Enquete: o governo deve revisar a meta de superávit primário?

Vou fazer algo diferente. Eu tenho uma opinião sobre esse assunto, mas não vou dar agora. Quero colocar para os leitores deste blog a seguinte questão. Quando a meta de primário de 1,2% do PIB para 2015 foi definida no final de novembro de 2014, o mercado esperava um crescimento do PIB de 1% em 2015. Hoje esse consenso caminha para uma queda de 1,5% que pode ser de 2%. Adicionalmente, a nova equipe assumiu com um primário negativo de 0,6% do PIB e não um superávit primário “zero” como muitos esperavam. Diante dessas circunstâncias:

 

10 pensamentos sobre “Enquete: o governo deve revisar a meta de superávit primário?

  1. Não, porque isso é matemática. Há um nível correto para o superávit primário, cujo efeito é a establização da dívida em relação ao PIB. Já é consenso que a meta de 1,2% já é insuficiente para estabilizar a dívida. Não cumprir nem essa então, é um absurdo.

    O governo PTista surfou na bonança, na época das vacas gordas e não fez a poupança que deveria. Praticou ajustes pelo lado do PIB apenas, SEM QUALQUER ESFORÇO. O PIB subia e ajudava a diminuir a relação.

    Agora as vacas estão magras e ele quer matá-las para consumi-las. BRINCADEIRA!!! QUER FAZER A POLÍTICA FISCAL ANTI-CÍCLICA SÓ AGORA?? MAIS UM MANDRAQUE.

  2. Votei NÃO.
    Esta previsão deveria ter sido feita em 2014, não agora. O governo foi incompetente ao não prever que haveria queda de arrecadação.

  3. Não. Se não cumprir depois ele que se explique ao distinto público e que fique claro para a sociedade que não temos conseguindo fazer o que foi proposto. Melhor isso do que abraçar a mediocridade e permitir que o governo de auto-tapinhas nas costas lá na frente. Melhor que nosso fracasso fique escancarado mesmo…

  4. Acredito que o meta deva ser perseguida, porém de uma forma diferente da feita até o momento, ou seja através, da redução de despesas, realmente como o corte na carne, o que até o momento não foi feito. Inclusive sugiro a Sra. Dilma a redução do próprio salário.
    O importante destes atos é a sinalização e ganho de credibilidade.

  5. Mas já se sabia do quadro de deterioração fiscal bem antes das eleições. Não teria sido mais prudente adotar uma estratégia gradual de recomposição do superávit? Algo como 0,7% do PIB em 2015? Por que divulgaram que a meta era de 1,2% se a equipe econômica já possuía dados sobre recessão? Creio que para responder essa pergunta, os stakeholders deveriam levar em conta o cenário feito pelo BACEN no começo desse ano onde admitia-se PIB negativo em 2015 e em 2016. Levando isso em consideração por que colocar uma meta de 2% em 2016 se sabemos de antemão que é impossível de cumpri-la? Nem falarei de 2017 e 2018 que serão anos igualmente difíceis, mas para mim a equipe econômica já perdeu um naco de sua credibilidade quando anunciou um superávit elevado para esse ano e em 2016 e o fator credibilidade é importante.

  6. É mais importante anunciar logo a realidade metas do primário, mais importante é criar uma agenda “real” de reformas e responsabilizar os mandantes que levaram o país a esse estado de coisa, por isso da atual equipe atual, ao meu ver o Tomboni nunca deveria ter continuado.

  7. Ainda podem buscar algum alívio nas tarifas públicas (a gasolina, por exemplo, já está com defasagem em relação ao preço internacional). É melhor alinhar logo todos os preços e evitar que contaminem a taxa de inflação de 2016. Além da necessidade de uma política de preços públicos coerente e com total transparência para os pagantes, até para reconquistar a credibilidade perdida.

    E o BC também precisa atuar com maior equilíbrio. Não pode querer compensar os erros do passado com essa elevação exagerada da Selic. Aí, não tem primário que dê conta de estabilizar a dívida pública.

  8. Não tem como cumprir mais. A arrecadação já está vindo e vai continuar vindo abaixo das previsões. Como mostrado nesse site, o corte está vindo do investimento público. É melhor admitir agora do que em dezembro.

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