Lord Voldemort e a Dívida Pública

Se voce falasse sobre a possibilidade de calote da dívida publica, ou restruturação forçada, há cerca de dois anos você seria considerado doido. Mas isso foi há dois anos. Hoje, se você falar sobre o mesmo assunto já não será considerado louco.

Dívida Pública Bruta do Governo Geral – % do PIB – 2012-2015

Div Publica Bruta

O assunto é chato e ninguém gosta de falar de “calote”.  Alguns chamam de  encurtamento da divida, monetização da dívida, reestruturação da divida, etc. Mas todos estão falando da mesma coisa: se a dívida continuar crescendo nessa velocidade e não fizermos nada, ……..Lorde Voldemort pode voltar como escreve a jornalista Malu Gaspar nesse excelente post no blog da revista Piauí – cliquem aqui para ler.

Nada de falar de cal……Vamos falar de Lord Voldemort ou daquele que não se deve dizer o nome. Ou melhor, vamos falar que Harry Porter pode ter problemas. Leiam o post da Reporter Malu Gaspar no Blog da Piauí.

Lordvoldemort

 

21 pensamentos sobre “Lord Voldemort e a Dívida Pública

  1. Boa noite, Mansueto!
    Por que não é viável usar mais depósitos compulsórios ao invés de somente subir juros Selic ? Não teria como fazer um cotejamento “gradualizando” ambos ?

    Lembro-me que esta forma de atuação do Bacen veio a propósito em 2008 com o então presidente Henrique Meirelles. Daí em diante pouco se fala dos compulsórios, e quem fala já parte taxativamente que se trata de um instrumento de política monetária ineficaz ! Ainda não vi ninguém expor as razões e explicar, afinal, por quê ! Se for um tema do seu domínio ou interesse, poderia esclarecer ?
    Vlw, flw !!!

    • Não está havendo expansão do crédito, qual seria o sentido de se aumentar o compulsório?
      Eu acho que o que está causando a inflação é a desconfiança dos agentes com relação ao governo. Perdeu se a confiança no bacen, no ministério da fazenda, na presidenta.
      A queda no consumo reflete bem isso, a demanda está em queda e os preços estão subindo.
      Faria sentido aumentar o compulsório se a demanda estivesse aquecida e a inflação subindo, mas, na minha opinião, a inflação está alta por que a moeda está em baixa e caindo.
      E eu acho que com esse novo rebaixamento, evidenciando um risco real de calote, a tendência é a moeda continuar a se desvalorizar.
      A cada dia a conta cresce mais. Se Dilma continuar nessa paralisia até 2018, quem ganhar a próxima eleição pegará um país ingovernável.
      A realidade é triste, mas precisa ser enfrentada, o difícil é discutir a realidade com partidos como PSOL, PCdoB, PT, PDT, partidos populistas, sem nenhuma seriedade, preocupados só com a próxima eleição.

    • Além de não haver demanda por crédito como expôs o Dedé, ainda temos outras causas da inflação, represamento dos preços administrados, economia altamente indexada, alta do cambio o que importa inflação e grande crise de confiança na politica econômica.

      • Quando disse “usar” os depósitos compulsórios me referi ao instrumento de política econômica e não em liberar os valores retidos. Ou seja, para “enxugar” a base monetária preferencialmente por meio desse instrumento ao invés de subir juros ! Fica a questão

  2. Boa noite, Mansueto!
    Por que não é viável usar mais depósitos compulsórios ao invés de somente subir juros Selic ? Não teria como fazer um cotejamento “gradualizando” ambos ?

    Lembro-me que esta forma de atuação do Bacen veio a propósito em 2008 com o então presidente Henrique Meirelles. Daí em diante pouco se fala dos compulsórios, e quem fala já parte taxativamente que se trata de um instrumento de política monetária ineficaz ! Ainda não vi ninguém expor as razões e explicar, afinal, por quê ! Se for um tema do seu domínio ou interesse, poderia esclarecer ? .

  3. Mansueto e leitores,

    recomendo a entrevista do Luigi Zingales para a Exame. muito bom:

    http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1106/noticias/a-justica-sozinha-nao-vai-acabar-com-a-corrupcao

    destaques:

    Minha percepção sobre o Brasil é que, assim como na Itália, todo mundo comete algum tipo de ilegalidade. Isso porque é muito difícil se manter legal num sistema extremamente burocrático.

    Meu conselho para o Estado no Brasil: caia fora das atividades industriais, mantenha um sistema que gere os benefícios sociais o mais automatizado possível e foque numa estrutura de administração pública enxuta e eficiente.

    É preciso focar no básico, como dar educação de qualidade para as crianças, garantir que as leis sejam respeitadas e mandar para a cadeia quem comete um crime.

    No Brasil, o termo capitalismo é percebido como algo ruim. Isso porque as pessoas experimentaram apenas o capitalismo corrupto. Para elas, a alternativa seria tentar desde uma forma mais branda de socialismo até uma versão mais agressiva, à la Chávez, na Venezuela.

    O Brasil precisa de políticos com uma orientação pró-mercado, o que não é o mesmo que pró-empresas, o capitalismo de compadrio. Uma coisa é atuar em favor de algumas empresas. Outra é permitir que todas tenham as mesmas oportunidades de prosperar. Isso vai incentivar a inovação e tornar o país mais competitivo.

  4. O artigo da Malu Gaspar é consistente. Mas não entendo a conta “juros brasileiros são de 14,25% ao ano (ou 7%, descontada a inflação)”. A inflação é 10% e tem um retorno para o governo de impostos, que vai de zero (numa LCI) até 22,5% (maioria das aplicações). Isto vai dar uns 2-3% de juro real, que não é o zero das economias desenvolvidas, mas não é 7%. Acho que está diferença melhora o problema.

  5. Mansuetto, a preocupação dela é legítima, é de fato preocupante a situação. Mas o artigo é mto ruim! Estão mto errados os conceitos dela sobre a dívida! Pra escrever sobre esse assunto, ela deveria compreendê-lo antes…

  6. Olá, Mansueto. Uma pergunta: você é a favor da auditoria da dívida pública alardeada pela Maria Lúcia Fattorelli (http://www.auditoriacidada.org.br/) que inclusive foi vetada pela Presidenta Dilma no Plano Plurianual (PPA 2016-2019)? Se houvesse essa auditoria, o que poderíamos esperar?

    • Essa auditoria é coisa de psolista caloteiro. Leia “Auditoria Cidadã da Dívida” como CALOTE. A dívida é esta e ponto final, não há o que se auditar.

  7. Monetizar dívida pública é calote? Semanticamente, não parece ser o caso. De todo modo, em termos reais, diminuem os desembolsos do governo atrelados a compromissos assumidos contra toda a sociedade: é o imposto inflacionário fazendo o serviço sujo do ajuste fiscal e o regresso à década de 80 do século passado.

    No meu entendimento, tem uma questão subjacente muito mais grave: o Brasil está preparado para a democracia? Enquanto o povo continuar sendo iludido pelo canto da sereia, restam poucas esperanças.

    Só uma revolução educacional que varra essa leva de mestres marxistas doutrinadores que acha que riqueza dá em árvore (claro, seria preciso melhorar muito a remuneração dos professores para engajar os mais preparados e espantar os farsantes) e proporcione as bases sólidas do conhecimento ás próximas gerações poderá nos catapultar como nação a patamares superiores.

  8. Mansueto, deixa eu discordar totalmente de você, talvez por ser um pouco mais velho e já ter visto e vivido esta situação, tenho certeza que só uma coisa nos salva e esta coisa é uma mudança de governo ( choque de credibilidade), se os nossos governantes terão a descendia de agir desta maneira, tenho a mais profunda duvida. Minha esperança erra a pressão do mercado, porém acredito que ainda tem muita gente mamando. O que os atuais donos do poder farão é o mesmo que os militares, que o péssimo presidente Sarney ( apesar de entender que a situação política era outra, havia outras coisa em jogo ” a redemocratização”), que Cristina Kirchner e Hugo Chaves fizeram e no caso da Venezuela ainda fazem, simplesmente emitir moeda. Se fizemos isto com o perfil da divida em dolares, imagine em reais. E com o deficit da ordem 8% do PIB isto já irreversível.

  9. Caro Mansueto,

    Enquanto não resolvermos o fiscal, não saíremos do lugar (a não ser para pior).

    Com as receitas em dificuldade, só nos resta cortar gastos. O problema é que 90% do orçamento é de obrigatórias.

    Agora vem a minha pergunta: como resolver o primário de curto prazo? O que seria o principal a cortar/modificar?

    Provavelmente, uma reforma da previdência, embora muito bem vinda, não terá impacto nos números orçamentarios de 2017 ou 2018 (estou certo?). Então o principal para o curto prazo seria modificar a regra de correção dos benefícios?

    Obrigado e um abraço

  10. Mansueto, eu não sou a favor, nem radicalmente contra a CPMF. Penso que hoje, é um mal menor. Sou sim – radicalmente – a favor de um “pára e começa tudo de novo”, e mexer onde “não pode” ser mexido, inclusive nos super-salários e estabilidade do funcionalismo público, ( com consequentes demissões ) numa revisão drástica no PAC e no bolsa família, mas tudo isso e muito mais tem barreiras políticas e legais intransponíveis e praticamente nenhuma a favor do Brasil. Mas poderíamos começar uma mudança falando claro, assim cada um teria a sua cota de sinceridade. As pessoa que fazem parte do debate público raramente dizem o motivo de suas opiniões. É muito fácil – por exemplo – um consultor propor reformas na CLT, sendo que ele, é profissional liberal – pessoa jurídica – e não será afetado se acabar a multa de 40% nas demissões, se acabar o 13% salário, se acabar o abono de 1/3 nas férias, e sim claro, vai aliviar a vida das empresas ( mas demoraria muito tempo, para beneficiar a geração de empregos ).
    Outra coisa : porque temos vilões preferenciais ?
    O primeiro : a CPMF. Porque é o “pior” dos impostos, mesmo antes de ser cobrado ?
    Imagino que se a CPMF não for aprovada e a Dilma descontar tudo na CIDE, a chiadeira vai ser bem menor. Não é que vão gostar. Vão reclamar menos. Esse país suporta uma carga tributária imensa, mas tudo o que se pede, e em uníssono, é que não retorne a CPMF. Um imposto que pesa pouco para os pobres e muito para a classe média. Não se fale em efeito cascata. Todos os impostos de algum modo são assim. Bastaria estes articulistas reconhecerem que a CPMF denuncia que a classe média sonega e sonega muito. Que vendem seus carros e seus imóveis e que recebem seus salários com parte do pagamento “por fora”, e a CPMF detecta essa malandragem. Apenas isso. Mais nada.
    Antes de terminar: sou anti-petista e a favor do Impeachment. E pra ontem.
    Outro vilão preferencial: Eduardo cunha. Ora, sendo verdade, tudo o que é apresentado sobre Cunha, ele não deveria estar encabeçando a lista. Tem coisa pior. Vejo pessoas falando: “esse safado do Cunha”, mas não sabe dizer o que ele fez. Basta a imprensa falar claro: “Queremos derrubar Cunha porque ele é contra o Aborto”. Nada mais.
    Todos os corruptos desse país, são tratados como “mais um” e Cunha recebe tapete vermelho como “vilão preferencial” da Imprensa. Tivemos um caso de um Severino que foi despachado do Congresso pelo mesmo motivo ( causa LGBT ) que Cunha. Basta reconhecer que o movimento LGBT e as feministas controlam a agenda da imprensa e por tabela, pressionam boa parte do Congresso. Isso não é sobre moralidade no uso do dinheiro público. Renan Calheiros, está praticamente em paz. E há um bom tempo. Imagina se ele começar a carregar a Bíblia. Vira outro Cunha….
    Façamos assim: começa tudo de novo. Mas falando com sinceridade.

  11. Pingback: VEM CALOTE DO GOVERNO AÍ? | Blog do Giulio Sanmartini (1944/2013) ....................................Para bom entendedor, meia palavra basta!

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