Sobre concursos públicos – 2

Escrevo mais um post para rebater uma das mentiras usadas pela campanha do PT de que com Aécio teremos menos concursos públicos. Explico por que isso não é verdade.

O pano de fundo é o seguinte: o Estado brasileiro vem crescendo de tamanho e se profissionalizando – ultimamente menos – por causa da legítima escolha da sociedade feita na ‘Constituição Cidadã’, de ter um estado de bem estar social. Entretanto, reelegendo a Dilma é que estamos correndo o risco de reduzir os concursos, por três motivos: (1) economia fraca, (2) indicações políticas e (3) crise nas estatais.

Os três motivos são bem simples! O primeiro mecanismo é: com a reeleição da Dilma e de sua política econômica de 7 a 1 (7% de inflação, 1% de crescimento), a economia crescendo menos deixa a arrecadação fraca, e isso diminui a margem para contratação de pessoal. Qualquer pessoa que estuda para concurso sabe que o ritmo de abertura de novas vagas de concursos caiu nos últimos 2-3 anos e, ao mesmo tempo, o déficit fiscal do governo se ampliou. Tudo isso tem a mesma origem: o baixo crescimento econômico e baixo crescimento de arrecadação, atualmente crescendo 0.6% ao ano em termos reais. Não sobra nem para os aumentos do funcionalismo, quanto mais para contratar mais pessoas.

O segundo fenômeno também é claro: os cargos de confiança das mais variadas entidades governamentais estão sendo ocupados pelos amigos do PT, em indicações políticas. Evidentemente, sobra menos espaço para membros das próprias casas subirem a esses cargos e menos espaço para concursos públicos. A proposta de Aécio de reduzir cargos de confiança tem como objetivo reduzir o aparelhamento do Estado.  A melhor forma de alcançar este objetivo e periodizando o recrutamento de funcionários partidários por meio de concursos públicos.

O terceiro é que, com o aumento do aparelhamento das estatais, as denuncias de corrupção e controle de preços administrados, as empresas públicas estão com dívidas enormes A Petrobrás é a empresa não-financeira com a maior dívida do mundo inteiro de mais de US$ 100 bilhões. Com isso, é claro que há menos espaço para novos concursos!

Ou seja, o medo de reduzirem-se os concursos encontra fundamento na continuação da atual estrutura político-econômica, e não na mudança. Mais do que isso, Aécio defende a profissionalização e a valorização das carreiras técnicas. Acreditamos que as pessoas fazem concursos não porque querem estabilidade apenas, mas porque se encontram na carreira de servidor público, e querem ter a capacidade de trabalhar para a sociedade, e não para o partido de ocasião. E, certamente, não querem ter que aceitar ‘entrar no esquema’ para ascender na carreira.

Vamos nos unir, está na hora de mudar!