Debate: Instituto Fernand Braudel

Nesta quinta feira dia 30 de julho, eu, Samuel Pessoa e Marcos Lisboa estaremos juntos às 18 hs no Instituto Fernand Braudel em São Paulo para apresentar o nosso texto –  o ajuste inevitável – publicado no dia 19 de julho pela Folha de São Paulo. Prometo que o debate será interessante. Clique aqui para fazer sua inscrição.

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7 pensamentos sobre “Debate: Instituto Fernand Braudel

    • Por enquanto não. apesar de adorar a cidade. A ultima vez que estive ai foi em 1998. Mas se for convidado vou com maior prazer. Abs

  1. Estive ontem no debate e apreciei muito a oportunidade e as ideias transmitidas durante o mesmo.
    Senti falta de uma abordagem mais profunda sobre os temas produtividade e inovação, embora entenda as limitações de tempo. Talvez pela minha formação e prática em administração de empresas, embora concorde plenamente com a preocupação com o lado dos gastos públicos que foi o vosso foco, não posso deixar de olhar para o lado de geração de receitas em bases consistentes como forma de sair do buraco atual e tratar de construir um futuro para o país. Não há ambiente para investir em aumento de capacidade (quanto produzir) e capabilidades (o quê produzir) na indústria. Tomo o exemplo das automobilísticas: quase 1Mio de unidades de capacidade ociosa e não temos para onde exportar este excedente porque produzimos, por decisão das montadoras, veículos que só servem para o Brasil, para a Argentina e outros no mesmo nível. Décadas atrás já era assim. Um Voyage, produzido pela VW, tinha que passar por inúmeras adaptações/melhorias para poder ser exportado para os EEUU. Tudo igual hoje. Dificil imaginar um consumidor americano, europeu ou asiático comprando veículos com Uno, Gol e similares
    E já que falei em Argentina, outro tema que merece uma abordagem da parte de vocês são os nossos acordos comerciais. Elegemos o pior grupo de parceiros possível neste Mercosul. Chile, Perú, Colômbia e México deram as costas para esta tragédia populista da qual fazemos parte e foram amarrar seus barquinhos em portos muito mas seguros.
    Uma observação sobre comentários feitos pelo Marcos Lisboa sobre a Zona Franca de Manaus. Todo nosso setor de produção de veículos de 2 rodas está lá. O faturamento é superior a R$ 5 bilhões anuais e o fato não é como descrito por êle (que as peças vão todas para lá por avião e que os produtos acabados voltam para o mercado consumidor também por avião). Existe uma parte da indústria fornecedora de partes que se instalou por lá (exemplo: fabricantes de pneus) com plantas melhores que as do Sudeste. Existe também uma rota logística mista rodoviária/fluvial que há muito tempo faz esta ligação. Claro que se tivéssemos as ferrovias prometidas seria muito mais econômico esse trajeto. Mais sobre a situação do mercado de motos em: http://www.infomoney.com.br/blogs/o-mundo-sobre-muitas-rodas/post/4192790/apogeu-queda-setor-motocicletas
    E uma última observação: Ninguém fala em aproveitar a capacidade instalada da indústria naval (com todos os problemas que vocês mencionaram) para reviver o sistema logístico de navegação de cabotagem. A diferença em custo/tonelada é considerável. Continuamos transportando 65% da nossa produção por rodovia, com uma infraestrutura rodoviária lamentável e subsidiando o diesel (não sei qual o custo mas não deve ser pouco).
    Grato pela atenção.

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