Que papo é esse?

O procurador-geral do Banco Central, Isaac Ferreira afirmou que a instituição tem “convicção jurídica” de que as operações entre os bancos e o Tesouro não configuraram operações de crédito.”

Essa é uma briga que o Banco Central deveria ficar de fora e bem longe. Vários técnicos do Banco Central não concordariam com a tese que  essas operações não configuram operações de crédito. 

Sinceramente fiquei surpreso ao ver o procurador geral do BACEN, meu conterrâneo, afirmar que as operações entre os bancos e o Tesouro não configuraram operações de crédito. Será? Tem procurador que pensa com convicção  o contrário.

Assim, todas as vezes que houver problemas de caixa, basta o governo usar o caixa dos bancos públicos para pagar as contas já que não é empréstimo. 

Se o Banco Central entrar nesta briga vai se queimar sem necessidade. O BACEN não tem nada a ver com isso, mas se entrar na briga poderá ser visto como conivente com essas operações que vários economistas do próprio BACEN condenam. 

Se preparem que esse assunto das pedaladas se tornará ainda mais sério porque os políticos agora querem entender esse assunto com detalhes.

E quem acha que o que governo fez foi algo normal deveria conversar em off com alguns ministros e técnicos do governo que não economizam adjetivos quando se referem ao ex- secretario do Tesouro Nacional, Arno Augustin e as praticas das pedaladas.

É triste o governo ter que gastar tanto tempo com o passado – herança maldita que ele próprio criou- quando precisaria estar pensando no futuro. 


4 pensamentos sobre “Que papo é esse?

    • Que eu saiba não. Estão confundido atraso de pagamento com fornecedores – restos a pagar – com atraso de pagamentos a bancos públicos com saldo corrigido com juros que é ilegal pelo Art. 36 da LRF porque isso significa que bancos públicos financiaram o seu controlador. o Tesouro. O ilegal agora foram atrasos da pagamentos devidos do Tesouro para bancos públicos – CEF e BNDES – o que na pratica significa que bancos públicos financiaram o Tesouro.

  1. Caro Mansueto, seu conterrâneo, como dizia Jô Soares, se amancebou. Alias, tenho certeza de que no fundo, no fundo ele não queria dizer o que disse. Eu vi a coletiva. Isaac Ferreira falou sem muita convicção. Dá para perceber que o Senhor Isaac estava constrangido e sem convicção do que estava dizendo. Mansueto, dê um voto de crédito para seu conterrâneo, pois em si tratando de um Procurador do Bacen, tenho certeza de que ele foi obrigado pela máquina petista dizer todas aquelas idiotices fiscais. Caro Mansueto, a máquina petista é de fazer inveja a máquina nazista, montada por Hitler.

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