Quer entender a crise?

Você está cansado de escutar o seu pai dizer que estamos em uma crise e ele não explicar? 

Você está cansado de escutar aquele economista que estava no governo falar que a culpa é da China? 

Você acabou de descobrir que sua mãe, uma senhora nova e bonita, se aposentou. Mas aposentadoria não é para pessoas mais velhas? 

Você quer saber porque os pais de alguns de seus amigos pagam plano de saúde quando, no Brasil, temos serviço de saúde  universal, integral é gratuito? Por que? 

Venham debater comigo e com o professor Carlos Eduardo, o Dudu, da USP. Vamos falar de economia sem economês. 

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11 pensamentos sobre “Quer entender a crise?

  1. Caro Mansueto. A nossa depressão está sendo causada pela elevação dos juros. Em 2012 nosso déficit nominal ficou em R$109B. Ao elevar os juros de 7,25% a partir de meados de 2013, nosso déficit começou a afundar chegando a R$614B em 2015. De um crescimento de 3% em 2013 caímos para -3,8% em 2015. R$500B de despesas com juros. A elevação dos juros segurou a economia, diminuiu a arrecadação e explodiu as despesas do governo. Como o que interessa para crescimento econômico é o déficit nominal, e não o primário, visto que juros é despesa como qualquer outra, este foi o principal fator que nos colocou em depressão. As outras despesas que também subiram tem efeito, mas não o suficiente para reverter o crescimento em dois anos. E esta elevação de juros com o objetivo de segurar a inflação parece outro grande erro econômico, visto que análise de dados de vários países de sucesso em crescimento no período de 1960 a 2014 (World Bank) demonstram que não há correlação entre crescimento e inflação abaixo de 40% ao ano. Coréia do Sul, por exemplo, cresceu a taxas médias de 7% ao ano de 1960 a 1980 com inflação média de 19% ao ano. Países organizados possuem inflação baixa, mas há diferença entre ser organizado e ter crescimento (melhora de renda e produtividade). Para crescermos precisamos deixar a inflação a mercado, e gerenciar as variáveis juros e câmbio para definir o estímulo econômico que faz os empresários investirem gerando emprego e aumentando a arrecadação tributária. Usar juros para distorcer a inflação, retraindo a demanda é o mesmo que jogar veneno para matar a plantação.

    • Fala Giuliani, certeza que vc é da minha turma de economia da Unicamp, eu era o Mortadela, lembra? Isso aí cara, o que causou essa depressão foi a elevação de juros, nada a ver com aumento do gasto público, aumento da demanda via crédito farto num contexto que enfrentava restrições de oferta, infra estrutura ineficiente, isso tudo é “coisa das elite” que não querem “nóis” com o canudo da Unicamp. Um abraço

    • O Brasil não está em “depressão” se levarmos em conta o significado do termo “depressão” à luz da “Ciência Econômica e Social”. Talvez o termo “recessão” ainda seja até um exagero, haja vista, o país está com as contas correntes equilibradas, setor agrícola em crescimento, balança comercial superavitária, reservas internacionais com ligeira elevação em 12 meses passando de US$ 371.809 milhões para US$ 374.375 milhões e Investimentos Diretos Estrangeiros em 12 meses em torno de US$ 75 bilhões. A queda do PIB de 3,8% resulta de diversos fatores, entre os quais estão a crise hídrica severa ocorridas nas regiões sudeste(a maior em 110 anos) e no nordeste, queda nos preços das commodities e uma série de problemas não só da economia brasileira, mas de diversas economias no mundo inteiro. O Brasil é a sétima maior economia do mundo e não pode ser analisado isoladamente, no mínimo precisa estar presente nas discussões que envolvem as dez maiores. Acredito que os juros foram elevados não para controlar inflação, mas para evitar uma fuga de dólares o que deu certo. O Brasil possui experiencia de sobra para não mais entrar em uma “canoa furada” semelhante aquela de 1999. Quanto ao “Endividamento Interno” vê-se claramente, é preciso querer ver, que não houve gastança, pois parte importante está diretamente nos contratos de Swaps, repasses ao BNDES e aumento das reservas, o que a rigor nem deveria ser considerado dívida. Antigamente o endividamento girava em torno de 50% do PIB, mas não existiam reservas, contratos de Swaps e repasses significativos para o BNDES. Voltando ao termo “recessão” observa-se quem ache que o Brasil está quebrado, parado ou coisa que o valha, nada mais falso, o Brasil continua gerando mais de milhão de empregos mensalmente, embora o total tenha sido menor que o fechamento de vagas. Do estoque de 41.184.187 milhões de empregos com carteira assinada perdeu em 13 meses 1.590.822, ou seja 3,86%, o que em outras palavras significa que manteve 96,14% dos empregos que possuía até janeiro de 2015. Em 2015 saíram das fábricas 2.429.463 de veículos, número maior que a frota total de muitos países. O capitalismo experimenta momentos bons e de crise, os chamados “ciclos econômicos”. Na minha opinião vivemos um desses ciclos. É aguardar para ver.

  2. Mestre, gostaria de lhe agradecer pela palestra de hoje na SanFran. Uma pena que o palestrante que lhe sucedeu não tenha sido capaz de manter a mesma qualidade de argumentos que você. Aparentemente os anos de experiência não foram suficientes para ele entender o porque temos uma taxa de juros elevada… Fora que insistir nesse discurso de “lucro dos bancos” já deu né? Enfim, fica meu agradecimento pela aula de hoje. Grande abraço

  3. Sempre que o governo gringo invade ou bedelha na América Latina há crise, depressão e inflação. Isso salta aos olhos em 1965, 1988-96, e mesmo agora, quando lá implodiram a própria economia confiscando imóveis e outros bens em esquemas proibicionistas. Esses flash crashes tb têm a mesma causa. O altruísmo coletivista só garante que o Brasil sempre ficará a mercê dessas atividades alheias. Mas os EUA tb já ficaram a mercê do capital estrangeiro. Em 1837 agressão inglesa à China secou o capital de investimento–seca que continuou com a guerra na Crimeia e alhures. Com tempo se aprumaram, mas não mediante redistribucionismo coercitivo.

    • Não sei se entendi o que voce quis dizer Nossos maiores problema são made in Brasil. Nossas regras foram decididas por nós, a despesa publica além da arrecadação é obra nossa bem como a terrível recessão. Os culpados são brasileiros com ideias malucas que convenceram a outros que poderíamos gastar à vontade sem se preocupar com restrição orçamentária. Erros tupiniquins. Erros nossos.

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