Visita a New York – 14-17 de Dezembro de 2015.

Em julho deste ano fui convidado por uma corretora para fazer um road show em New York. Em dezembro de 2014 havia feito o mesmo com várias reuniões com fundos de investimento e bancos de investimento sobre os desafios para o governo que teria inicio em 2015 e as perspectivas de mudanças.

Este ano, em julho, agradeci o convite mas falei que seria melhor esperar um pouco as coisas melhorarem e adiamos minha visita a New York para agosto. Em julho o governo fez a revisão par abaixo das metas do primário e, em agosto, pedi mais uma vez para a viagem ser adiada para depois que o governo mandasse o orçamento de 2016 para o Congresso Nacional, no final de agosto de 2016.

Mas ai veio a Proposta de Lei orçamentária (PLOA) de 2016 com a previsão de um déficit primário de 0,5% do PIB para o Governo Central e, mais uma vez, a viagem que deveria ter ocorrido em setembro foi adiada para outubro. Argumentei que seria melhor ver como o governo iria equilibrar o orçamento antes de conversas com investidores de fora.

Mas em outubro as coisas não ficaram melhores porque a meta de primário de 0,7% do PIB para 2016 ficou dependente, segundo o próprio governo, da aprovação da CPMF que não tem hoje a mínima viabilidade política de aprovação no Congresso Nacional. Assim, mais uma vez adiei a viagem para novembro.

Mas entre outubro e novembro, o governo surpreendeu a todos admitindo que o déficit primário do setor público, este ano, na melhor das hipóteses e sem o pagamento das pedaladas, seria de 0,9% do PIB. Mas com o pagamento das pedaladas poderia passar de 2% do PIB.

Assim, estamos próximos do final do ano e sem muita clareza ainda de como o governo poderá cumprir com a meta de superávit primário anunciada para os próximos anos e sem o mínimo consenso politico do que fazer. Assim, notei que se fosse esperar por uma melhora de cenário para falar com investidores internacionais  teria que esperar até o próximo ano.

Assim, volto a NY em dezembro deste ano entre os dias 14 a 17 de dezembro de 2015 para varias reuniões para discutir cenários para economia brasileira. É um momento difícil para o país, com muito indefinição de politica econômica, aumento das incertezas e uma grande frustração com o ajuste fiscal prometido devido, em parte, ao aprofundamento da recessão que é muito mais grave do que aquela antecipada por todos nós. Curioso para ver a percepção da turma lá de fora sobre a economia brasileira e, mais uma vez, me preparar para pegar muito frio como na foto abaixo.

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5 pensamentos sobre “Visita a New York – 14-17 de Dezembro de 2015.

  1. Mansueto, seu pé-frio!
    Vai logo pra Nova Iorque! Esses seus adiamentos estão estragando as contas públicas e a popularidade da Dilma! kkkkk

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