Replay: Precisamos de um modelo econômico brasileiro?

Em 18 de novembro de 2013 escrevi um post questionado se precisávamos de um modelo brasileiro. O texto era uma evidente provocação aqueles que tentam achar um modelo brasileiro, quando já há bastante evidencia empírica do que funciona e o que não funciona.

Neste ano e nos próximos pagaremos a conta da busca de um modelo brasileiro que simplesmente não existia. Acho que está na hora de parte dos intelectuais do PT fazer um bom texto critico questionando o que deu errado no que eles qualificavam como o novo modelo brasileiro que havia começado a se delinear no governo Lula.

Eu não conseguia enxergar este modelo e, em novembro de 2013, quando o mercado ainda esperava um crescimento do PIB de 2,1% para 2014, eu via sinais claros do esgotamento do que alguns dos meus colegas do PT chamavam de “novo modelo econômico brasileiro”.

Assim, sugiro que meus novos e velhos seguidores releiam o post “Precisamos de um modelo econômico brasileiro?” –clique aqui– que escrevi em 18 de novembro de 2013. A propósito, esta não foi a primeira vez que alertei sobre inconsistências do “modelo brasileiro”. Infelizmente, estava correto.

13 pensamentos sobre “Replay: Precisamos de um modelo econômico brasileiro?

  1. Mansueto, perguntando novamente, o senhor acha que corremos o risco de, não apenas não conseguirmos o superávit primário desejado, como de fato termos um déficit igual em 2014? Digo isso sem considerarmos eventuais pedaladas fiscais e atrasos de pagamento.

    Tenha um bom fim de semana!

  2. Na visão da nata da pseudo intelectualidade petista o modelo nao deu errado, afinal eles atingiram em dez/14 um nível de desemprego historicamente baixo além …
    Ainda hoje encontramos bastiões deste grupo defendendo que o governo deve gastar mais e Queixo de fato há almoço grátis, basta abrir os cofre baixar os juros na marrretada que o crescimento e a arrecadação decolarão (inflação é um mero detalhe)…
    Triste Mansueto mas não h

  3. Mas não há debates com indivíduos petulantes que não aceitam evidências empíricas de um fracasso homérico e são cegados pela arrogância daqueles que acreditam que estarão no poder até o fim dos tempos …

  4. Nossa resistencia em aprender com os outros é uma das fontes do nosso fracasso.
    Nem uma coisa simples e funcional como a tomada conseguiu resistir ao impeto de intervir da turma…

  5. Mansueto,

    A questão hoje, creio, não é bem a defesa do que foi feito, mas sim de se buscar entender a limitação do modelo “virtuoso” que acomodou trabalhadores em setores de baixa produtividade, que dependeu de um boom externo e que vem usando o câmbio desde 1994 para segurar a inflação.

    Se não formos capazes de fazer esse debate sem os trajes já conhecidos, PT x PSDB, iremos viver uma ressaca não tão passageira. Há toda uma revisão de modelos e perspectivas em curso:

    http://plataformapoliticasocial.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Revista_20.pdf

    Abraço,

    Rodrigo

  6. Mas, aqui só tem jabuticaba.
    As vendas de veículos despencam 20% e os preços aumentam 3%. Imóveis cada vez menos vendidos e os preços aumentando. Gente querendo viver de renda ao invés de produzir. O corte de gastos é nos setores que mais afetam a arrecadação.
    Em Dilma2, a revanche, as reformas aprovadas são: Fim do fator previdenciário e fim da reeleição e isso com derrotas do governo com votos da oposição. Se continuar assim, logo logo tem gente gritando #VoltaFMI!!!
    Aqui, a maça cai para cima. Não é para amadores, definitivamente.

  7. 1) Precisamos aprender que a iniciativa privada é quem deve ter proeminência, ser protagonista na atividade econômica.
    2) Acredito que precisamos fazer um debate sério, franco e honesto sobre a política fiscal e retomar o projeto “´Déficit Nominal Zero”, do então Secretário do Tesouro Nacional, Sr.Joaquim Levy de 2006 ( Mansueto podia fazer um post sobre isso rsrsrs).
    Talvez a médio e longo prazo quando TODOS entenderem que é necessário ter responsabilidade e transparência sobre a questão fiscal possamos gradualmente ajustar o país fiscalmente a ponto de termos superávits fiscais de forma continuada e, dessa forma, pudéssemos desatrelar a variável câmbio do controle da inflação e passar a usá-la de forma positiva, impulsionando a indústria.

    Esses dois pontos deveriam ser consenso entre economistas. Há outros pontos, claro! Mas essas questões levantadas podem fazer um bem danado ao Brasil.

  8. Boas e interessante opiniões. Só um reparo: não há mais tanta ênfase entre o embate do partido do governo e os social democratas. Primeiro, porque o governo tem, em tese, todos os partidos a seu favor e mesmo assim não logrou votar e implementar algo de útil. Pelo contrário, a economia e o social estão cadentes, sem salvação fácil à vista.
    Segundo, a ancoragem dos preços ao dólar não teve mais a ênfase dos tempos da implementação e consolidação do Real. A inflação, a partir de 2002, iniciou sofrer cada vez mais pressões da frouxidão fiscal.
    Tivessem os social democratas vencido em 2014, com certeza teriam de criar e utilizara outras condições de estabilização e isso seria do lado fiscal, com o câmbio menos. Ou seja, teriam de realizar uma arrumação das contas públicas, que destruíram e não ancorar no dólar que já estava muito alto na ocasião. O cataclismo de hoje decorre da arrogância e do castelo da cartas. Destruíram os pilares da estabilidade e não souberam, por não saber como, colocar algo no lugar. Os 9% de ótimo e bom das pesquisas denotam isso muito bem.

  9. Mansueto, gostaria de lhe propor um exercício teórico:

    Quais a consequências de usar as nossas reservas, para liquidar total ou parcialmente os swaps cambiais.
    Isto poderia melhor a competitividade das empresas brasileiras?
    Um cambio livre, jogaria a inflação para qual patamar?
    Como o mercado reagiria a esta medida?
    Qual o impacto para as contas publicas?

  10. Mansueto, está esperando demais…Texto crítico dos intelectuais do PT ? tem uma penca deles aí achando que essa monstruosidade de crise que passamos é uma conspiração coxinha…vai esperando…

  11. Um comment rápido a Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru e Chile) lançará um fundo para a internacionalização das pequenas e médias empresas do bloco.
    Enquanto o Brasil empaca numa estagflação e usa banco público para dar guarida a grandes empresas que possuem condições de se financiar via mercado de capitais, a Aliança do Pacífico dá o exemplo. Infelizmente, o Brasil ficará pra trás logo.

  12. O Brasil precisa sim, e urgentemente. de um novo modelo econômico pautado nas seguintes premissas econômicas:
    a) privatização de todas as empresas públicas que estejam ligadas ao setor produtivo, independentemente da natureza do setor produtivo as quais estejam vinculadas;
    b) privatização dos bancos e instituições financeiras com participação do governo no capital da instituição, como por exemplo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, etc.;
    c) autonomia completa do Bacen, haja vista que hoje o Bacen faz parte da estrutura organizacional do Ministério da Fazenda, e isto representa uma promiscuidade quanto ao orçamento fiscal e monetário. O Bacen tem que orbitar fora da esfera do Poder Executivo, entenda-se Ministério da Fazenda;
    d) nenhuma concessão de subsídios ao setor produtivo, haja vista o elevadíssimo custo de oportunidade para a sociedade;
    e) ruptura total com o Mercosul; tendo em vista que economicamente, é um mercado completamente inviável, para não dizer falido;
    f) extinção dos programas de “esmolas sociais” do tipo Bolsa Família e todos os programas congêneres, principalmente considerando que estes programas simplesmente criaram bolsões de vagabundos e desempregados;
    g) não intervenção do Bacen no mercado cambial; e
    h) abaixo o governo que tem desconstruído o Brasil. Preciso dizer quem é?

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