Finalmente algum bom senso

Matéria do portal UOL  (clique aqui) mostra que:

“….O grupo de Lula também está preocupado com as primeiras sinalizações do governo sobre medidas na área econômica. Lulistas disseram à Folha que os comentários do ministro Aloizio Mercadante sobre futuras medidas de ajuste fiscal não estão sendo bem recebidas pelo mercado.

A avaliação é que Mercadante estaria falando demais sobre economia antes da nomeação do futuro ministro da Fazenda, a quem deveria caber o papel de definir a estratégia da nova política econômica da presidente Dilma. Para lulistas, Mercadante passa a ideia de que o ajuste fiscal não será prioridade do segundo mandato.

Todas as vezes que o ministro Mercadante fala algum coisa ou vai à TV para dar alguma entrevista, isso aumenta as dúvidas do mercado da real disposição do governo fazer algum tipo de ajuste, em uma conjuntura que já está muito ruim e com muita gente do mercado apostando em crescimento negativo ou de “zero” para o próximo ano.

A presidente Dilma e seus auxiliares direto parecem que não perceberam ainda o tamanho do encrenca que terão que resolver. Muita gente de mercado acha que crescimento médio do PIB de 1,5% ao longo dos próximos quatro anos será um sonho.

Se essas projeções estiverem corretas, o governo deverá aumentar a carga tributária pois será difícil controlar o crescimento da despesa com a economia crescendo em media 1,5% ao ano. Para aumentar o primário, governo terá que decepcionar os colunistas da Folha André Singer e Ricardo Melo, além de outros eleitores do PT. Nada que Lula não consiga acalmar.

3 pensamentos sobre “Finalmente algum bom senso

  1. Sei não, Mansueto

    Apuração de notícia junto a interlocutores de Lula? Esses interlocutores são fontes bastante interessadas em passar uma versão.

    O ESP ontem informou que a reunião de 10 horas foi com Mercadante. Hoje corrigiu a notícia dizendo que a longa reunião foi com Lula.

    A FSP diz que nessa reunião também estavam Mercadante e Rui Falcão

    Fazer uma reunião exaustiva para rediscutir os mesmos nomes dos candidatos a ministro da fazenda? Desde a eleição, quantas reuniões de Lula com Dilma para discutir esses nomes já foram ventiladas na imprensa? Um monte!

    Quanto ao ministro palpiteiro, eu me surpreenderia se Dilma tivesse dito que Mercadante fala demais. Eu acho que ele fala o que Dilma gosta de ouvir. Não é novidade que a ala lulista do PT acha o Mercadante um falastrão.

    Mas e Dilma? Se achasse o mesmo que os lulistas, por que raios teria alçado o doutor em economia pela Unicamp ao cargo de Ministro da Casa Civil e seu porta-voz privilegiado para assuntos da economia? Por que prestigiá-lo?

    Veja esta notícia. Mercadante está com tudo e muito prosa:

    Qua, 19/11/2014 às 11:10. Ag Estadão

    Mercadante e ministros discutem estímulo à indústria
    Nivaldo Souza e Laís Alegretti

    Tags: Mercadante força-tarefa propostas indústria

    O governo preparou para a manhã desta quarta-feira, 19, a primeira ação desenhada na estratégia do Palácio do Planalto ontem, após reunião de cerca de dez horas, para diminuir o impacto da Operação Lava Jato. Foi o início das atividades dos grupos de trabalho criados para elaborar propostas de estímulo à indústria. A reunião foi presidida pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que se esforçou em passar a mensagem de que o segundo governo Dilma Rousseff será melhor para a economia. “Governo que continua e pode mudar é muito melhor do que o que simplesmente pode mudar”, disse.

    Mercadante liderou outros ministros no encontro e foi o último a falar, adotando uma prerrogativa das reuniões ministeriais com a presidente Dilma, que dá a última palavra. Ele avaliou o mercado interno como “fundamental” para superar a crise de 2008, mas apontou a melhora na competitividade das empresas brasileiras e a busca pelo mercado internacional como passos vitais para a retomada econômica. “Se quisermos liderar qualquer setor da indústria mundial ou estamos à frente em inovação ou não teremos chance”, afirmou.
    O chefe da Casa Civil disse, em tom de titular da Fazenda, sem citar o atual ministro Guido Mantega, que propostas a reforma tributárias deve ser perseguida pelo governo. Ele citou como tributos que deve ter sua forma de arrecadação e estrutura reformuladas o PIS/Cofins. “Podemos racionalizar a estrutura tributária e vamos encarar essa agenda”, sugeriu.

    Ele também apresentou as Parcerias Público Privado (PPPs) como medida que devem ser intensificadas para avançar em obras de infraestrutura de portos, rodovias e ferrovias. “Nós precisamos avançar as PPPs para que agente possa atrair investimentos privados”, considerou. “O governo tem que governar, tem que entregar, tem que resolver (gargalos)”, disse.

    O ministro também afirmou que o governo precisa agilizar o marco regulatório do setor portuário, que ainda depende de aval do Tribunal de Contas da União (TCU), e cobrou a aceleração das obras de energia. “É indispensável que o Brasil possa crescer com oferta de energia”, disse. “Precisamos acelerar investimentos também na cadeia de biomassa”, considerou.

  2. Mansueto, nessa frase “o governo deverá aumentar a carga tributária pois será difícil controlar o crescimento da despesa com a economia crescendo em media 1,5% ao ano” acho que vc quis dizer: o crescimento da despesa será superior ao da receita. Ou você quis dizer que por conta do crescimento menor, a pressão para gastar mais será também maior? Sabemos que não importa o quê, despesas cresce sempre em termos reais uns 2 a 4% ao ano… Abraço Hugo

    • Exato. Mesmo que cortem algo será muito difícil uma grande economia e, assim, terão que recorrer a aumentos de carga tributária.

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