14 pensamentos sobre “Rapido comentário s/ ajuste fiscal

  1. Adorei você dizer que precisamos ser adultos. Há muito acho que o Brasil tem o desejo infantil de que existirá alguém – político, juiz, salvador – que resolverá nossos problemas por nós em um passe de mágica.

  2. Vejo a equipe econômica atendendo os novos procedimentos estabelecidos pelo tcu. Não ocorrerão mais os históricos decretos e os adiantamentos motivadores do pedido de impeachment. A arrecadação fraca justifica as revisões das projeções orçamentárias e a regra é “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Não acredito que os técnicos do Ministério da Fazenda sejam incompetentes a ponto de não identificarem e saberem evitar um descontrole fiscal, até porque dispõem de recursos estratégicos que a maioria de nós desconhece. Vários indicadores revelam que não haverá disparada da dívida interna. Adicionalmente os fundamentos da economia brasileira não abrem brechas para uma situação de calote nem no presente nem no futuro. Vi e ouvi analistas afirmando no início de 2015 que a relação dívida/PIB ultrapassaria os 70%, alguns apostavam em 75%. Nada disso se concretizou e o ano fechou em 66,2%. Aos governos cabem agir com visão, rigor e responsabilidade fiscal, sem deixar no entanto, a flexibilidade de lado. Cortes radicais em áreas sensíveis e vitais com intuito de mostrar rigor fiscal são tão danosos a economia, quanto a gastança irresponsável. Cautela e canja de galinha, não faz mal a ninguém!

    • Acho que você está profundamento equivocado. Quem falava em dívida em 70% do PIB em 2015? Cite um nome.

      Se falava isso para 2018. Mas a dívida vai ultrapassar 70% do PIB este ano. Quer apostar?

      Todos os indicadores hoje apontam para um crescimento muito forte da dívida, mas isso até o Min da Fazenda reconhece.

      Esse governo é muito ruim e as maluquices que fizeram desde 2008 deixaram uma herança maldita difícil de reverter.

      Esse governo criou uma crise fiscal com políticas malucas e arrogância.

      • Olá Mansueto! sem fixação, por favor! Durante as eleições o que mais se falou foi de uma explosão da relação dívida/PIB para além dos 70% em 2015 e essa expectativa continuou até o final do ano, porém isso não ocorreu e nem vai ocorrer. Se o dólar permanecer no patamar de hoje a diminuição nos contratos de Swaps terá forte impacto na relação dívida/PIB para menor. Um lembrete: em dezembro de 2008 as reservas internacionais eram de 208 bilhões de dólares e hoje são de 373 bilhões de dólares. São dados que precisam ser levados em conta, pois revelam que não houve gastança ou irresponsabilidade fiscal de lá para cá. Entre as 10 maiores economias do mundo só a China e a Rússia, neste momento, possuem relação dívida/PIB menor que o Brasil. De qualquer forma, com a ajuda do bom Deus, vamos viver e aguardar para ver.

      • Repito: quem falou isso? me mostre uma citação de um economista com um mínimo de respeito que tenha falado tenho absurdo? quero nome do economista e quando ele falou essa tolice em 2014. A reducão dos contratos de swaps tiram 1,7% do PIB da conta de juros mas isso será em parte compensado com o aumento da taxa de juros que já ocorreu devido ao forte aumento do risco Brasil. O risco de calote não é externo é interno – o que preocupa é a divida publica interna e não a externa.

        Já falei para voce diversas vezes e voce se recusa a entender. Japao, EUA e Alemanha pagam juros reais negativos. O Brasil é um pais em desenvolvimento e, nesse grupo, temos a maior carga de juros e a maior relação divida/PIB do grupo de emergentes. Mesmo que a conta de juros do Brasil fosse para 4% do PIB, continuaremos com a maior carga de juros do mundo entre o grupo de emergentes.

        Deus já fez muito por nós. Cabe a nós sensatez e decisão política para resolver ou não os nossos problemas.

      • Mansueto não precisa publicar, só para você ler. Essa nota transcrita no Valor é do FMI: “O Fundo Monetário Internacional projeta uma alta expressiva da relação entre a dívida bruta brasileira e o Produto Interno Bruto nos próximos anos… Pelas estimativas do Fundo, o endividamento bruto deverá saltar de 65,2% do PIB em 2014 para 69,9% do PIB em 2015 e 74,5% do PIB em 2016, devido à combinação de baixo crescimento e resultados fiscais fracos. (Valor/C7, de 08-10-2015)”

      • Mas a metodologia deles é diferente da nossa. Essa diferença de 3-4 pontos sempre teve. A nossa dívida pela metodologia deles é de fato 69 ou 70% do PIB.

      • Mansueto no dia 24 de fevereiro de 2016 o Tesouro publicou que a divida interna havia caído 1,54%. Na oportunidade disse que a dívida bruta( externa+interna) somava 2,74 trilhões. Descreveu o perfil da dívida interna como segue: Títulos prefixados (papéis que têm a correção determinada no momento do leilão) equivalente a 37,66% do estoque total; Títulos atrelados aos juros básicos da economia (os pós-fixados) equivalente a 9,94% do estoque total; Títulos atrelados aos índices de preços (inflação) equivalente a 35,48% do estoque total; e “Contratos de Swaps” (ativos indexados à variação da taxa de câmbio) equivalente 16,92% do estoque total. Somando as parcelas de porcentagem da dívida o resultado é 100%. Na resposta você diz que uma redução na dívida atrelada aos Swaps “tiram 1,7% do PIB da conta de juros mas isso será em parte compensado com o aumento da taxa de juros que já ocorreu devido ao forte aumento do risco Brasil”, hoje em em torno de 400 pontos. Acredito que pela descrição do perfil da dívida interna feita pelo Tesouro, se houver redução de 6,92% dos Swaps, por exemplo, igual redução incidirá sobre o estoque total. Não é isso? Você poderia explicar melhor, por favor

  3. Pelo amor de Deus! Se chegarmos nesse patamar (85 – 90%) da relação dívida/PIB, será um desastre! Um retrocesso gigantesco – andaremos uns 30 para trás, voltando a realidade tenebrosa dos anos 80. Que Deus ilumine a classe política deste País para que não cheguemos a esse estágio. A situação é desesperadora!!!

  4. Tenho essa percepção de insustentabilidade da dívida há, muito, muito tempo. Contratada desde a Constituição de 88. O PT simplesmente adiantou o relógio para explodir no colo deles.
    Mas, façamos as contas.
    90% do PIB com juros de cerca de 18% ao ano significam que praticamente toda a receita orçamentaria estará comprometida com rolagem de juros.
    Não acho que precisa chegar a 90%, uns 80% no juro atual com recessão faria a história da Grécia em 2010 > ser bonita….
    Errei a conta?

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