Debate macro na FGV

Estou aqui na FGV São Paulo para um debate que promete ser bem interessante. Meu painel será este das 10:30.

1º Painel – Qual a variável macroeconômica prioritária no processo de ajuste?
O déficit em conta-corrente? O déficit público? A taxa de salários e o consumo? A taxa de câmbio? Ou a taxa de juros? Em que sequência?

Presidente da Mesa: Benjamin Steinbruch
Expositores: Antonio Delfim Netto, Nelson Barbosa, André Nassif, Mansueto de Almeida
Debatedores: Yoshiaki Nakano e Fernando Ferrari.

Será interessante ver nesta mesa o que é consensual. Acredito que os desafios na área fiscal serão quase consensuais. Mas não como resolver o problema fiscal.

7 pensamentos sobre “Debate macro na FGV

  1. Obrigado , professor Mansueto . Estou satisfeito por ter acesso ao seu BLOG. Uma página sobre os principais tópicos da Economia Brasileira e do Mundo feita com COMPETÊNCIA, IMPARCIALIDADE e RESPONSABILIDADE TÉCNICA. Sinceros agradecimentos !

  2. Caro Mansueto, no outro post, como foram desativados os comentários, não tinha como eu lhe responder. Tentarei sintetizar aqui.

    Nâo conheço esse economista, Alexandre Rands, mas pelo que li o problema foi a forma como ele se expôs, de maneira inclusive ofensiva. Ele pode ser bom tecnicamente, mas com esse tipo de linguagem que ele usou não vai conseguir entrar nos debates sérios e não vai conseguir influenciar.

    Eu não considero as ações do Arno boas, mas comentei especificamente a respeito dos economistas da Marina. Aqui todos são contra o Governo, simplesmente eu gosto de diversidade e não teria graça também apenas atacar o Governo. O que não quer dizer que eu concorde com tudo. Nâo concordo. Acho que a Dilma deu uma boa bagunçada na economia, na área fiscal, em relação a Petrobras e ao setor sucro alcooleiro e também em relação ao setor de energia. A redução de tarifas, apesar de tecnicamente justificáveis acabou sendo um desastre na prática. Dito isso, considero as propostas do Gianetti piores ainda para a economia brasileira.

    Eu realmente não tenho esse tipo de informações de bastidores que ministro ligou para revista para barrar matérias. Mas não concordo com esse tipo de expediente. Agora, convenhamos que praticamente todos as revistas semanais são totalmente contra o Governo ( fora a Carta que é quase irrelevante do ponto de vista de abrangência). Mas mesmo assim não justifica pressões para não publicações, considero esse tipo de coisa sempre um tiro no pé.

    Eu sei que o Governo elevou outros impostos no lugar da CPMF. Apenas continuo acreditando que era dos melhores impostos que tinhamos. Custo de arrecadação baixíssimo, sonegação praticamente zero e pegava todo mundo, apenas com o inconveniente de ser regressivo. Nem a proposta de última hora do Governo de botar toda a CPMF na saúde a oposição aceitou.

    A carga atual não está em torno de uns 35% ? Será que chega a 40% ? Até onde eu sei, não chega.

    Só se os economista da Marina forem mágicos para conseguirem fazer tudo que ela propõe sem aumentar a carga tributária. Mesmo cortando todos os subsídios – e alguns não podem ser cortados – não daria para fazer.

    Enfim, o seu blog está totalmente voltado para a defesa das oposições, o que é legítimo. Eu tento fazer o contraponto mesmo não tendo, nem de perto, conhecimentos de economia como você e alguns outros que aqui comentam.

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