Programa Painel: hoje às 23:OO hs.

Vocês teriam curiosidade para ver em um programa de TV um debate entre um economista e dois sociólogos sobre a crise?

Hoje vou estar no programa painel conduzido pela jornalista Renata Lo Prete, com o sociólogo e professor da USP, Glauco Arbix, ex-presidente do IPEA no primeiro governo Lula e ex-presidente da FINEP no primeiro governo Dilma Rousseff, e com o Sociólogo e editor Cesar Benjamin, um dos fundadores do PT e há muito tempo critico feroz do PT e do ex-presidente Lula.

Acho que foi um bom debate, pena que o tempo passou muito rápido. Temos visões diferentes mas todos nós conseguimos discutir, concordar e discordar de forma civilizada. Isso é bom. É necessário que em um momento tão difícil todos consigam debater de forma aberta seus pontos de vista.

Espero que gostem do programa que vai ao ar na GloboNews neste sábado às 23:00 hs, com reprise no domingo às 04:05, 11:05, e 19:05.

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31 pensamentos sobre “Programa Painel: hoje às 23:OO hs.

  1. Estou assistindo ao programa. Nao concordo que os “super ricos” pagam pouco impostos! Pagam demais, porque vai para o ralo ou para lugar pior! Bem fez o homem mais rico do Brasil , que foi embora porque o filho quase foi sequestrado! O Estado não assegura a mínima condição de segurança , saúde e educação Pago imposto porque sou honesta, mas até os honestos se cansam! E penso em ser tributada em 50% e ter uma vida decente, em algum lugar que não precise andar em carro blindado , e pagar , pagar e nao receber nada em troca Sou contra mulher se aposentar antes! Fui a primeira mulher a operar no pregão da Bovespa e acho que se pregam igualdade de direitos, deveriam começar por essa questão! Realmente o sexo feminino está muito mal representado: agora por uma marionete No passado, pela professora Zélia, arrebentando as finanças do país e dançando bolero com um colega de ministério casado Que vergonha! Sem citar as outras mazelas que temos.

    Att

    Cris Dias de Souza Economista -Fea USP 1982 FGV -Ceag

    >

  2. Professor Mansueto, foi um prazer ouvi-lo em suas exposições no GloboNews Painel. Foi uma aula de economia e Realpolitik em finanças públicas. São de vozes lúcidas e perspicazes como a do Professor que este país necessita. Não pude deixar de notar a sua incredulidade quando César Benjamin vociferou contra “globalização” (?), investimento internacional, (?). Este posicionamento antiquado e tacanho da “agenda desenvolvimentista” que grassou o país que nos levou a ruína.

    Abraços.

    Att,
    Juscelino.

    • Juscelino, achei este um dos melhores programas!
      Nas últimas semanas houve verdadeiros embates que quase perderam a linha (como Alex Schwartzman vs Mendonça de Barros há umas 3 semanas), porém hoje a discordância foi bastante civilizada e construtiva.
      O César Benjamin é um cara necessário, pois contribui para o debate, pelo menos fazendo o advogado do diabo com estes pontos de vista dele.

  3. Muito bom seu desempenho no programa. Creio ser muito importante rebater e explicar em maior detalhe por que razão as ideias de Benjamim estão equivocadas. Pelo simplismo do apelo ideológico e viés “humanista” são imediatamente assimiladas pela maioria dos “bem intencionados” que as repetem indefinidamente.
    Perdoe-me mas sugiro que tente falar mais devagar e com melhor dicção; digo isso para melhor entender sua comunição.
    Obrigada pela oportunidade de aprendizado
    Sonia K Guimaraes
    Pesquisadorado PPG Sociologia, UFRGS

  4. Mansueto, muito boa sua participação, novamente! Ah, Mansueto no Seminário do PSDB e ITV com Economistas o Arminio Fraga cita um trabalho sobre distribuição de renda de uma professora da Universidade Federal de Pernambuco. Tentei achar esse trabalho e nao encontrei. Você sabe o titulo do trabalho/dissertação/tese?

  5. Como ouvinte assíduo do programa, digo com propriedade que foi um dos melhores dos últimos tempos. Se me coubesse o pedido, gostaria de vê-lo expor com mais calma aqueles argumentos a respeito dos gastos públicos com juros. Certamente o tempo escasso do programa não me ajudou na digestão dos números apresentados pelo senhor. Fica a dica para um futuro post.
    Abraço.

  6. Não aguento ouvir falar em PREVIDÊNCIA SOCIAL quando ela não mais existe de 1988. O QUE É PREVIDÊNCIA:

    Previdência é o ato de prever, com o objetivo de evitar previamente determinadas situações ou transtornos que sejam indesejados para o indivíduo.
    A partir do ponto de vista popular, a previdência é a precaução ou a cautela em relação a algo, como a capacidade de ver de modo prévio ou antecipado o acontecimento de alguma coisa.
    No âmbito econômico e financeiro, a previdência possui o mesmo significado: precaver. Para isso, foram criadas instituições e medidas a nível nacional que ajudam a garantir a sobrevivência financeira de pessoas em situações de invalidez ou velhice, como a aposentadoria e a pensão, por exemplo.
    Etimologicamente, a palavra “previdência” surgiu do latim previdentia, que significa “previsão” ou “prevenção”, que por sua vez se originou a partir de praevenire, termo latino que literalmente quer dizer “chegar antes”, sendo prae, “antes” e venire, “vir”.
    Previdência social
    A Previdência social é uma espécie de seguro que os trabalhadores devem contribuir durante todo o período em que estiverem em atividade laboral. O principal objetivo desta contribuição é garantir a continuidade do benefício financeiro quando o trabalhador estiver aposentado, assim como em casos de gravidez, doenças ou acidentes.
    A entidade responsável em repassar o dinheiro para as pessoas que não possuem condições financeiras, por vários e diferentes motivos, mas que já contribuíram para a Previdência Social é o INSS – Instituto Nacional do Seguro Social.
    Saiba mais sobre o significado de INSS.
    Automaticamente, os funcionários tem o valor do INSS descontados diretamente na sua folha de pagamento, variando de acordo com o salário de cada um, sendo que, quanto maior o salário, maior é o desconto.
    A contribuição para a Previdência Social é obrigatória para todos os trabalhadores formais, garantindo, assim, a formação de renda que será destinada para os aposentados.

    O QUE É A SEGURIDADE SOCIAL?

    A seguridade social é definida na Constituição Federal, no artigo 194, caput, como um “conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social”.
    A seguridade social é um conjunto de medidas proporcionado pela sociedade aos seus integrantes com a finalidade de evitar desequilíbrios econômicos e sociais que, a não ser resolvidos, significariam à redução ou perda de renda a causa de contingências como doenças, acidentes, maternidade ou desemprego, entre outras.
    A forma mais comum de identificar a seguridade social é mediante prestações e assistência medica, porém, essas são somente algumas das formas que se apresentam na vida cotidiana. Em realidade, a seguridade social também se encontra nos atos solidários e inclusivos das pessoas aos demais, pois esses atos levam em si a procura do bem-estar social.
    Atualmente existe um consenso internacional a respeito da seguridade social como um direito humano inalienável, produto de quase um século de trabalho mancomunado das organizações internacionais relevantes, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização das Nações Unidas (ONU), e instituições supranacionais, como a Associação Internacional de Seguridade Social (AISS), a Organização Iberoamericana de Seguridade Social (OISS) e a Conferência Interamericana de Seguridade Social (CISS).
    Por último, é importante sublinhar que a seguridade social é articulada como um direito na Carta Internacional de Direitos Humanos, no qual claramente se expressa:
    Artigo 22
    Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social e à realização, pelo esforço nacional, pela cooperação internacional de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

  7. Mansueto, parabéns pela participação no programa. Suas análises precisam ser levadas ao conhecimento do público em geral para que sejam evitados novos desmandos na economia como os que ocorreram recentemente. Abraço!

  8. Assisti ao programa, como de hábito. Tanto mais quando se têm na bancada de debatedores estudiosos com a sua qualidade. O que me deixa perplexo é visões como a do Benjamim que fala de solução à esquerda ou tentando de forma sutil satanizar os conservadores. Ao fim e ao cabo as soluções “de esquerda” como ele propõe, dão com a cara no muro e depois os economistas, tidos como insensíveis e tecnocráticos são chamados para consertar as bobagens feitas em nome de uma ideologia. À economia como ramo da ciência social não comporta mais os matizes ideológicos que tanto mau fizeram ao mundo no século passado. O pior é que em cada ciclo de aplicação das ideias ditas de esquerda, e o seu consequente fracasso, há o chamamento do que se poderia se dizer “direita conservadora”, para recolocar a economia em seu trilho, aí sob o chicote e a crítica infundada daqueles que destruíram os fundamentos que, uma vez incapazes dar soluções, haja vista que isso se deu por “soluções erradas”, equivocadas e sabidamente ineficazes e ineficientes perpetradas por quem agora quer se apresentar com ideias e atos que já provaram ruinosos quando aplicados. É a cobra tentando morder o próprio rabo. O debate no Brasil não avança, pela boa e óbvia razão de se dá ouvidos aos arcaísmos e visões tacanhas sobre processos que já deveríamos estar discutindo o “pós”. Vide a peroração do Benjamim sobre a globalização. Em que lugar do mundo civilizado se discute sobre esse fenômeno?

  9. MUITO BOM O PROGRAMA,NA VERDADE,ME PARECEU QUE AS SAIDAS E SOLUÇOES,FOSSEM ANTAGONICAS,QUE NÃO QUISESSEMOSUM PAIS MELHOR,PARA TODOS;COMPREENDE-SE PELA DIFICULDADE QUE TEMOS,COMO BRASILEIROS,UM POVO DE CORAÇAO GRANDE,EM BUSCARMOS A VERDADE,AINDA QUE AMARGA;MAS FICOU O CARINHO E RESPEITO QUE TEMOS ,UNS PELOS OUTROS E, A PERSPECTIVA DE UM BOM ENTENDIMENTO FUTURO,E, A POSSIBILIDADE DE UM CRESCIMENTO POSITIVO E SUSTENTÁVEL DE LONGO PRAZO;OBRIGADO MANSUETO,POR MAIS UM APRENDIZADO,FORTE ABRAÇO, SAUDE E PAZ,VIVA O BRASIL,VIVA O POVO BRASILEIRO.

  10. Parabéns pelo debate e pela postura firme contra dois acadêmicos que colocar as suas ideologias esquerdistas do sec 19 acima da realidade. São poucas as pessoas com coragem de confrontam ideólogos que não aceitam o debate limpo. Como sempre pessoas assim querem monopolizar as virtudes das suas belas intenções sem discutir os meios, acham-se representantes dos pobres e que soluções liberais favorecem somente os ricos. Foram vários momentos em que ambos os professores (Um sociólogo e outro cientista político) perdem a compostura por desconhecer a realidade. Esse debate deve ser viralizado! A muitos frames da esquerda que cairam com sua precisão nos fatos e dados.

  11. Muito bom o debate, principalmente porque três visões diferentes sobre o Brasil e o seu futuro.
    Vendo o programa fica claro que a saída não se dará pelos políticos, eles são parte do problema, e sim por setores organizados da sociedade que tenham capacidade de se articular em busca do interesse comum, que será sempre uma média ponderada pela política dos interesses dos vários setores da sociedade.

  12. Parabéns Mansueto. Confesso que me surpreendi por seus posicionamentos pois, muitas vezes, o economista tem um olhar mais direcionado à “gordura” e enxerga logo a previdência como alvo. Lá você deixou claro o problema mas deixando também claro que não é contra os instrumentos de amparo aos mais pobres, mas sim contrário às anomalias que os cercam. Parabéns!

  13. Foi um ótimo debate pra mostrar como esses esquerdistas acham q dinheiro nasce em arvore…VC humilhou os caras q só sabem enganar bobos…o q me deixa triste eh que 90% dos brasileiros nem conseguem entender o q vc diz…por isso esses sugadores de impostos fazem a farra no Brasil…
    Parabéns , sucesso, abraçom

  14. Msc. Mansueto, foi um ótimo debate mesmo! A civilidade das colocações entre vocês, mesmo com visões discordantes, foi essencial para a construção das idéias da audiência! Pois mesmo concordando mais com um ou outro participantes, a contra-argumentação dos demais enriquecia muito como “advogados do diabo”, evitando uma visão de certeza absoluta como tem se visto nas redes sociais.

    Os temas estão tão quentes que mesmo no GNews Painel lembro-me de 2 programas nos últimos 2 meses em que o debate virou embate (ex.: Schwartzman vs Mendonça há umas 3 ou 4 semanas).

  15. Quase fui aos prantos com a colocação final do Cesar Benjamin. Que tal ele estudar um pouco da história americana para ver como se chega ao estado real de bem estar social, fruto do trabalho e não de esmolas de um estado paquidérmico. Como sempre, impecável sua participação. Parabéns.

  16. Só discordei de um ponto do Mansuetto sobre a questão de tributar herança …Aposto que quando o Mansuetto falou isso , os outros dois tiveram quase orgasmos multiplos….Caro, os bens de herança em ultima analise representam uma poupança de toda uma vida….. tributar poupança não me parece o melhor caminho….

  17. O debate foi ótimo. O Willian Waack fez falta, sem desmerecer a Renata. Acho que um tema interessantes para outro debate com a mesma composição seria: “Dos gastos patrocinados pelo governo petista, quanto realmente contribuiu para atender às camadas sociais mais carentes [bolsa família, minha casa minha vida, pronatec ….] e quanto foi pelo ralo em políticas equivocadas como o financiamento subsidiado via BNDES para empresas que teriam totais condições de obtenção de recursos no mercado ? Quantificar tais valores forneceria um interessante retrato para avaliar a eficácia das políticas sociais implementadas nos governos Lula e Dilma.

  18. Sou de formação em C&T com interesse em Economia e já muitos cabelos brancos. Os 3 me pareceram argumentar bem. No entanto, ficou claro como um economista pensa de maneira muito mais organizada e delimitada (no bom sentido) do que os demias. Ainda que eu não considere nem economia, nem sociologia, nem analise politica (recuso-me ao termo “ciência” politica) como ciências propriamente ditas, fica claro a distinção entre uma área técnica (economia) e áreas ideológicas (sociologia, política). O bom economista é tal e qual um bom cirurgião ou bom engenheiro.Tem um probelma bem definido em mente, sabe mensurar (ou ao menos estimar) o que é passível de mensuração, sabe diagnosticar/prever (ainda que ciente de margem de erro) e sabe argumentar em termos de causa e efeito (ainda que sem a precisão da Física). Os tais “cientistas” sociais (ainda que com pontos válidos e idéias boas) não delimitam suas competências, falam de tudo um pouco, não são capazes de mensurar coisa alguma e perdem o foco com facilidade. Propõem soluções por demais abrangentes e portanto utópicas.

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