Investimento público janeiro a maio de 2015

De janeiro a maio de 2015, o investimento púbico do governo central (exclui estatais) apresentou queda real de 35,9%, equivalente a R$ 13,7 bilhões. A média mensal de corte do investimento público do governo central foi de R$ 2,75 bilhões. Se essa média se mantiver até agosto, em oito meses deste ano o governo conseguirá cortar toda a expansão real do investimento público do primeiro governo Dilma.

Se continuar com essa média de corte até o final do ano, em 12 meses o corte do investimento será um pouco acima de R$ 30 bilhões, corte de 0,6% do PIB, o que levará o investimento para 0,8% do PIB; valor do investimento público do governo central de 2008. Mas não me surpreenderia com um corte ainda maior. Assim, o maior esforço de ajuste fiscal este ano é corte do investimento púbico.

Mesmo com um corte dessa magnitude do investimento ainda será difícil, ou melhor, impossível, o governo cumprir com a meta programada de superávit primário de 1,2% (setor público consolidado) e de 1% do PIB para o governo central. O problema este ano tem sido a grande frustração de receita, que já foi abordada em newsletter enviada no ultimo domingo para clientes.

Investimento Público por Órgão Superior – JAN-MAIO – 2014 e 2015 – R$ milhões de maio de 2015

INV JAN a MAIO

Fonte: Tesouro Nacional e SIAFI para maio de 2015.

Elaboração: Mansueto Almeida

3 pensamentos sobre “Investimento público janeiro a maio de 2015

  1. Pingback: Narrativas do Ajuste Fiscal (3): o argumento da contração expansionista | O Barômetro - A Economia sob Pressão

  2. Três pontos:
    1) analisando a tabela, é paradoxal constatar o crescimento de investimento de órgãos como a Câmara dos Deputados, Senado Federal, Tribunal de Contas, Presidência da República e Ministério da Fazenda, em detrimento da queda de investimentos de ministérios muito importantes do ponto de vista econômico e social:
    2) o governo deveria promover um enxugamento da máquina pública, fechando órgãos, ministérios e secretarias pouco expressivas, o que inegavelmente muito contribuiria para a redução do gasto público; e
    3) com toda certeza, com o país enfrentando recessão econômica a arrecadação do governo vai sofrer uma redução significativa.
    Vai ser difícil o governo atingir o superávit proposto.

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