Os pingos nos i’s

O economista Arminio Fraga é ultra discreto e preza um bom debate econômico. Dada essas caraterísticas, Arminio detesta “chute na canela”. Há alguns meses, quando falou que nos últimos quinze anos ocorreu um forte aumento real do salário mínimo, alguns “terroristas eleitorais” nas redes sociais passaram a divulgar que o ex-presidente do Banco Central acreditava que o salário mínimo no Brasil já era muito alto.

Uma grande mentira porque Arminio não falou isso e todos nós sabemos que não apenas o salário mínimo no Brasil é baixo como também a renda mediana dos trabalhadores. No entanto, isso não contradiz o forte aumento real do salário mínimo pós-Plano Real, intensificado no governo Lula e com correções menores no governo Dilma devido ao baixo, ou melhor, raquítico crescimento do PIB.

Dito isso, recomendo a todos que leiam o excelente artigo do economista Arminio Fraga hoje na Folha de São Paulo no qual ele refuta uma série de mitos (ou mentiras) que aparecem neste período pré-eleição (clique aqui para ler o artigo). O artigo está muito bom, mas gosto em especial desta parte:

….o governo diz que “quebraram o país e nós pagamos o FMI”. Em 2002, o Brasil quase quebrou, sim, em função do medo do que faria o PT no poder (e que Lula resolveu, para seu eterno mérito). No segundo semestre de 2002 o governo FHC (com anuência da oposição) tomou um empréstimo com o FMI de US$ 30 bilhões. Cerca de 80% do empréstimo foram reservados para o próximo governo, sendo 20% desembolsados (e não gastos) em dezembro de 2002 e o restante já durante o governo Lula. Portanto os recursos ficaram, na prática, à disposição do governo Lula.

4 pensamentos sobre “Os pingos nos i’s

  1. O que mais me choca é ver pessoas afirmarem que NÃO votarão no Aécio por conta do Armínio.
    Aécio ganhou meu voto quando anunciou a presença dele (e a sua, Mansueto) na sua equipe…

  2. Muitos dos comentários ao artigo do Armínio são tristes. Dá para ver que o povo brasileiro precisa de uma melhor educação econômica. Que dera tivéssemos um ministro de fazenda tão bom e conceituado nos países da periferia européia.

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