Confiança da indústria ainda em queda livre

Em 2009, depois de atingir um vale em janeiro de 2009, quando foi de 74,1 pontos, o índice de confiança da indústria em maio (86,4) já estava em franca recuperação com alta consecutiva em quatro meses. Mas este ano o índice de confiança da industria da FGV continua em queda livre e atingiu 71,6 pontos em maio.

Por enquanto, não há nada que nos deixe mais otimistas e as projeções de crescimento do PIB, para 2015, estão indo para a faixa de -1,5% a -2%. Itau e IBRE-FGV trabalham com queda do PIB de 1,5% este ano e Bradesco já aposta em queda de 2% este ano. E 2016? pelas projeções de mercado, crescimento não será suficiente para recuperar a queda de 2015.

Índice de Confiança da Indústria (FGV-IBRE) – janeiro de 2005 a maio de 2015

ICI maio de 2015

FONTE: IBRE-FGV

6 pensamentos sobre “Confiança da indústria ainda em queda livre

  1. A diferença é que no mergulho de 2009, tínhamos por trás uma crise internacional disparada apenas 4 meses antes, nos EUA. As medidas anticíclicas adotadas naquela época nos permitiram uma rápida recuperação, tanto nas exportações (198 BiU$ em 2008, caiu para 153 BiU$ em 2009, e subiu para 202 BiU$ em 2010) enquanto no PIB saímos de -0,3% em 2009 para 7,5% em 2010. Agora, o cenário é bem diferente: ajuste fiscal, cortes e mais cortes nos investimentos. Não tem margem para política anticíclica!

    • Pegando carona no comment do Profº William teve um professor da Unicamp, em um determinado debate da TV Câmara,que afirmou que a missão do governo – nesse momento – é fazer uma política anticíclica.
      Se essa corrente de pensamento estiver forte ainda em Brasília passaremos por poucas e boas até 2018.
      Bendine já disse que não reajustará os combustíveis e Dilma já disse que continuará com a política de conteúdo nacional…….
      Sinto que estamos justamente naquela situação em que entramos num carro e colocamos o pé no frio e outro no acelerador. O carro roncará um monte, chegará a 100 km/h, mas não sairá do lugar.
      Fortes emoções nos aguardam!

  2. Parabéns pelo blog,bastante elucidativo,principalmente para leigos como eu.Mas o que poderia ser feito para recuperar a atividade industrial?.

  3. Com toda certeza isto é consequência da política econômica desenvolvimentista adotada pelo ex-Ministro da Fazenda Sr. Guido Mantega com o aval da atual presidente, cujos resultados foram perniciosos para o funcionamento do sistema econômico brasileiro e para as expectativas do empresariado nacional.
    A situação econômica do país é extremamente delicada e preocupante. Na minha opinião, os atores dos Poderes Executivo e Legislativo deveriam estabelecer um “pacto” de reconstrução da economia brasileira, e não ficar como hoje assistimos, uma disputa de poder para ver quem manda no país.
    O custo desta disputa insensata patrocinada pelos Presidentes do Senado e da Câmara Federal, Senhores Renan Calheiros e Eduardo Cunha, respectivamente, pode acarretar consequências desastrosas para o país, nos aspectos econômico e político.

  4. Como pequeno industrial tenho uma visão muito pessimista da situação e vou lhe fazer algumas perguntas de resposta fácil, mas de difícil resolução.

    Por que produzir no Brasil?

    Temos uma legislação trabalhista que valorize o trabalho e o emprego?

    A justiçá trabalhista no Brasil é justa para ambos os lados?

    Temos sindicatos modernos comprometidos com o emprego?

    Nosso sistema de transporte é eficiente e barato?

    Sistema elétrico e confiável e barato?

    Nosso legislação ambiental é clara, de fácil entendimento e transparente?

    O relacionamento da empresa com os diversos governos é fácil, transparente e objetiva?

    Os diversos órgãos de fiscalização tem um carácter educacional?

    Nosso judiciário é ágil e nos dá segurança jurídica?

    É fácil cobrar um divida no Brasil ?

    Não vou entrar nem no tema da qualidade da mão de obra, hoje é muito melhor produzir no Paraguai, China, Índia que em nosso pais. Simplesmente por que é muito caro e difícil se produzir no Brasil.

    O simples ato de trocar uma lampada em uma empresa no Brasil, um ato simples que era feito com um escada e pronto, se tornou um operação de alto risco e complexa e por tanto com alto custo.

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