O Brasil perdeu o grau de investimento da S&P

O Brasil perdeu hoje o grau de investimento da agência de classificação de risco S&P. E o pior que não há perspectiva de ajuste fiscal porque não há consenso ainda do ajuste fiscal necessário para estabilizar a relação divida PIB. Não vou escrever hoje. Vou apenas reproduzir o final da matéria da revista The Economist da semana passada (clique aqui) que termina com uma citação minha:

“Now, says Mr Almeida, “We are paying for all of the mistakes [of] the past five years.” The mystery, he adds, is why Brazil has not lost its investment grade already.”

Infelizmente, o inverno chegou e o que mais nos angustia é a possibilidade do inverno ser seguido por uma tempestade ainda maior. Termino com uma foto de Harvard de um dos invernos mais rigorosos que já peguei em Cambridge (MA): ‘

B15b

10 pensamentos sobre “O Brasil perdeu o grau de investimento da S&P

  1. Amanha o dólar vai quase bater nos 4 reais. Mais um mês e Dilma irá para casa. A menor que Levy seja a ovelha escolhida não para ser tosqueada, mas para ir para o matadouro.

  2. Levy é tão ruim quanto o Mantega. Só ouvi dele discurso para aumentar tributos. Em nenhum momento falou sobre acabar com empréstimos subsidiados, cortar gastos sociais, cortar gastos com a previdência, desindexar o aumento do salário mínimo. Ele já faz parte do problema.

    • Quem trabalha no MF sabe que o Levy está há anos-luz do Mantega. Difícil ter alguém pior que aquele Sr. É duro dizer, mas a verdade é que o poder do Levy é muito limitado neste Governo. Quem está conduzindo a economia é o Barbosa e Mercadante. Vamos ver se após o downgrade a balança de poder se modifica ou não.

      Por falar nele, sinceramente achava que o Barbosa era menos pior do que vem se mostrando. Decepção total. Tão heterodoxo como os anteriores, segue nos mesmos erros.

      • Levy é uma pessoa de sucesso no mundo financeiro. Então se ele é impotente como MF, que peça o boné e vá embora. Não depende do cargo.

  3. “Figura central”, Mercadante fica:

    “Mercadante tem total confiança da presidente Dilma. Tem sido fundamental nos projetos do governo e na construção da governabilidade. É uma figura central para a construção de retomada das condições de crescimento” (Edinho Silva, 11/09/2015)

    Mercadante, um dos principais artífices do novo conceito de responsabilidade fiscal criativa (“orçamento transparente”), cuja principal consequência foi o rebaixamento pela S&P, fica.

    Dilma, não economizou no reconhecimento às contribuições do doutor em economia pela UNICAMP: “figura central para a construção de retomada das condições de crescimento”.

Os comentários estão desativados.