Esclarecimento

Algumas pessoas têm me perguntado se estou participando das discussões com a equipe do candidato Aécio Neves. A resposta é sim e, logo, se converso com o candidato e com seus assessores, significa que vou votar no senador Aécio Neves.

Então o senador Aécio Neves concorda 100% com tudo aquilo que você escreve e fala? Claro que não. O senador Aécio Neves, como os demais candidatos, tem vários assessores e é o candidato que sabe pesar o custo e benefício das propostas, o custo político e viabilidade de cada uma. Se não fosse assim, os assessores economistas é que seriam os candidatos.

Segundo, não existe isso de um, dois ou três economistas envolvidos no programa do PSDB. Na verdade é uma equipe muito grande, que inclui dezenas de professores universitários, funcionários públicos, empresários e profissionais liberais. Há centenas de trocas de e-mails, textos acadêmicos indo e voltando, simulações, debate, artigos, etc.

Quem ganha as discussões é sempre a evidência empírica e quem bate o martelo das propostas apresentadas é o candidato, considerando os trade-offs decorrentes de cada uma das propostas apresentadas. Políticos são, em geral, mais inteligentes do que nós economistas e menos arrogantes (isso não vale para todos). E no caso do Senador Aécio, ele tem algo de excepcional: não controla o que pensamos, estimula o debate e com o seu jeito mineiro faz a mesma pergunta para quatro, cinco ou mais economistas. Na minha opinião, ao promover o contraditório, faz exatamente o que se espera de um bom político antes de tomar decisão.

Mas os outros candidatos não fazem isso? Não saberia responder porque não os conheço pessoalmente e nunca estive com nenhum dos outros candidatos. Só posso falar de quem conheço.

Terceiro, do grupo de economistas com quem tenho interagido de forma mais constante (pois são muitos em diversas áreas), há dois economistas mais sêniores que se destacam naturalmente, não porque impõem a sua opinião, mas porque naturalmente são muito bons e respeitados por nós, pela academia e pelo mercado. Armínio Fraga, que não se cansa de estudar e tem o péssimo hábito de acordar cedo e enviar e-mails às 5 da manhã, e José Roberto Mendonça de Barros, que tem uma experiência de governo e de setor privado que falta a nós mais jovens.

Samuel Pessoa é talvez o mais acadêmico de todos nós e disposto a discutir qualquer tese. É talvez um dos poucos economistas que conheço com “zero” de preconceito. Por ser sincero e excepcionalmente bem qualificado, muitas vezes apanha da esquerda, da direita, do centro, de baixo e de cima por falar o que pensa. Imaginem só! No Brasil, as pessoas são criticadas por escreverem o que pensam como se houvesse uma verdade absoluta.

Quarto, então essa é a equipe do Senador Aécio se eleito? Com exceção de Armínio Fraga, que na minha opinião seria talvez a pessoa hoje com maior chance de recuperar rapidamente a credibilidade na nossa política econômica, há dezenas de outros economistas que colaboram que são brilhantes e que poderiam participar do governo em cargos de relevância. Preciso falar de nomes da PUC-RJ, INSPER, FGV-RJ, USP, UFRJ, UFMG e UNICAMP, entre outras universidades,  e até de consultorias privadas que colaboram com ideias e textos acadêmicos conosco?

Participar de um plano de governo é participar de debates e propostas que podem no pós-eleição contribuir para melhorar o Brasil. Lembram da famosa “Agenda Perdida” coordenada pelo Marcos Lisboa? Não tinha absolutamente nada a ver com o PT e, quando o presidente Lula foi eleito, Marcos acabou como Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda para implementar ideias de economistas denominados pejorativamente por parte da esquerda de “neoliberais”. Se cria tanto mito com essas terminologias que a primeira vez que li Adam Smith na faculdade de economia pensava que estava fazendo algo errado e fui me confessar!

O que se pode afirmar, com certeza, é que, independentemente das pessoas, o que vale são as diretrizes do programa do candidato. Quanto às pessoas, o que não falta no Brasil, dentro e fora do serviço público, são técnicos competentes para qualquer Presidente da República escolher. No serviço público, por exemplo, conheço muita gente boa “escondida”. Muitos funcionários públicos com larga experiência e que gostam do que fazem e, a meu ver, são até mal remunerados.

Por fim, recebi um e-mail de um leitor falando que, se eu estivesse envolvido com a campanha do senador Aécio, ele não leria mais meu blog. O que posso fazer? Entrar para o monastério e fazer um voto de celibato da minhas opiniões?  De qualquer forma, se vocês lerem o que escrevo aqui, desde 2009, não houve mudanças no tom dos meus artigos e, sinceramente, o fato de eu apoiar um candidato não significa que eu não respeite as escolhas dos outros. Respeito os eleitores de todos os candidatos, suas escolhas, e não vou usar de terrorismo eleitoral e nem quero usar este espaço para misturar minhas opiniões pessoais com questões do programa de governo.

O próximo presidente terá medidas difíceis para tomar e recuperar a confiança do mercado e de empresários, seja quem for o eleito. Dado o meu viés, é claro que confio mais em um governo do Senador Aécio Neves. Mas amigos meus do PT confiam mais no governo Dilma e amigos meus que assessoram o candidato do PSB preferem o candidato Eduardo Campos. Feito o devido esclarecimento, vamos voltar ao debate econômico.

 

31 pensamentos sobre “Esclarecimento

  1. Parabéns, primeiramente, pela conquista pessoal. Em segundo pela clareza na prestação de informações.

    É só comparar as equipes econômicas dos candidatos pra ter ideia do que vem por aí no futuro. E, sinceramente, a equipe do PT seriam estagiários se comparados com a equipe do PSDB. Não dá pra comparar Mantega, Tombini e Luciano Coutinho com Fraga, Mansueto, Pessoa e Mendonça de Barros. Seria até ofensa com os quatro últimos. Os três primeiros são apenas burocratas, nunca tiveram experiência no setor privado e foram extremamente críticos ao Plano Real, crítica esta que mostrou-se errada. Os quatro últimos são representantes do partido que mais benefícios trouxe ao pobre e ao brasileiro em geral, pois eliminou do Brasil o descontrole inflacionário que hoje o PT está trazendo de volta.

    Com certeza a sua participação na equipe do Aécio é mais agregadora de votos do que desagregadora. O que fazer se alguns, iludidos pelo populismo e pelo preconceito, deixa de ler o blog? Que deixem de ler, então, oras! Pra eles existem diversos blogs chapa branca por aí.

  2. Parabéns pela transparência e sinceridade. Pelo que venho acompanhando da política nacional, o que menos importa são os discursos dos candidatos, uma vez que são as entrelinhas que deixam transparecer os seus reais objetivos, sem falar na experiência (às vezes ultrajantes) de testemunhar suas atitudes e parcerias nacionais e internacionais quando têm o cetro nas mãos.

  3. Muito bom! Agora gostaria de questionar (qualquer um que leia) de que forma o PT pensa e debate as grandes questões da nossa economia? Quem são os “estudiosos” do PT? Soa até contraditório e esdrúxula a expressão “estudiosos petistas”. Esquerdistas só estudam ideologias e luta política na universidade, já que eles não acreditam na ordem estabelecida, o que inclui até a ciência e o conhecimento gerados pela humanidade. “Ciência sem viés sociológico, sem intenção de transformar a realidade, não é ciência, mas apenas um artifício da burguesa para manter sua condição dominante, para justificar seu “modus operandi””.
    Como é que pessoas com essa mentalidade imbecil podem dirigir a economia de um país como o Brasil? Não podem! E é por isso que a economia reage com mal a qualquer indicativo de uma possível reeleição dos incomPTentes.
    Eu sei que vão achar minhas palavras duras, mas isso é só reflexo do hábito brasileiro de não tomar posição, não dizer o que pensa, já que isso denota idealismo, algo considerado sinônimo de loucura num país onde o importante é se dar bem e ficar bem com todo mundo, já que, no final, tudo sempre deve acabar em pizza.

  4. Acompanho o teu blog há uns dois anos. Conheço a tua atividade com o PSDB e te cumprimento por esclarecer a tua posição. O teu post de hoje só me indica o acerto das minhas leituras. Só me resta te desejar um ótimo trabalho e ressaltar a importância dele, como dos demais assessores do Aécio, ao Brasil.

  5. Está posto, que em caso de vitória do Aécio, a gestão macroeconômica da economia estará nas mãos de Armínio Fraga.

    Essa colocação da recuperação da confiança do “abstrato” mercado não passa de uma mistificação, de uma manipulação —- com todo respeito, Mansueto.

    Um país ( que por acaso, é o Brasil ) que é 3º ou 4º maior receptor de IED ( investimento de longo prazo ) do mundo ( USD 60 BI à USD 65 BI nos últimos anos ) não passa por crise alguma de confiança.

    E ainda com DLSP cadente, reservas cambiais em quase USD 400 BI, etc…

    Na sua postagem anterior foi mostrado gráfico em que temos um bom equilíbrio fiscal primário ( um dos três melhores, num universo de 31 países, incluindo EUA, R.U. , Japão, etc….. ) vis-à-vis diversos países desenvolvidos e emergentes.

    O mercado curtoprazista, sim, especula, e até com pesquisas eleitorais, mas o investimento de longo prazo acredita no Brasil. Os números do IED comprovam.

    Espero e torço para que você, Mansueto, possa servir ao Governo Dilma, nos próximos quatro anos —- caso seja reeleita, claro.

    • Mas, com crescimneto previsto perto de 1%aa para 2014 e inflação próxima de romper o ponto máximo do intervalo de metas, ou seja, acima de 6%aa. ou mais, não dá para dizer que as coisas estão indo bem. Uma sangria de reservas e o IED buscar outras praças pode ocorrer a qualquer momento. São voláteis e realmente o manejo macro não gera tanta confiança assim. Ser otimista é diferente de acreditar em milagres. E milagres não ocorreram de 2002 até esta altura de 2014. E não vão ocorrer até dezembro/14.

      • De fato, “as coisas não estão indo bem”, ou melhor, “as coisas não estão indo bem para quase todas as economias do globo terrestre”.

        Não há intenção de comparar a economia brasileira à americana, japonesa, obviamente……, possivelmente você tenha se precipitado……. Apenas, realçar que não vamos tão mal assim…….. O gráfico demonstra isso. Nenhuma análise mais aprofundada.

        É preciso realçar que estamos convalescendo da mais grave crise financeira (2008-2014, pelo menos ), com repercussão deletéria sobre a economia real, desde de 1929-1934….. e, causadas pela financeirização dos mercados livres, liberais e desregulados.

        Os custos fiscais podem ser mensurados nos balanços do Fed, tesouros, e outros bancos. Isso sim, é buraco fiscal.

        Rodada importante de concessões ao setor privado está agendada para os próximos 5 anos, em particular na infra-estrutura. Boas perspectivas.

        A crise político/econômica EUA-UE versus Rússia pode circunstancialmente beneficiar o comércio e investimento brasileiros.
        Há o risco de os conflitos no O.Médo, e Eurásia se alastrarem, e aí, pode haver refluxos, em geral. Mas são fatores que não controlamos. Milagre e engraçado é acreditar que o Aécio flex ganhará a eleição presidencial, se o próprio “fogo amigo” do Serra vem minando a candidatura de seu séquito.

      • Fogo amigo? o que tenho escutado de fogo amigo vem muito dos meus amigos do PT contra a presidenta Dilma.

        Milagre ninguém vai entregar, mas acho dificil alguma outra equipe econômica errar tanto quanto esta – controlar preço da gasolina, subsídios seletivos, e ainda truque contábil em cima de truque contábil.

        Se o PT tivesse deixado a macroeconomia de lado poderia continuar com os demais programas sem muito problemas. Mas os erros na área macro foram fatais e isso passei a escutar nos corredores do próprio Ministério da Fazenda.

        E acho difícil melhorar em um segundo governo Dilma porque não se sabe exatamente o que o governo reconhece como erro e o que acha que é culpa do resto do mundo.

        Há três anos a produtividade no Brasil não cresce de acordo com os dados do Samuel Pessoa e Fernando Holanda Barbosa Filho. Isso é fruto de políticas domésticas. Não tem absolutamente nada a ver com cenário internacional.

        O governo Lula até 2006/2008 foi muito bom. O problema foi quando começaram a querer reinventar a área macro. Desde então foi um desastre porque colocaram em risco o próprio legado. Podem até ganhar a eleição, mas terão dificuldades porque continuam querendo inventar na área macro.

        A salvação é se aparecer um Palocci 2.0 que convoque um time de economistas liberais como se fez no primeiro governo Lula.

  6. Ótimo esclarecimento. Algumas pessoas se esquecem que não existe discurso imparcial. É sempre bom saber qual é o viés do autor.

  7. Mansueto
    Gosto muito da forma com que você trata a questão orçamentária. Acho que de forma geral as pessoas não tem paciência para mexer com o assunto, mas ele precisa ser enfrentado através de novos dispositivos legais que produzam maior transparência, e facilitem o acompanhamento por pessoas que, como eu, tem interesse , mas não o conhecimento necessário para acompanhar a execução.
    Outro ponto que me deixa inconformado é o tratamento dado aos famosos restos à pagar que ano a ano engordam para que o governo apresente um resultado favorável. Na minha opinião os restos a pagar deveriam ser abatidos do resultado do exercício.

  8. O que percebo é que a crítica está só sobre a atual gestão, não havia críticas quando tivemos a “carta aos brasileiros” nem a política fiscal/econômica da gestão Henrique Meirelles e Palocci.
    A nova matriz econômica e geopolítica não vieram, os BRICS viraram CRIBS.

    Por exemplo esse paper do McKinsey que cita a globalização como forma de expandir o PIB brasileiro são 4% represados.
    http://www.mckinsey.com/insights/south_america/brazils_path_to_inclusive_growth

    Ou trabalhar com reformas tributárias e trabalhistas e destravar a produtividade.

    A inclusão por meio do consumo e crédito é um grande acréscimo para a economia e sociedade, porém a política de ajuste salarial real não vem acompanhando a produtividade.

    O IED não está ruim, mas quando comparamos a nossos peers latino americanos? (www.paulogala.com.br)

    É dever do governo não pensar no curtoprazismo, mas no longo prazo. Ele está no andar de cima, sabendo do que vai acontecer.

    Curtoprazismo é pensar somente em ganhar eleição, permitir que 30% do PIB sejam despesas fixas do governo, permitir contabilidade criativa, onerar empresas estatais, errar com a tarifa da energia elétrica, errar com os juros.
    Por isso talvez a insistência da autonomia do BC, de agência reguladoras e ter metas que possam ser cumpridas (6,5% não é 4,5%, 1,9% primário não é 0,8%, etc)

    O governo tem bons conselheiros como o Delfim e Belluzo, mas é preciso escutá-los.

  9. Caro, eu tenho certeza que gente séria “escuta” tanto vocês, como as outras pessoas que pensam diferente na questão economia. O problema são os Rodrigos Constantinos da vida, que borram a “foto”.

    Abs

  10. Mansueto, a maturidade intelectual te faz cada vez mais objetivo e direto. Gosto de sua posição assertiva, sem meias palavras e independente. Me inclua entre seus leitores satisfeitos.

  11. Parabéns pela explicação honesta e por participar de um grupo de estudos tão seleto e competente (você merece e enobrece o candidato). A sua escolha prova que o candidato tem bom faro para escolha de equipe. Como brasileiro fico satisfeito pela sua escolha (é dos melhores que escreve sobre gastos públicos). Um dia escrevi (11/02/2012), a pedido de um amigo, sobre quem considerava os melhores economistas do Brasil: “ECONOMISTAS BRASILEIROS IMPORTANTES E QUE ESTAVAM CERTOS.
    Relaciono entre os economistas brasileiros mais importantes e que estavam certos em seus pontos de vista os abaixo:
    EUGÊNIO GUDIN: foi quem introduziu o estudo da economia (fez o curso) e a profissão de economista no Brasil (foi o principal fundador da FGV). Escreveu o livro PRINCÍPIOS DE ECONOMIA MONETÁRIA (ótimo para a época e bom até hoje). Autor de diversos artigos em jornais e estudos. Na época da ditadura do pensamento keynesiano conseguiu ter o bom senso de salvar-se. Foi professor de Moeda e Crédito da Faculdade de Ciências Econômicas da UNB.
    ROBERTO CAMPOS: autor de diversos estudos, do livro Lanterna na Popa, previu antes de todos a derrocada e dissolução da União Soviética (problemas das nacionalidades). Estava certo em tudo que escreveu. Defendeu o pensamento liberal e a liberal democracia.
    MÁRIO HENRIQUE SIMONSEN: conheci-o quando ainda um jovem engenheiro que se notabilizava no estudo da economia (foi paraninfo de minha turma, 1969). Foi um dos precursores na modernização no estudo da economia no país. Escreveu diversos estudos e artigos em jornais e na revista Exame. Com Rubens Penha Cysne escreveu dois clássicos de economia: Macroeconomia e Microeconomia. Foi professor da FGV – EPGE.
    ARMÍNIO FRAGA: lançou o sistema de metas de controle da inflação (o tripé, superávit primário, câmbio flutuante e meta de inflação). Impediu que o Real fracassasse como tantos outros planos (alguns mirabolantes e de pensamento mágico).”
    A escolha do Armínio diz quase tudo.
    Parabéns.

  12. Há muita gente argumentando que a economia não está tão mal assim, apontando indicadores que seriam bons. Eu, como não sou economista, escuto os argumentos de um lado e de outro, mas não me sinto capaz de julgar com razoável conhecimento de causa.

    Todos os candidatos à essa eleição tem propostas mais ou menos socialistas. PSDB e PSB tem o “S” no nome. Sugiro que vão ler o programa publicado do PSB. Vão ficar assustados! Não significa que Eduardo Campos vá seguir o programa do partido, mas ele está aí … O programa do PSDB é só um pouco melhor. Sinto falta de um candidato com uma proposta mais francamente liberal do ponto de vista econômico. Como não tem, vamos ter que escolher dentre os socialistas por outros critérios.

    Acho importante então eleger uma pessoa razoavelmente inteligente, que demostre discurso e raciocínio razoavelmente articulados, com propensão ao debate e com flexibilidade para ouvir opiniões contraditórias. E que seja uma pessoa de bem, que tenha razoável padrão ético. Inteligência e ética. Mas isso não basta, o presidente ideal precisa ser capaz de agregar um primeiro escalão também formado por pessoas inteligentes e éticas, que por sua vez formarão equipes nos ministérios, agências e autarquias com critérios de competência e ética.

    A candidata a reeleição, seu partido e seus métodos definitivamente não atendem aos critérios acima.

    • Não se engane. A economia vai péssima e o governo apresenta recordes negativos em todos os indicadores econômicos.

      O PSDB é apenas um grupo parecido com o PT, porém com nível superior completo e bom senso. Acreditam no Estado como indutor de tudo. Estão muito longe do ideal, mas diante da concorrência, são insuperáveis em termos de quadros técnicos e experiência de trabalho.

      Sugiro que dê uma olhada no Partido Novo. Pesquise.

  13. Olha, torno a repetir que milagres não existem. Os textos do Mansueto vêm destrinchando a contabilidade pública em cada um dos seus pontos e as cpnsequência advindas de tal atitude do Governo em querer mostrar que “deu certo”. Não deu certo. E não poderá fazer mais nada até dezembro para dar um cavalo de pau na situação da economia, notadamente, juros, câmbio, inflação PIB. E se for buscar o que foi escrito aqui sobre o manejo para obter superávit primário, esta variável também está viciada por manejos com estatais, antecipação de dividendos, cessão onerosa, represamento de preços e tarifas etc. Com tudo isso a inflação está elevada e o PIB minguado. O legado será problemático de 2015 a 2019, disso ninguém poderá ter dúvidas. Outra coisa. Comparar a economia brasileira com a evolução da economia dos EUA e da UE, é algo que chega a ser risível. Mas, ideologicamente, talvez, deixe algumas pessoas felizes. E na política, será o que temos agora que vai ter de resolver a crise que se avizinha. Não dá para tentar “criar um novo presidente de um partido novo” etc. O presidente sairá de um dos partidos que temos ai em contenda. Teremos de escolher dentre todos, o melhor. É isso. Nçao teremos nem o tempo de sonhar. A realidade é que se impõe.
    Ainda bem que há quem esteja pensando o futuro com o que temos de melhor, como cita o Mansueto.
    É o momento de rememorar a frase de Churchil na II Guerra e não de criar expectativas que não se concretizaram em já quase há 12 anos, depois do ajuste macro do Plano Real.

  14. hilario muylaert, não há mais espaço para improvisações na tentativa de mostrar bons números. E não há, muito menos, tempo. O que está ai não será alterado até o Natal para ser anunciado o “milagre do crescimento” em rede de TV de larga audiência, como presente ao povo.
    Comparar o IED com países mais estabelecidos, não é uma boa coisa. O Brasil está comparado a emergentes, não raro àqueles em situação de SAMU.
    E não há qualquer conspiração em nada do que está ocorrendo e muito menos “pessimismo”. O que há é jogo ruim mesmo, gestão temerária poder-se-ia dizer. Tanto é verdade que nem o futebol ajudou.
    Quando as coisas começam bem, a chance de terminar bem são maiores.
    Quando começam mal, essa alternativa fica extremadamente reduzida.
    Não será qualquer teoria da conspiração, (nas oposições???), que irá salvar a economia e governo até o final deste ano.
    Aliás, mais um dos 4% prometidos pelo ministro da Fazenda, o “PIBÃO”, não veio e nem virá e nem viria.

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