah, e que pena que o Mansueto do STN não é você.

  10. Uma pena que você não esteja no governo. Passei a te acompanhar faz tempos. Primeiramente pelo nome. Meu pai se chamava Mansueto e você deve saber o quanto é raro encontrar alguém com esse nome. Depois, descobri você ser cearense, assim como é toda a família de meu pai. Só depois que, lendo seus artigos, passei a te acompanhar pelo seu trabalho. Espero que você possa colaborar muito com esse governo, ou melhor, com nosso país nessa difícil batalha contra essa crise descomunal. Se dentro ou fora dele tanto faz.

  11. Olá, Mansueto, tudo bem? Fiquei muito contente em ouvir que você estaria integrando o governo Temer. Mas ao saber que isso não procede, confesso que fiquei triste. De qualquer modo, como você bem assinalou, teremos a oportunidade de debater assuntos tão importantes quanto necessários de agora em diante, sem ser acusado de reacionário, fascista e outras pataquadas mais. Me parece que um bom começo seria fazer ver, sobretudo aos mais jovens, que dinheiro não nasce em árvore, que o Estado não é provedor de bondades, ao contrário, o Estado existe para disponibilizar contrapartidas advindas do pagamentos de impostos para todos os cidadãos. Qual é o papel e o tamanho do Estado?
    Um abraço,
    Mari

  12. Pingback: Mansueto Almeida na equipe de Meirelles? | haereticus

  13. Seu post é ambíguo o suficiente para mantermos a esperança. Se houve ou houver um convidado, por favor, aceite! O Brasil precisa de você!

  14. Caro Mansueto,

    Sigo seu blog e seus posts no Twitter com frequência. Acho você genial e torço sempre para que muitos de seus conselhos e opiniões sejam ouvidos por quem toma as decisões. Mas me permita discordar desta vez. A ausência de mulheres e negros no governo Temer é um retrocesso sim.

    É claro que não existe um número ou uma proporção ideal, mas deve sempre haver a preocupação de que grupos e minorias estejam representados nas posições de poder. Ao que parece Temer pediu para que os partidos indicassem mulheres para os ministérios. Ainda que o foco seja dar base de sustentação parlamentar ao novo governo, por que motivo os líderes partidários (dentre os quais, veja só, há apenas 2 senadoras*) não optaram por Mara Gabrilli, Ana Amélia ou Renata Abreu, para ficar em alguns exemplos?

    Em um artigo já clássico da ciência política, Peter Bachrach e Morton Baratz fazem um contraponto a um estudo de Robert Dahl, segundo o qual o poder pode ser definido nos seguintes termos: “A tem poder sobre B à medida que pode obrigar B a fazer algo que, de outro modo, B não faria”. A essa visão unidimensional do poder e focada nas decisões, aqueles autores oferecem uma alternativa: “O poder também é exercido quando A devota suas energias para criar ou reforçar valores sociais e políticos e práticas institucionais que limitam o escopo do processo político de exame público apenas daqueles assuntos que são comparativamente inócuos a A. Uma vez que A consegue fazer isso, B fica limitado, para todos os propósitos práticos, de trazer a público quaisquer temas que poderiam ser nocivos ao conjunto de preferências de A”. Peço desculpas pelas citações, mas chamo a atenção para o fato de que o poder também está presente na não-decisão, ou seja, na exclusão de temas da agenda pública e no que se costumou chamar de “mobilização da parcialidade” (bias). O fato de não haver uma efetiva preocupação de se abrir espaço para mulheres, negros ou minorias ou de se considerar essa questão “menos urgente”, como você coloca, nos faz correr o sério risco de deixarmos de lado uma dimensão importante da desigualdade – que não é só material – no Brasil. Significativo que este governo seja o primeiro, desde Geisel, a fazer isso.

    Um outro argumento mas que vai mais ou menos nessa linha é o que a professora Anne Phillips da LSE chama de “política da presença” (indico o ótimo livro dela a esse respeito: http://amzn.com/0198294158). A presença desses grupos em posições de poder é fundamental para garantir a representação e garantir legitimidade política. Você estudou no MIT e deve estar familiarizado com as razões pelas quais mulheres e negros lutam nos EUA para que as contratações de professores também leve em conta o critério da diversidade. Não é só para tornar o ambiente acadêmico mais plural, o que está em jogo é poder mesmo (os exemplos são muitos, aqui apenas um que ocorreu em Harvard: http://goo.gl/NTx8xG).

    Abraço,
    Raphael

    * As exceções são Lídice da Mata e Vanessa Grazziotin. Líderes na Câmara: http://www2.camara.leg.br/deputados/liderancas-e-bancadas/liderancas/lideres-e-vice-lideres-dos-partidos e Líderes no Senado: http://www25.senado.leg.br/web/senadores/liderancas-parlamentares

  15. Será uma pena se realmente não estiveres no novo governo.
    Já estava comentando noutros blog’s sobre suas ideias de ajuste.
    Ao menos nos restará este espaço.

  16. Cari Mansueto, compartilho quase tds os seus posts. Vc é de uma transparencia, simplicidade e profundidade sem igual! Adorei a entrevista publicada na Exame. Obrigada por compartilhar seus conhecimentos! Abs.

  17. Olá Mansueto, parabéns, mais uma vez, pelo excelente blog.Concordo com que diz. É hora de ser pragmático para ver ser conseguimos nos sair relativamente bem dessa fase. Depois atacamos o resto.

  18. Pingback: Homens brancos sem mulheres e o desafio fiscal — Blog do Mansueto Almeida | Blog de PAULO ESPINDOLA

  19. Caro Mansueto,
    Fiquei triste e contente com essa notícia. Triste, pois você teria, com certeza, muito a ajudar neste governo e contente por você, meu amigo. Fora da pressão do dia a dia da administração pública você poderá continuar livre para pensar, analisar, sugerir e criticar com isenção, contribuindo com sua inteligência e a preocupação sincera com o nosso país.

  20. Confesso que, apesar de ser mulher, não dou a mínima pra a ausência de mulheres na Esplanada. Respeito quem pemsa diferente, mas acho que o país precisa de gente honesta, competente e com vontade de nos tirar dessa situação – independemente de raça, orientação sexual ou origem. Quanto ao mérito, diria que o discurso do Temer ficou dentro do esperado, com as diretrizes que sua equipe já tornava públicas. O que me chamou atenção foi a forma como se dirigiu a deputados e senadores: colegas parlamentares. Pra mim, deixou claro o respeito pelo Parlamento que, por sua vez, tem na memória as 3 vezes que Temer o presidiu e se fez respeitar. Colegas parlamentares revela um presidente que sabe que presidencialismo de coalizão pressupõe parceria, e não empáfia e submissão.

  21. Mansueto, estou sempre acompanhando seus posts. É uma pena nao integrar a equipe do governo Temer. Fico mais otimista ainda com a possibilidade de reversao das expectativas futuras quanto aos novos rumos da economia brasileira. Torço para que entramos em um novo ciclo, virtuoso de crescimento e que invariavlemente frutificará para a sociedade como um todo. abs Paula Meyer

  22. A falta de mulheres é importante para as próprias mulheres que perdem representação politica. Este é apenas um ponto,mas é a base da representação politica e da democracia. Representatividade.
    Quanto a você, houve uma coincidência entre a sua ausência no blog e os anúncios da sua ida para o governo. Se você for sucesso,mas se não for sucesso também. Sua contribuição como formador de opinião é muito importante para nós.
    Com relação ao discurso de posse e ao ministério,ambos muito ruins. Como o parâmetro Dilma era péssimo as pessoas ainda estão comemorando, mas Kassab, Gedel, Moreira Franco, etc,não vão conduzir o Brasil aonde gostaríamos.
    Muitos colegas seus já perceberam e não vão embarcar nesta aventura.
    Gostaria de ver um governo com você, Marcos Lisboa e o Samuel Pessoal você acha possível?

  23. Já começam muito mal! Se eram contra a CPMF no governo Dilma, por que já preparam terreno para impingir mais esse imposto horroroso e regressivo à sociedade, ainda mais com essa enganação de temporário (mas vai ser sucessivamente renovado, como sempre no Brasil!)? Por que não fazem logo as reformas estruturais para reduzir gastos absurdos e fazer o Estado caber na atual carga tributária (já excessivamente onerosa para a população, pois deve ser a maior carga legal do mundo, apesar de parcialmente mitigada por toda a sonegação que corre solta)?

    Imposto temporário para zerar déficit do orçamento não faz nenhum sentido. Se as medidas de caráter estrutural indicarem na direção do equilíbrio, um rombo momentâneo será compensado pelo excesso de arrecadação futura. O mercado quer saber da consistência das contas públicos num horizonte de tempo previsível. Botar uma personagem com as credenciais do atual ministro da Fazenda para fazer o que qualquer um outro faria é abusar da credulidade do povo e macular uma imagem de competência.

    E já surgiram novos partidos com posições bem definidas contra o aumento da carga tributária: se exorbitarem agora, terão uma resposta contundente nas urnas.

    • Perfeito, Jorge!

      Nada de impostos.
      Esgote-se primeiro todas as formas possíveis de ajuste das contas, com ênfase no estancamento da gastança desatada que maltrata o país e sua população.
      Quando Joaquim Levy veio com essa ladainha de aumento de carga tributária comentei a mesma coisa: não precisa de nenhum doutor em economia formado em Chicago para simplesmente trazer como solução do ajuste fiscal mais aumento de impostos (cômodo para os gestores medíocres e tremendamente doloroso para a população, para o contribuinte que carrega com tanta dificuldade esse país nas costas).
      Antes de vergar mais ainda a coluna vertebral dos brasileiros com tributos, vamos buscar estancar à exaustão a sangria dos gastos governamentais representados por desvios, mordomias e muito desperdício nos programas e projetos públicos, na prestação do serviço público, nos âmbito dos três poderes e das três esferas de governo.
      Vamos ajustar com criatividade e coragem o que precisa ser corrigido, inclusive tirar privilégios intocáveis caríssimos e desnecessários, que mais parecem apropriação indébita e patrimonialismo puro. Certamente, após tais correções, não precisaremos do indefectível e antipático aumento de impostos que nos perseguem, crise após crise. Além de transmitir poderosa credibilidade e estável confiabilidade à população e auferir muitos dividendos político-eleitorais legítimos.
      Mesmo porque, historicamente, no Brasil, aumento de arrecadação implica necessariamente aumento de despesas. Aliás, ultimamente, a mera possibilidade de aumento na arrecadação gera despesas! Veja o triste exemplo do pré-sal e a bancarrota das contas do estado do Rio de Janeiro…
      É como dar solução a problemas de congestionamento em grandes cidades: não adianta aumentar indefinidamente o número de pistas das vias principais; essa é uma medida paliativa e cem por cento temporária. É preciso, isto sim, criar políticas de mobilidade urbana consistentes, inovadoras e continuadas ( por exemplo, a criação e melhoria sistemática dos meios de transporte coletivos, a abertura de vias expressas para veículos de transporte coletivo entre outras).

  24. Luiz Schenkel

    É com tristeza que tomo conhecimento da sua não participação no governo Temer. Entretanto, só a informação de que irá contribuir de alguma forma, já nos deixa menos inconformado, por ser uma pessoa de rara competência.

  25. Mansueto, quero deixar meu protesto pela não existência de corinthianos no ministério. Isso é preconceito!

    • É uma pena que assuntos sérios como representatividade dos negros e das mulheres sejam tratados dessa forma. Você, Antônio, parece mais um pré-adolescente comentando, ou talvez acredite que nós somos uma (SIC) “democracia racial”, aí então eu saberei que se trata mesmo é de uma criança….
      Quanto ao Mansueto, fico triste, o conhecimento dele sobre contas públicas é notório, mas enfim, isso não garante a ninguém ser dotado de EMPATIA. Já eu, fiquei bastante surpresa e feliz com a cobrança dos jornais, a imprensa brasileira só agora começa a tratar as questões de cor e gênero de modo mais profundo, por que ao contrário do que o Mansueto quer fazer parecer, é sim, possível preocupar-se com as contas públicas do Brasil – e também – com questões de representatividade.

      • Se vale de consolo minha esposa brigou comigo e falou que eu estava errado. Posso estar. Vale lembrar que meu blog é um fórum para debate. Nem sempre há posições “certas ou erradas”, mas posições diferentes. Abs.

      • “consolo” no sentido que eu levei pancadas de várias pessoas. Ou seja, muita gente discorda do que eu falei e não apenas voce. Consolo neste sentido – muita gente discordou.

  26. Sobre a importancia da diversidade, de todos os tipos, nos grupos:

    http://press.princeton.edu/titles/8757.html

    The Difference:
    How the Power of Diversity Creates Better Groups, Firms, Schools, and Societies

    In this landmark book, Scott Page redefines the way we understand ourselves in relation to one another. The Difference is about how we think in groups–and how our collective wisdom exceeds the sum of its parts. Why can teams of people find better solutions than brilliant individuals working alone? And why are the best group decisions and predictions those that draw upon the very qualities that make each of us unique? The answers lie in diversity–not what we look like outside, but what we look like within, our distinct tools and abilities.

    The Difference reveals that progress and innovation may depend less on lone thinkers with enormous IQs than on diverse people working together and capitalizing on their individuality. Page shows how groups that display a range of perspectives outperform groups of like-minded experts. Diversity yields superior outcomes, and Page proves it using his own cutting-edge research. Moving beyond the politics that cloud standard debates about diversity, he explains why difference beats out homogeneity, whether you’re talking about citizens in a democracy or scientists in the laboratory. He examines practical ways to apply diversity’s logic to a host of problems, and along the way offers fascinating and surprising examples, from the redesign of the Chicago “El” to the truth about where we store our ketchup.

    Page changes the way we understand diversity–how to harness its untapped potential, how to understand and avoid its traps, and how we can leverage our differences for the benefit of all.

    Papers técnicos: http://sites.lsa.umich.edu/scottepage/research-2/diversity-research/

    Tem muita pesquisa na teoría organizacional e psicologia indo ma mesma direção.

    Na mídia: http://www.nytimes.com/2008/01/08/science/08conv.html

    • Reclamar de mudança de nome é meio sem sentido, hoje em dia o nome que pegou é TCU por causa do Júlio Marcelo, o problema da CGU é outro, precisa de mais gente, acho que só eram apenas 4 pessoas para Petrobrás por exemplo e uma modificação da lei para ser aceita dentro do serviço público o anonimato, por que até casos de crime como que ocorreu no Tesouro e agora levaram a saída da presidente, demorou-se muito para vazar via valor e a CGU acho que não abriu nenhum processo sobre o caso que levou a um “levante”, Arno claramente chefiou com desvio, afrontando o cargo, e benefício sim muita gente fora do Tesouro e do quadro profissional para deixar claro.

      Abraço, .

  27. Olá Mansueto, confesso que ao lê a matéria de O Globo dizendo que você seria o novo Secretário do Tesouro fiquei muito feliz. Tentei entrar no Blog para parabenizá-lo, mas não obtive sucesso. Aproveitei e coloquei uma nota na minha página divulgando o fato. Não se preocupe pois já deletei. Depois refleti melhor e ao sair os nomes seguidos de uma série de controvérsias fiquei preocupado. Esse governo, na minha opinião, vai dar com os burros n´água. Quem trai uma vez, trai mil vezes e esses “traidores” já estão partindo para as controvérsias publicas. O Meirelles vai se mandar logo, logo. As declarações do paulinho da força e do líder do psdb são inoportunas e deselegantes. Até anteontem a inflação, juros, dólar, risco país (376) e CDS (331) estavam caindo, enquanto as reservas internacionais, a balança comercial, os investimentos estrangeiros diretos e a bolsa estavam subindo. Ao meu ver são resultados do trabalho do Levy e do Barbosa, haja vista, que economia não se resolve por si só. Agora é esperar esse governo se tornar permanente e torcer para que em vez de melhorar não piorem ainda mais as coisas. Não é um governo que está em jogo, é o pais. Queira Deus que tudo dê certo!

  28. Não tem uma medida de ajuste fiscal que afete os ricos do país. Impressionante. O Brasil tem uma tributação bastante regressiva e esse assunto não é sequer questionado pelos liberais. A conta sempre deve ser paga pelos pobres e pela classe média. Enquanto isso, a CNI, CNC e outras seguem usando dinheiro público sem que ouse questionar. Também, num país onde o presidente da FIESP não é dono de indústria alguma…

  29. Como eleitor, sim, acho que 50% da população não ter um represente é sim algo a se pensar como no caso das mulheres, assim como gabar-se que colocou um ministro negro, gay, hetero etc, também seria.

    Como foi os partidos que escolheram as suas cotas, fica que a discussão sobre participação da mulher neles é menor, quanto a outras minorias, bem vou ficar com os Índios, antes que alguém torpedeie o governo passado, abriu concurso para Funai e ele mesmo adiou-o, inclusive as três áreas demarcadas, duas foram na semana passada; assim como outras prioridades, como CGU, PF, Receita Federal e analista ambiental.

    Mas também não adianta discurso bonito, se ser mulher se a política real é cargos em comissão para os seus , viagens exteriores em hotéis caros , Grupo de Transporte Executivo com 16 jatos e 5 helicópteros enquanto isso nega-se viagem para equipes de transplante de órgãos, combate ao trabalho escravo cancelado por contingenciamentos (quando ocorre as equipes colocam a gasolina de seu bolso), aparelhar a ABIN próximo a Olimpíada etc…ser um desastre administrativo.

    Abraço e parabéns.

  30. Mansueto se voce foi convidado aceite, pois seria de grande contribuição a sua presença neste governo que se inicia.
    Quando li nos jornais seu nome fiquei bastante esperançoso pois voce é competente em finanças públicas.
    Concordo com seu artigo pois não se deve dar importância se há ou não mulheres ou negros no governo e sim se há pessoas competentes isso foi gerado pelo governo anterior que alimentava essas coisas nomendo pessoas pelo sexo e não pela competência.
    Aceita pelo amor do Brasil.
    Parabéns pelo seu blog.

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