Aumento de impostos: o presidente do PT quer

A unica forma de o PT fazer as pazes com o Ministro da Fazenda e com o governo Dilma é se o governo amenizar o corte de gastos e fizer o ajuste fiscal via aumento de carga tributária. O presidente do PT declarou em visita a Fortaleza-CE que:

“Não basta cortar despesas, é preciso arrumar a receita. E a receita tem que ser buscada como? Através do imposto de grandes fortunas, sobre grandes heranças e a (volta da) CPMF”. (clique aqui).

É claro que aumentar impostos não será fácil porque todos os partidos de oposição e muitos da base do governo serão contra. Mas esse agenda impopular pode ser aprovada se governadores e prefeitos – que estão tão ou mais desesperados que o governo central- entrarem no barco.

Já falei centenas de vezes e volto a falar. O grande risco hoje é fazermos um ajuste fiscal que, no final, a manutenção do grau de investimento se dá graças ao corte do investimento público e aumento dos im;postos. O Brasil mantém o grau de investimento mas continua com crescimento mediocre.

Por outro lado, defender aumento de carga tributária é coerente como o modelo de economia do PT, que tem uma imensa dificuldade de aceitar cortes permanentes da despesa e mudanças de regras do crescimento do gasto chamado social.

13 pensamentos sobre “Aumento de impostos: o presidente do PT quer

  1. Você nåo acha que a maior prioridade nesse momento teria que ser controle da inflação e o governo economizar mais pra investir só futuramente visto que a inflação perdeu o controle e o setor elétrico e a Petrobras está sufocado nas dividas e no sucateamento e pela alta demanda por causa dos preços controlados do governo anterior tendo assim uma recuperação demorada? A prioridade do governo não teria que ser a inflação, ainda mais aproveitando esse momento de recessão e diminuição do consumo?

  2. Mansueto,
    conforme já comentou, o PT está há mais de uma década no poder e não tem um economista para chamar de seu e explicar-lhes a curva de Laffer.

    Está difícil acreditar que o Brasil é o país do futuro !

  3. O que é interessante observar em todas as discussões sobre o ajuste fiscal, é que nenhum petista – ou por desconhecimento ou por má fé, ou os dois – tem a humildade em reconhecer que se hoje a sua implementação se faz, é porque no primeiro mandato da atual presidente, adotou-se uma política econômica suicida, irresponsável e com resultados danosos para a economia do país. A conta está ai, e a sociedade já pagando pelo fracasso do modelo econômico adotado inspirado na corrente desenvolvimentista. Nada mais desatualizado e arcaico em termos de fundamentação teórica econômica.
    O único partido político responsável pela atual situação econômica do país, é o Partido dos Trabalhadores, cujo viés político/econômico é de um Estado provedor.
    O PT e sua base aliada estão desconstruindo o Brasil. O país está a um passo de perder o seu “investment grade”, com a inflação em movimento ascendente, recessão principalmente nos setores secundário e terciário, queda na arrecadação tributária, alto endividamento interno e externo, contas externas deficitárias, e por vai……….
    O ex-Presidente Lula é um político irresponsável e que nunca pensou no país como um todo. Este Senhor tem o projeto de poder próprio, do tipo “vou conseguir custe o que custar”.
    Efetivamente, se faz necessário uma reforma tributária, Mas antes aumentar impostos, o mais importante é promover uma profunda reforma na estrutura do Estado; definição de políticas públicas aderentes à realidade brasileira, e não uma esquizofrenia de modelo de planejamento concebido como o PPA; racionalização e efetividade do gasto público; redução do número de cargos comissionados distribuídos junto a “companheirada”; e etc. etc………………
    Conclusão: O PT está destruindo o país.

  4. Novamente a desgastada saída de aumentar impostos para sair do buraco? E as consequências disso? Inflação, crise cambial, estagnação da economia…e quem disse isso foi o presidente do partido! É incrível como esse pessoal do PT é retardado em questões econômicas…

  5. O Brasil mantém o grau de investimento mas continua com crescimento medíocre.

    Estamos entrando em recessão, mais precisamente estagflação.

  6. O ideal seria não aumentar impostos, nem a carga tributária. Seria fazer uma reforma para tentar simplificar os tributos e melhorar o ambiente de negócios.
    Mas com a dificuldade em cortar gastos correntes e a sanha de diversas categorias em obter aumentos – vide por ex o judiciário – fica ainda mais complicado para o Governo e provavelmente irão mesmo aumentar mais algum imposto.

    Mas falando especificamente sobre alguns impostos citados: o imposto sobre grandes fortunas a princípio parece ser moralmente justo mas na prática faria uma maior informalização na economia por parte dos “menos ricos” digamos assim e provocaria uma possível fuga ou ocultação de capitais por parte dos mais ricos. Sem contar que a tabela do IR que presumivelmente seria utilizada como base para a cobrança do imposto está sempre muito defesada, tanto em relação a imóveis quanto em relação a capital social de empresas ou ações. Ou alguem acha que os bilionários brasileiros iriam pagar Imposto todo ano sobre as suas fortunas presumidas ? Não iriam.

    Com relação ao imposto tipo CPMF, sobre movimentação financeiro eu sou a favor. Considero que é dos melhores tipos de impostos que existem. Fácil e barata arrecadação, praticamente insonegável, com baixas aliquotas se consegue arrecadar muito e ainda tem o carater fiscalizatório. Tem o problema que dizem ser muito regressivo mas creio que a baixa aliquota e a alta capacidade de arrecadação compense isso. A meu ver o País andou para trás ao tirar esse imposto em 2007.

    O imposto sobre herança também é atualmente muito baixo, poderia sim haver uma projeto para aumentar sua aliquota.

    Outro dia vi uma reportagem que citava voce, Mansueto, como defensor do aumento do imposto sobre herança ao inves do IGF. Procede ? Se puder ainda falar um pouco sobre o que pensa do imposto tipo cpmf.

    E ainda, todos sabemos que o ideal é cortar gastos correntes, mas como se fazer isso ? Qiuais gastos seriam factíveis de ser cortar, para não cairmos nessa armadilha de simplismente cortar investimentos e aumentar impostos ?

    Um abraço.

    • Sim procede. Acho que deveríamos discutir imposto sobre herança e outro imposto que depois explico : rendimento financeiro de PJs em paraísos fiscais. Um ex- presidente de um grande banco me explicou porque.

      • Obrigado mais uma vez pela resposta Mansueto. Eu imagino que um imposto sobre mov. financ. deveria entrar no escopo de uma discussão mais ampla sobre reforma tributária. Por ex, prefito uma cpmf que um pis/cofins, mas essa é outra discussão. Aguardarei o debate sobre este imposto sobre rendimento financeiro de PJ em paraiso fiscal.

    • Nao gosto da CPMF. É melhor que inflação, mas se formos recriar CPMF seria melhor antes debater pelo menos o crescimento do gasto e ai será preciso debater previdência .

  7. O estado é um destruidor de riqueza. Quando você retira recursos do setor produtivo você está destruindo riqueza, não criando.

    Qualquer aumento de imposto num país com carga tributária de 40% do PIB deve ser rechaçado. Para se criar novos impostos, primeiro o governo tem que abrir mão de outros na mesma proporção (ou maior).

    Este IGF então é ridículo. As esquerdas tratam como panaceia, dizem que pode-se arrecadar 100 bilhões anuais. Mentira deslavada e eu demonstro numericamente.

    Não sei qual estudo utilizaram para isso, mas é completamente inconsistente.

    Imaginando que a alíquota deste impostos seja única e de 3%, para arrecadar 100 bilhões a base de cálculo deveria ser de 3,333 trilhões de Reais, ou mais de 60% do PIB brasileiro.

    Se a alíquota for de 1%, a base de calculo corresponderia a 10 trilhões. Cerca de 180% do PIB nacional ou incríveis 200% do M4, ou seja, todo o meio circulante do país.

    Fiquem felizes se este IGF conseguir arrecadar 10 bilhões. E esperem forte queda de arrecadação do segundo ano pra frente. Vamos provocar é fuga de capitais.

    Sobre o “caráter fiscalizatório” da CPMF, outro argumento bisonho. Se a intenção é fiscalizar, que se debata no congresso uma legislação para adentrar na seara do sigilo bancário. Que se crie um relatório mensal a ser enviado pelo bancos informando o montante de dinheiro movimentado nas contas correntes, não mais um imposto.

    O brasileiro não precisa e não quer pagar mais impostos.

    • Também sou contra o IGF.

      Quanto à CPMF, o caráter fiscalizatório do imposto é apenas um ponto adicional o principal é a facilidade e baixo custo de cobrança e ao fato de ser praticamente insonegável. Se tem quem prefira manter a grande e custosa estrutura arrecadatória da receita tudo bem, fazer o que né.

      Também sou contra aumento de impostos, mas se tiver que aumentar é melhor que seja com um imposto desse tipo, a meu ver. Também com o de herança coom pensa o Mansueto.

      A turma vive falando que é para cortar, mas tem que cortar onde e como ? Ai ninguem diz. A nova lei da magistratura com salários absurdos ninguem critica.

      • Vamos implantar a CMF e reduzir algum tributo, então? É disso que falo. Nem um pingo a mais de carga tributária deve ser adicionado ao país.

        Lei de magistratura é outro assunto, Daniel. Uma coisa não exclui a outra. Por mim justiça pública seria a mínima possível e o país funcionaria com arbitragem e conciliação, não com um judiciario caro, lento e ineficiente.

      • Concordo plenamente só que o Governo não tem força para fazer isso com o judiciário se ninguem cobrar.

        O que não adianta é ficarmos repetindo que o Governo tem que cortar gastos e tal. Todos tem que cortar, Governo, Congresso, Judiciário, MP, etc, etc, etc,..

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