Gasto Público e Educação

A Fundação iFHC realizou no dia 18.11.15 o seminário “Plano Nacional de Educação: uma avaliação de seus objetivos, instrumentos e possibilidades de financiamento”. Eu participei do evento como expositor acompanhado pela Neca Setubal, Maria Helena Guimarães . Na mesa estavam presentes o ex–presidente Fernando Henrique Cardoso e o Sérgio Fausto do iFHC que mediou as exposições e o debate.

Não sou especialista em educação, mas o meu paper era mostrar os dados da despesa e mostrar se haveria ou não espaço para crescimento da defesa com educação. Fiz uma palestra de 20 minutos que, infelizmente, deixou a plateia assustada. A intenção não era essa, mas não há como fugir do problema: O PNE estabelece que o Brasil gastará em educação 10% do seu PIB até 2014. Isso simplesmente não acontecerá e o grande risco é que os recursos para educação sejam cortados.

Todos os videos das exposições e do debate podem ser assistidos aqui. Vale a pena.  Abaixo coloco o video da minha exposição. Assistam. São apenas 20 minutos e se consegui ser ou não didático é vocês que poderão julgar. Eu faço ume enorme esforço para ser claro no que escrevo e nas minhas exposições, mas nem sempre tenho sucesso.

6 pensamentos sobre “Gasto Público e Educação

  1. 50% do PIB pra educação, 50% pra saúde, e 50% de bolsa familia já!

    …gritava um progressista em protesto por melhorias do brasil. rs…

  2. O que é admirável em suas palestras são os números que você sempre traz

    Acho que você atingiu o objetivo proposto: apresentar didaticamente um quadro realista a respeito dos investimentos do Estado em gastos sociais, e particularmente em educação.

    Seria muito interessante uma tabela que mostrasse o sentido da expansão do custeio com contratação de pessoal (expansão de 90.000, relativamente a 2007). Esse crescimento pode ser detalhado? Isto é, para quais atividades essa massa de 90.000 contratados foi destinada e o que isso representa em %, relativamente ao investimento total.

    O que gostaria de saber é quanto desse investimento foi alocado diretamente nas atividades relacionadas à educação primária (alfabetização e operações matemáticas simples).

    Selecionei: “Nem inflação resolve o problema fiscal” como frase síntese da sua apresentação (60% de gastos indexados à inflação !)

  3. O que importa não é o gasto mas, sim, a qualidade do gasto. Você mostrou o excelente montante de gasto com educação, todavia, é que não vemos, nem em apresentações nem no mundo real, o efeito desse aumento de gastos na melhoria do ensino, ou, melhor dizendo, os alunos continuam sem conhecimentos básicos… alguma coisa está muito errado nesse cenário! Em vista disso, se o governo, por algum motivo, reduzisse os gastos com educação, seria bem provável que a qualidade do ensino não vá diminuir. Outra questão que acho muito importante atualmente, mencionada nesse debate, foi que precisamos, realmente, de se discutir a gratuidade do ensino no Brasil. Temos que privatizar o ensino superior, não para diminuir a despesa, mas para melhorar a qualidade de nossos profissionais. No ensino básico e fundamental, temos que começar a pensar na privatização também, não podemos ter mais professores concursados! Infelizmente!

  4. Muito obrigado Mansueto. Uma análise nua e crua, sem concessões. Saber o estado REAL das contas públicas é o primeiro paso para solucionar esta crise. Estou divulgando entre conhecidos e amigos e a pesar de ser um tema dificil para nos leigos, vale a pena o esforço tentar entender.

  5. Zax esta corretíssimo..gasta-se muito com educação,entretanto na composição desse gasto é que reside o grande problema do setor ; na grande maioria dos Estados a despesa de pessoal absorve mais de 70% do total despendido.o dispêndio com investimento,componente fundamental na otimização do setor , é baixíssimo .

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