7 pensamentos sobre “Aula USP – São Paulo

  1. Outro dia assisti no canal bloomberg um especialista estrangeiro dizendo que o problema da economia brasileira estaria ligado a crise hídrica que assolou impiedosamente a região sudeste – a mais populosa e industrializada do país. Este fato me chamou atenção, pois ele citou estudos recentes realizados na Califórnia indicando que secas violentas interferem fortemente no humor e no consumo das pessoas com reflexos fortes também na produção. Salta aos olhos que das 1,590 milhões de vagas de empregos fechadas em 13 meses, cerca de 1,100 milhões são da região sudeste e milhares entre as 490 mil restantes reflexos indiretos da região. No momento em que a crise hídrica perde força surgem sinais de reaquecimento na industria e aumento das exportações. O superavit primário de janeiro fora da curva, dólar e inflação mais baixos e os preços das commodities em elevação, podem assemelhar as previsões catastróficas da economia aquelas feitas ao Sistema Cantareira de que só se recuperaria daqui a 10 anos. Hoje o Cantareira está com 59,5%(30,3% acima do volume morto) e tudo indica que ainda este ano poderá se recuperar, jogando ao vento o que diziam os “expertos”. Vamos aguardar.

    • Isso que o sujeito falou é uma grande tolice. A produtividade do Brasil está estagnada há mais de quatro anos, a recessão começou em 2014 e não há sinal algum de recuperação. O resultado primário sempre é
      positivo em janeiro. Dólar e inflação mais baixos não tem nada a ver com saída da crise. E você sabe que dólar mais baixo e recuperação da bolsa nas últimas semana está diretamente ligado a expectativa do impeachment.

      • A bolsa mais alta, na minha observação, deve-se ao aumento dos preços das commodities(petróleo, gás e metálicas) e da disparada das ações da Gol depois da MP das aéreas; esses fatos refletem positivamente também no setor bancário. A queda brusca do dólar a partir do dia 3 observo ter origem na redução drástica da compra de dólar no mercado futuro pelos estrangeiros, após a decisão do Cade em abrir processo contra a AEB por “manipulação cambial”. Muitos deles migraram para a bolsa produzindo forte demanda externa. Sem esses fatos a bolsa não teria subido e o dólar não teria caído. Há outras razões periféricas, é claro, mas com menor impacto. Acredito que as discussões sobre o “impeachment” é um evento político, normal nas democracias, sem tantos reflexos no mundo real das economias livres, se não fosse assim, os EUA estaria à beira do caos.

      • Discussão sobre impeachment não é normal. Leias os jornais e visite os bancos para conversar com os operadores. Aqui influencia muito. Pessoa não acreditam que o governo Dilma conseguirá aprovar reformas. Olha o plano econômico alternativo do PT. Olha as declarações do presidente do PT.

      • Mansueto o impeachmente é normal e é instrumento legal previsto na CF. Entre os povos livres o “indispensável” não tem valor. O que não é normal é o presidente da câmara, a autoridade que aceita o pedido de impeachment, estar denunciado em vários crimes sendo réu em um deles; e para complicar, se autodenomina publicamente opositor ao governo e inimigo da presidente, isso realmente não é normal e nem está previsto na CF, porém nós brasileiros criamos e mantemos um dos mais caros judiciários do mundo exatamente para cuidar disso. Me lembro da primeira metade de 1999 quando o FHC, em apenas 40 dias, trocou 3 presidentes do BC,imagina isso hoje!. Os juros chegaram a 45%, as reservas evaporaram e o país foi obrigado a recorrer ao FMI, na câmara chegava um pedido de impeachment atrás do outro, o mercado em polvorosa e as previsões catastrofistas e alarmistas diziam que o PIB cairia 7% naquele ano, o presidente perturbado passou mal e foi aconselhado pelo médico a repouso se recolhendo a “Praia do Saco” na BA. Em 1999 foi o ano em que eu mais ganhei dinheiro, pois nunca acreditei que o Brasil se afundaria. Estava certo. As coisas foram se arrumando, apesar dos números muitos ruins o país cresceu 0,3%. Os pessimistas de “mente fechada” perderam dinheiro.

  2. Mansueto, bom dia.

    Acompanho muitas entrevistas do ex-ministro Ciro Gomes e ele tem dito diversas vezes que a inflação no Brasil tem somente duas causas: a administração de preços pelo Governo e a alta do dólar. Portanto, o controle pela taxa Selic não surtiria efeito sobre a inflação. Ele defende que uma saída essencial à crise seria reduzir a taxa de juros em dois pontos percentuais, a qual não refletiria na inflação e “desafogaria” o orçamento do Governo. O que o senhor acha sobre isso?

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