Projeção de Superávit primário janeiro 2016

O jornal valor econômico publicou, nesta quarta feira, algumas projeções de mercado para o resultado primário de janeiro de 2016 que será divulgado nesta quinta-feira. As projeções do mercado estão excessivamente otimistas, com exceção da Rosenberg Associados que está excessivamente pessimista.

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Fonte: Valor Econômico

Qual a minha estimativa? R$ 7,9 bilhões, um resultado primário positivo, mas pior  do que o ano passado quando o superávit primário foi de R$ 10,4 bilhões. O primário deveria ter sido maior porque, em janeiro deste ano, o governo teve uma recita extraordinária de R$ 11 bilhões dos leilões de hidrelétricas.

E porque o primário não foi melhor? porque o governo central teve também duas despesas extras bem elevadas: (i) pagamento de subsídios de R$ 11 bilhões ante R$ 875 milhões no mesmo mês do ano passado, e (ii) pagamento de abono salarial de R$ 3,2 bilhões, ante R4 100 milhões em janeiro do ano passado.

Assim, minha aposta é primário de R$ 7,9 bilhões. Mas não me assustaria se o dado for pior.

 

 

4 pensamentos sobre “Projeção de Superávit primário janeiro 2016

  1. Segundo a nota do BACEN, o resultado primário do setor público foi favorável em 27, 9 bi, ante 21, 1 de janeiro do ano passado.

    A menos que o post esteja se referindo ao resultado do Governo Central, a previsão ficou longe.

    Ou Mansueto errou feio, ou o governo fez alguma manobra criativa. Apostas?

    • Mas nem precisa de aposta. O que falei, e você pode ver no post que publiquei, foi que a minha estimativa para primário (acima da linha) para o governo central (não inclui estados e municípios) de janeiro era um superávit de R$ 7,9 bilhões. O número oficial foi um superávit primário de R$ 14,8 bilhões, R$ 6,9 bilhões acima do que eu esperava.

      Por que errei? Por dois motivos. Primeiro, eu estimava que o investimento seria por volta de R$ 9 bilhões. Foi 5,5 bilhões. Eu pensava que uma parte do ano do investimento que ficou como restos a pagar seria pago em janeiro, mas isso não ocorreu. Aqui errei em R$ 3,5 bilhões.

      Segundo, achava que o crescimento da receita liquida do governo central seria de R$ 12,7 bilhões ante o mesmo mês do ano passado. Mas o crescimento foi de R$ 18,6 bilhões, R$ 6 bilhões a mais do que eu esperava. Um das razões do crescimento tão grande acima do que eu esperava foi uma queda de R$ 2,8 bilhões nas transferências para estados e municípios que não esperava. A receita de concessões havia colocado também na minha conta.

      Um dos erros que fiz também foi que calculei a minha taxa de crescimento da receita em cima de uma base menor. No relatório de dezembro do Tesouro, a receita liquida do governo central de janeiro do ano passado em valores correntes era de R$ 102,9 bilhões. Esse numero foi revisado para cima para R$ 105,4 bilhões – não sei porque fizeram isso depois de um ano.

      Enfim, meus dois principais erros foram: (i) superestimei o investimento e (ii) não me dei conta do ganho que teriam por reduzir transferências para estados e municípios. Mas nem se preocupe que você verá uma forte piora nos dados dos próximos dois meses – fevereiro e março.

      Os dados do BACEN são abaixo da linha (calculam o primeiro pelo crescimento da Div liquida descontado os juros). Não fiz estimativa alguma para isso e nem mesmo para o consolidado do setor público.

  2. Espero que não erres de novo. A Petrobrás acaba de receber 10 bilhões de dólares em venda antecipada de petróleo para a China. Também é lógico que se ficar dizendo sempre que vai ser deficitário, vai acabar acertando.

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