O ajuste inevitável

Neste domingo, dia 19 de julho, o jornal Folha de São Paulo publicará no caderno ilustrissima um longo artigo que eu, Marcos Lisboa (INSPER) e Samuel Pessoa escrevemos juntos.

Basicamente resolvemos colocar de forma organizada em sete páginas nossas preocupações com o cenário atual e perspectivas para o futuro.

Não queremos ser pessimistas, mas no artigo mostramos que ainda estamos longe de um ajuste fiscal sustentável e que não são boas, por enquanto,  nossas perspectivas de crescimento e ajuste fiscal de longo prazo.

O Brasil ainda tem um extenso dever de casa a ser feito. Infelizmente, com a crise econômica e política, é difícil ser otimista que os ajustes acontecerão.

Leiam neste domingo o nosso artigo na Folha.   Nosso desejo é que o artigo sirva como base para uma profunda reflexão de todos sobre o presente e o futuro, mesmo que alguns discordem e tenham um diagnóstico diferente do nosso. Depois coloco aqui o link para o artigo.

7 pensamentos sobre “O ajuste inevitável

    • Com a internet não existe mais esta fronteira. Você pode ser assinante da folha online tranquilamente. Eu prefiro o Estadão. A folha está muito petizada para o meu gosto.

  1. Gostei bastante do artigo.
    Traz um perfil econômico do Brasil que precisa ser conhecido. Duvido, no entanto, que com um governo com tendências populistas e uma população ainda grandemente desinformada, haja um contexto para aplicação das reformas estruturais necessárias.

  2. Excelente, Mansueto! É uma agenda para o Brasil! É claro que precisa desenvolver mais o como fazer, mas as linhas centrais estão no artigo que vocês escreveram. Difícil escapar das conclusões que vocês colocam.
    Participei de um evento com o Gianetti na última semana e ele traçou um diagnóstico muito semelhante ao de vocês.
    Acho que merece trabalho adicional para transformar em uma agenda mesmo as propostas e comentários, ainda mais com o contato que vocês têm com os formuladores e políticos. Parabéns aos três e um grande abraço!

  3. Pergunta que não quer calar:

    Se os dados disponíveis no fim do ano passado e em janeiro desse ano estavam ruins e as previsões de inflação, crescimento do PIB, taxa de juros e nível de emprego mostravam-se contracionistas, por quê a equipe econômica insistiu numa meta de superávit primário elevada de 1,2%? Pior, sabiam que iriam prometer e não iriam entregar isso. Levy pode ser muito bom no que faz, porém, se eu fosse gestor ou economista de um grande banco ou trabalhasse em uma agência de risco eu já teria uma leve desconfiança desse senhor.
    A questão extrapolou há muito os limites da economia. É na política que está a solução. Porém, com um governo fraco, duvido que surja uma solução daí.

    Observações referentes ao artigo da Folha de SP:

    1) Tomei uma decisão que se em 2018 nenhum candidato expôr em seu programa de governo o que fará com a sonegação de impostos, principalmente, PIS/COFINS e CSLL, que servem para o custeio do sistema de seguridade social, planos de combate a corrupção e fraudes em concessões de benefícios , parar com a benesse anual do mais novo instrumento de política tributária que é o tal do Refis, o que é em si uma perda de arrecadação de tributos, anularei o meu voto.

    2) Sugiro aos três que escreveram o artigo na Folha de São Paulo que procurem a ANASPS, a Receita e os procuradores da Fazenda Nacional. O artigo a meu ver sambou na mesma cantilena de sempre “O sistema previdenciário é generoso em demasia com os aposentados”. Como se quem fosse aposentado no Brasil fosse um privilegiado. Uma casta de privilegiados – 70% dos aposentados – que ganha um salário mínimo e que contribuiu durante 35 anos, Favor, procurar o sr. Paulo César Régis de Souza, vice-presidente da ANASPS, foi quem mais escreveu sobre as distorções sobre o sistema previdenciário, para termos um debate qualificado, neutro, sem cegueira ideológica ou preconceito. Outra coisa, não me recordo o ano em que ocorreu essa manifestação, mas a Receita Federal criticou severamente a postura leniente da União em se tratando da cobrança de tributos e a instituição de Refis de forma rotineira (isso sim é uma bela benesse), a associação dos auditores da Receita chegaram a afirmar que a União é “mole” nesse sentido.
    Caso esse lado da questão não entre no debate a dita “reforma da previdência” será mais um uma “reforma” que retirará direitos de trabalhadores, mas não avançará coisa nenhuma na corrupção desenfreada do sistema e a sonegação astronômica que as empresas fazem. Bancos, construtoras, grandes redes de varejo, empresas de aviação, governos estaduais e municipais que não possuem sistema de previdência próprio, times de futebol (Com pesar li a notícia que a “Mônica Dentuça” aprovou a MP dos clubes) que são os grandes privilegiados com as benesses que o governo concede. Nem falarei da excrescência que é conceder grana do FGTS via BNDES para campeões nacionais e “aventureiros empresariais”.Há muita coisa errada na Previdência, porém é necessário fazer um debate franco, honesto e verdadeiro sobre o seu futuro.

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