Sobre os jornalistas e a imprensa

Recentemente, em um almoço com um colega, conversamos sobre jornalismo e blogs. Ele faz parte de um novo sitio na internet que faz boas coberturas de temas econômicos e políticos – fato online – que reúne um bom time de jornalistas com bastante experiência.

Em um ponto da conversa ele me perguntou o que eu achava das redes sociais e da competição com o jornalismo tradicional? A minha resposta foi que eu adoro o jornalismo tradicional, além de gostar e respeitar muito o trabalho dos repórteres.

É claro que jornais e jornalistas cometem vários erros. Da mesma forma que economistas, advogados, etc. Uma matéria assinada por um jornalista experiente com anos de profissão e especialista em um tema é diferente de outra matéria assinada por um jornalista novato que passou a cobrir economia, mas que há pouco tempo cobria moda.

Mas, em geral, apesar da diferença de qualidade e do viés ideológico que todos nós estamos sujeitos, os jornais e artigos de jornalistas são muito esclarecedores e importantes para o debate. Muitas vezes as redes sociais colocam tudo muito no preto e branco, entre o que é certo e errado, sem mostrar as nuances de cada assunto.

Muitos dos que fazem fama na rede social o fazem por defenderem de forma clara o que pensam, o que é algo positivo. Mas muito vezes não respeitam o contraditório e pulam direto para conclusões de quem é o ou não ladrão, de quem merece ou não um mandato, e o que é certo ou errado. As coisas não são tão simples assim.

Apesar de termos muitas vezes de ler colunas de jornais com todo o tipo de estupidez, preconceito e raiva que se encontra nas redes sociais, ainda acho que os jornais e muitos repórteres sérios conseguem fazer um filtro cuidadoso nas suas matérias que nos informam e ajudam o debate.

Assim, acho que precisamos sim ler jornais e ler a opinião de jornalistas diferentes para nos informar. Os meios de comunicação e jornalistas sérios têm um cuidado grande com as suas matérias e sempre buscam ouvir o contraditório, Isso nem sempre existe nas redes sociais.

É muito fácil escrever qualquer coisa em um blog. É muito mais difícil fazer uma reportagem, checar fontes, conversar com editores e, no final, publicar uma matéria com toda a sua reputação em jogo e depois de uma conversa muito dura com o editor que questiona as fontes e as conclusões do repórter. Em resumo, parabéns aos jornalistas que com o seu esforço diário tentam o melhor para nos informar.

9 pensamentos sobre “Sobre os jornalistas e a imprensa

  1. Não é pecado ler jornais,,,,o pecado é querer ir para um debate munido só de informações e analises jornalísticas …..

  2. Depende dos jornais. Alguns são verdadeiros chapa-branca, nem vale a leitura. Prefiro ler os blogueiros de Veja, e alguns outros, isentos.

  3. Gosto dos jornais e procuro ler sempre diversas opiniões para então tira minha opinião sobre o assunto. Gosto também dos blogs pois o blogueiro tem liberdade de expressar sua opinião desde que não seja contratado pelos políticos para atacar adversários e confundir a opinião do leitor.

  4. Mas não é o que acontece de maneira geral no Brasil, onde com medo de desagradar os donos do dinheiro, os jornais fazem a pior censura, a censura prévia. É agindo assim que a maioria da população não faz a mínima ideia do que seja o Foro de São Paulo e seu objetivo, da situação da Venezuela e demais países que vão para o mesmo caminho e que não saibam do aparelhamento na Igreja católica que nessa semana, no Rio Grande do Sul, convocando os fiéis na hora da missa para assinar e pior, em branco, proposta de reforma política apresentada pela “Coalizão pela Reforma Política Democrática” na forma de um projeto de lei do PT. A ordem foi dada pela Arquidiocese e vale para todas as igrejas católicas do RS. Tal informação só foi possível obter através de um blog:
    http://polibiobraga.blogspot.com.br/2015/04/igrejas-catolicas-de-porto-alegre.html
    Talvez você esteja se referindo de um lado negativo aos blogs sustentados pela publicidade estatal, que só aparece neles e de outro a Revista Veja.

  5. Obrigado pela sua lucidez, Mansueto. Tenho certeza que muitos jornalistas, mesmo os que não trabalham na editoria de Economia, apreciam o seu trabalho.

  6. Este é um assunto complexo, e que merece algumas reflexões. Sempre se fala em liberdade de expressão, fim da censura, liberdade de comunicação, e por ai vai. O que é efetivamente liberdade de expressão e comunicação? O que é realmente o fim da censura? Será que hoje no Brasil, os profissionais dos diferentes meios de comunicação, realmente tem liberdade de expor para a sociedade o seu pensamento, a sua visão dos fatos, e a narrativa dos acontecimentos qualquer que seja a sua natureza, da forma que se apresentam? Qual a relação dos empresários dos meios de comunicação com os Poderes Públicos: Executivo, Legislativo e Judiciário? Será que os gastos em publicidade dos Governos nas suas três esferas (Federal, Estadual e Municipal), que a propósito são significativos, não é uma maneira de inferir na qualidade e veracidade das informações prestadas a sociedade? E o que dizer da pressão dos diferentes segmentos organizados da sociedade organizada fazem na mídia como todo? Quantas notícias sobre o nosso país, ficamos sabendo por por parte da imprensa internacional?
    Tenho sérias dúvidas se no Brasil pratica-se “a liberdade de expressão e comunicação”.

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