Cotas para mulheres?

Confesso que tenho muitas dúvidas sobre o funcionamento do sistema de cotas, mas quando vejo o trabalho árduo da secretária da fazenda do Espírito Santo, Ana Paula Vescovi, e da secretária da fazenda de Goias, Ana Carla Costa, fico inclinado a lutar por cotas para termos mais mulheres como titulares das fazendas estaduais.

Uma reunião de uma hora com cada uma delas  é uma verdadeira aula dos problemas com as finanças estaduais e, ao contrário de tentar  provar que ES ou GO são os dois melhores estados do Brasil, mostram as dificuldades e propostas para solucionar os problemas.

No Brasil, há muita gente séria no setor público trabalhando, apesar das circunstancias adversas. Parabéns as duas economistas.

OBS: O meu post deu uma certa confusão. O exemplo dessa duas mulheres é justamente um excelente  exemplo de meritocracia e que chegaram a onde chegaram sem precisar de cotas. E as duas são mães.

23 pensamentos sobre “Cotas para mulheres?

  1. Meu caro sou mulher e sou contra cotas. A minha amiga Ana é competente e não precisou dessa diferença para chegar aonde chegou. O problema é o seu legado. Ontem ouvi uma noticia interessante . recente pesquisa ( não lembro a fonte) mostrou que o brasileiro diminuiu sua confiança na gestão comandada por mulheres. por que será meu caro. Sabemos a resposta. Isso pesará muito muito contra nós. Abs

    Vania

    • E se você procurar se informar melhor, verá que as próprias mulheres não depositam essa confiança. Homens e mulheres são diferentes, portanto, tem atitudes diferentes em cargos de comando. Acreditar piamente em “pesquisas” sem entender a metodologia ou o viés ideológico embutido é ingenuidade. Qual (is) cargo(s) foram considerados? Tem cargos que as mulheres se dão melhor, noutros, pior… Houve significância estatística? Já trabalhei em vários lugares e nunca vi mulheres serem desrespeitadas ou subestimadas por serem mulheres. Certos mitos existem muito mais no plano imaginário, mas por força de repetição acabam distorcendo a percepção da realidade.

  2. Sou mulher e sou contra cotas. As mulheres realmente competentes não precisam disso. Também não acredito que o “Efeito Presidenta” vá durar “ad eternum”, é uma questão circunstancial. Mesmo porque não é só a Dilma. Há cada vez mais mulheres em cargos públicos no Brasil e no mundo, mesmo na nossa historicamente machista América Latina.
    Aliás, no Brasil é apenas no serviço público que ocorre de fato uma igualdade salarial entre homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo. O setor privado no Brasil ainda está muito longe disso. Creio que o nó da questão chama-se maternidade, apesar dos empresários negarem de forma veemente…

    • Claro que os empresários negam, as estatísticas são falsas. As pessoas precisam entender que a militância política invadiu órgãos, instituições e a própria ciência, tudo é deturpado em prol de interesses políticos-ideológicos. No caso dessas pesquisas de diferenças salariais do IBGE, elas não são científicas, foram criadas para manipular a opinião pública e mobilizar a militância a lutar por privilégios. O IBGE considera as diferenças salariais para um mesmo cargo considerando todas as empresas juntas. Isso torna a estatística totalmente inválida, pois cada empresa tem liberdade para pagar o quanto quiser para um determinado cargo. Acontece que, numa empresa que paga menos, há maior número de mulheres, enquanto que em outra, que paga mais, maior proporção de homens. A estatística falsa do IBGE não mostra isso, pois considera o agregado de empresas. Inclusive, os empresários já manifestaram apoio a leis que proíbam a discriminação salarial dentro da empresa, pois ela não ocorre.

  3. Sou totalmente favorável à cotas para mulheres (no congresso, na administração pública, em estatais, em conselhos de administração, etc). Favoreço pelos seguintes motivos: 1) acredito existirem muitas mulheres prontas/quase prontas para ocupar estas posições – apenas nunca são “vistas”, têm dificuldade de participar das redes de networking masculinas e, portanto, sequer são consideradas; 2) por esse motivo, hoje a mertitocracia, um grande valor, já não existe; 3) se esperarmos o curso da evolução “natural” (se trata de uma questão cultural), levarão mais de 100 anos! Até lá estamos desperdiçando recursos/capacidade/competência. Eficiência na alocação de recursos é pré-condição para qualquer pretensão de sustentabilidade. HE for SHE! E dada a falta de capacidade gestora, estrategista, planejadora da sociedade brasileira, é um crime desperdiçar recursos que temos.

    • Eficiência na alocação de recursos através de um sistema que IMPEDE que um homem qualificado assuma um posto pois há certa quantidade reservada de cadeiras a mulheres? Em que sentido distorcer o sistema de seleção é mais eficiente do que apostar naquilo que você (sem mencionar evidência) chama de meritocracia falida?

      • Novamente, não quero discutir cotas porque não entendo do assunto. Usei o exemplo como uma espécie de ponte para homenagear as duas economistas. Pessoas competentes não dependem de ser altas, baixas, magras, gordas, homens ou mulheres. Abs

  4. Mas essas duas são justamente o contraexemplo de precisarmos de cotas! Cotas servem para “ajudar” quem não tem capacidade, e existem muitas mulheres capazes! Preconceito não se combate com cotas!

  5. Cotas para mulheres ingressarem em cargos onde a seleção se dá por concurso público? Quer dizer que as mulheres estudam mais, são mais determinadas e disciplinadas e mesmo assim não conseguem assumir um cargo por mérito? Isso é atestar a incompetência das mulheres. Só os fracos defendem cotas, pessoas capazes, com auto-estima e confiança, querem distância dessa política do atraso. Se essas advogadas são tão boas, acredito que entraram por mérito e por isso se destacam. As cotas são a negação do mérito que elas tiveram. Vergonha desse país onde todos querem viver de benesses estatais ao invés de irem à luta.

  6. Gosto muito dos seus comentários, mas nesse você pisou na bola. O fato delas serem mulheres não afeta nada. Você quer dizer que mulheres são melhores que os homens? Igualdade é não ligarmos se a pessoa é homem ou mulher, só importando seu desempenho. Você enxergar como primeira características delas o fato delas serem mulheres já distorce as coisas. Sem cotas. Sem reservas de mercado. Todos iguais de verdade. Cota é que é discriminatório.

    • Não foi essa minha intenção. Apenas fiz elogio a elas Acho que no Brail das 27 unidades da federação há apenas 3 mulheres que são secretarias da fazenda. Mas isso não tem nada a ver com o fato de ser homem ou mulher. E o post não é uma defesa de cotas.

  7. Mansueto….eita…..agora conseguiu polemizar!!!

    Mais isto é muito, faz com que as pessoas debatam um assunto e cheguem nas melhores idéias para o engradecimento de ima nação.

    Brincadeiras a parte, tenho certeza que não foi sua intenção.

    E não poderia de parabenizar as mulher, competentes e inteligentes que se manifestaram.

    • Sim polemizar sem querer porque o post não trata de defesa de cotas até porque nunca estudei o assunto e não entendo nada. Citei cotas apenas como introdução para falar de duas economistas competentes.

  8. sou mulher e sou contra as cotas. nao devemos ser classificadas por genero, e sim por competência e interesse pessoal em estar no topo da carreira.

    • Sim sem duvida. Mas sabia que há uma grupo de parlamentares mulheres que estão forçando a passagem de cotas para candidatas mulheres? mas concordo 100% com voce. O que vale é a competência.

  9. Meu Caro Mansueto Almeida, Discordo da sua defesa de cotas. No meu entendimento o que deve ser posto unicamente é a competência destas economistas.
    Com admiração aos seus muitos outros comentários e posições em muitos dos seus brilhantes artigos. Abraço, Zanoni Dueire Lins

    • mas a questão da cota foi uma introdução para eu fazer homenagem as duas economistas. A questão da cotas é algo totalmente secundário até porque não entendo do assunto. Abs,

  10. eu sou totalmente favorável, temos exemplos interessantes na Alemanha por exemplo..eu acho que pelo talento da mulher brasileira em diversas áreas temos pouquissima representatividade…se a promoção ou acesso a maiores responsabilidades não ocorre pelas vias normais acho procedente a cota sim…

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