Qual o filme? Em algum lugar do passado ou o exterminador do futuro?

É impressionante que, quando se fala em aumento da responsabilidade fiscal, alguns dos representantes do PT falam de recessão ou de volta ao passado. Há dois problemas com esta visão atual do PT e do terrorismo eleitoral quando se fala em ajuste macroeconômico.

Primeiro, a equipe econômica 1.0 do primeiro mandato do presidente Lula chegou a defender algo até mais radical: déficit nominal zero em um prazo de 7 ou 8 anos regulamentado por Emenda Constitucional. Segundo, essa proposta tinha a simpatia dos ministros Paulo Bernardo e Antônio Palocci e seria baseado no controle do crescimento dos gastos correntes.

Se alguém hoje defendesse essas ideias seria chamado de neoliberal. E o mais interessante é que o mesmo grupo de pessoas mais à esquerda que critica o primeiro governo Lula, elogia o segundo governo mandato do presidente como se a folga fiscal e o crescimento econômico de 4,6% ao ano de 2007-2010 fossem independentes das reformas antes e ao logo do primeiro mandato do presidente Lula. Imaginem um cenário de “boom” de commodities com os bancos estaduais em pleno funcionamento, sem Lei de Responsabilidade Fiscal e sem meta de superávit primário?

Vamos agora voltar ao passado e ver o que defendiam pessoas ligadas ao PT, no primeiro mandato do presidente Lula. Algumas, como o ministro Palocci, não participam mais do governo.  Outros, como o ministro Paulo Bernardo, continuam no governo.

Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo: “Déficit zero não é meta de curto prazo”. 0 Estado de S. Paulo – 22/06/2005.

0 ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu que o governo vê com bons olhos as propostas do deputado Delfim Neto (PP-SP) de se adotarem metas nominais pra o déficit publico, acompanhadas de um congelamento das despesas correntes, com o objetivo de se chegar a um déficit zero dentro de 7 ou 8 anos. Mas descartou a possibilidade de a medida ser adotada no curto prazo e que possa afetar de maneira negativa as politicas monetária e fiscal do governo.

( … ) (Bernardo] Negou, por exemplo, que a medida possa ser adotada para baixar os juros de maneira artificial.

“0 governo não rem a intensão de mudar a política monetária. É preciso olhar o longo prazo, onde quem sabe a gente adote as propostas trazidas pelo delfim como alternativas, não vejo problema nisso. Nos incomodamos com a excessiva rigidez orçamentária. O debate pode evoluir para uma proposta a ser levada ao Congresso? Pode. Mas não há decisão tomada sobre isso”

“Governo fala em elevar crescimento, mas descarta truques e heterodoxia”. Folha de S. Paulo – 26/06/2005.

Bernardo não descarta um simples aumento do superávit, apesar de frisar que o assunto ainda não foi debatido pela equipe econômica. Ele destaca também que, se os gastos correntes forem mantidos estáveis por seis anos, como sugere Delfim, já seria “um ganho, um sinal muito positivo que equivale a um superávit (maior]”.

”Aumentaríamos só os recursos para investimentos, segurando a despesa corrente. Com isso você estimula o crescimento sem jogar peso na inflação. Assim, gradativamente você vai ter diminuição da relação dívida/PIB.”

“Ministro defende proposta de déficit nominal zero”. Valor Econômico – 06/07/2005.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse ontem que ela (proposta de déficit zero) é, na verdade, um aprofundamento da atual política monetária, com instrumentos fiscais. Ele também afirmou que essa proposta esta acima da crise política e sua aprovação não rem nenhuma relação com urn compromisso de o presidente Luiz Inacio Lula da Silva desistir da reeleição.

( … ) Apesar do atual momento de crise política, o ministro considera que e viável aprovar essa PEC (proposta de emenda constitucional) ainda este ano. Isso porque, segundo ele, “qualquer coisa que seja feita para melhorar a situação do pais é viável”.

Palocci defende metas de longo prazo (Folha de São Paulo – 24/06/2005 – clique aqui).

“Ao anunciar ontem a fixação da meta de inflação de 4,5% em 2007, o ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) defendeu a adoção de objetivos econômicos ambiciosos -mas “críveis”- de longo prazo, a serem perseguidos independentemente da alternância de partidos no poder.”

Embora não se trate de decisão oficial, Palocci chegou a indicar a meta a ser perseguida em 2008 -uma inflação de 4%, definida como objetivo de longo prazo. Depois de alguns anos, segundo o ministro, será possível buscar taxas ainda inferiores.

“Sempre que você tolera uma inflação maior, você tem uma grande conquista, que é obter a inflação maior”, disse, ironizando o argumento de que uma inflação maior traria um crescimento maior.”

Resumo: A política econômica do primeiro governo Lula se baseou na manutenção do tripé econômico, responsabilidade fiscal, controle da inflação e, naquela época, o próprio governo colocou em debate a proposta de déficit nominal zero e metas mais rígidas para inflação. O grande problema é que, no segundo governo Lula, houve um mudança brusca de política econômica que continuou no governo Dilma e que nos levou a uma forte queda do superávit primário, aumento da vulnerabilidade externa, baixo crescimento do PIB e desindustrialização.

O mau humor do mercado não apenas vai continuar, mas vai piorar se o governo continuar insistindo que o que fez desde 2009 está correto. Se a economia estivesse crescendo 5% ao ano, como esperava o governo em 2011, a “Nova Matriz Econômica” teria sido um sucesso. Mas com a economia crescendo menos de 2% a ano, com inflação média de 6% ao ano, apesar do controle de preços administrados, o uso abusivo e recorrente  de truques fiscais, etc. é difícil acreditar que a política econômica tenha funcionado.

Dado que o mercado não sabe qual versão do PT vai definir a política econômica, em caso de reeleição, o mercado encara como real uma eventual radicalização da política econômica atual.  Como escutei recentemente de um grande empresário: “Por que mudar se eles acham que  a política econômica está fundamentalmente correta e que a culpa do baixo crescimento é apenas do setor externo e de nós empresários ranzinzas?”

E para completar o clima de incerteza, quando o presidente Lula fala que o nosso secretario do Tesouro é ortodoxo e se comporta como tesoureiro de sindicato, o mercado encontra todos os motivos para ficar nervoso com o que será a política econômica em um segundo governo Dilma. Some-se isso a proposta do PDT que aprovou uma carta em que sugere o “desmonte” do Banco Central e substituição por novas estruturas de formulação de objetivos e de execução da política monetária.

A minha aposta é que, se o cenário econômico piorar um pouquinho mais, o governo vai ter que divulgar uma nova versão da carta aos brasileiros se comprometendo com os princípios de responsabilidade fiscal e agenda de reformas que ficaram perdidos “Em Algum Lugar do Passado”. Se não o fizer, o governo poderá dificultar o cenário pós-eleição para o novo governo, mesmo que o novo seja o mesmo, e se tornar o “Exterminador do Futuro”.

Qual será o filme? por enquanto, não sabemos.

Passado

Exterm

 

 

13 pensamentos sobre “Qual o filme? Em algum lugar do passado ou o exterminador do futuro?

  1. Esperar racionalidade do PT? Nem se eles vencerem as eleições presidenciais!! E se estiverem perto de perder a eleição, certamente deixarão bombas relógio armadas e dificultarão o próximo governo o máximo que puderem. Os dois cenários e suas analogias cinéfilas poderiam ser Titanic, com o PT conduzindo o país para o naufrágio com sua empáfia e cretinice, e Sabotagem, de Alfred Hitchcock, que revela a real índole nefasta e traiçoeira do PT, mal-disfarçada numa aparente e falsa fachada de “boas intenções”. De qualquer forma, no futuro, vai passar Presságio ou os 12 Macacos, tanto faz, nos quais os indícios das catástrofes futuras estavam reveladas no passado, mas quem deveria acreditar nelas, quando dava para fazer alguma coisa, não acreditou e não fez nada.

  2. Pingback: PDT, aliado do PT, propõe “desmonte” e politização do Banco Central: o exterminador do futuro | Rodrigo Constantino - VEJA.com

  3. Caro

    Hoje, na convenção nacional do PDT que oficializou apoio a Dilma, ela deixou claro que não vai mudar.

    Dilma: “Não fui eleita para tirar direito ou tomar medida antipopular”

    http://www.valor.com.br/politica/3580072/dilma-nao-fui-eleita-para-tirar-direito-ou-tomar-medida-antipopular#ixzz34GYnZGNR

    E tome terrorismo eleitoral: ”

    “O PDT conviveu e lutou ao longo de toda sua história contra o udenismo e o golpismo. Conhece suas artimanhas. Trabalhismo só nós temos. Só tem um grupo político, uma corrente no Brasil, que é capaz de combater o retrocesso, a volta atrás, o arrocho salarial, o desemprego, a recessão, que é o nosso lado”, afirmou Dilma, em discurso na convenção do PDT em Brasília para selar o apoio à sua reeleição.

    O contraste com a ironia de Palocci a respeito da inflação é gritante:

    “Hoje tem uma campanha que diz sistematicamente que a inflação está sem controle no Brasil. Todo mundo sabe que a inflação é cíclica. Em junho, julho, agosto, ela sobe. Até fevereiro estaciona, depois dá uma caída. É o fluxo da inflação, há 15 anos acontece assim”, disse. “A inflação está sob controle e o país tem todas as condições de manter crescimento constante e contínuo a partir de agora.”

  4. Acho que voces estão confundindo campanha eleitoral, que obviamente ja começou, com discussão sobre economia. As falas do Governo são falas de campanha, propagandas, para se contrapor à algumas falas da oposição e marcar posição. Essa discussão mais aprofundada certamente não vai chegar a campanha, como não chega em lugar nenhum do mundo. O comentarista acima pega uma frase de convenção de partido e queria o que, que a Presidente fosse pessimista ? Ela é ruim de comunicação, mas nem tanto né…

    • Daniel

      Não peguei frases de Dilma e as desloquei do contexto.

      As frases da presidente do Brasil candidata à reeleição expressam um pensamento que não é pura tolice. Não nasci ontem para a política e sei que em política o lugar para os tolos não é no governo central do Brasil.

      Dilma expressou um pensamento. E esse pensamento é o que ordena as ações dos operadores da política e da economia que hoje estão no governo do Estado brasileiro. E esse pensamento não é uma bobaginha. Ao contrário, ele é antigo (isto é, tem tradição e discípulos) e ainda muito influente e com muito poder. Por isso eu o levo a sério, muito a sério mesmo.

      No comentário, eu apontei duas ordens de questões.

      Uma estritamente política, focando a assertiva autoritária do único “nós”, “que é o nosso lado” (observo: a arrogância é fatal na política).

      A outra, referida à economia e pela assertiva da “inflação crítica”

      A crítica política de Dilma

      Os elementos de crítica ativados por Dilma ao “udenismo” das oposições em 2014 só não é mais antigo do que a Sé de Braga 🙂

      Além da conquista de alguns minutos a mais para o programa eleitoral (que vai ser conduzido por marqueteiros completamente desinteressados na solução dos nossos graves problemas no imediato pós-2014), o que vimos na convenção do PDT?

      Simon Schwartzman escreveu um post (12/01/2006) com o seguinte título e que transcrevo abaixo.

      A UDN tinha razao?

      Nas últimas eleições, a tentativa de levantar a bandeira da ética não ganhou muitos votos. Para muitos, e sobretudo os mais velhos, o tema da ética lembra a antiga UDN, que criticava a corrupção pela frente e conspirava com os militares por trás. Ainda hoje, quem insiste no tema da corrupção é acusado de “udenista”. Mas afinal, será que a UDN estava tão errada assim?
      Nesta semana, participei de uma mesa redonda sobre este tema na UFMG, e resolvi me perguntar se não havia, afinal, algum mérito na antiga UDN e nos que, ainda hoje, acham que a ética e a moralidade da política devem ser levadas a sério. Minha resposta foi que sim, a ética e a moralidade não só são importantes, mas essenciais para a construção de uma sociedade moderna, que depende da honestidade das pessoas e da legitimidade das instituições.
      Para quem se interessar, o texto preliminar da minha apresentação, “A questão da ética na política” está aqui. Aproveitei também para reler e colocar na Internet um texto clássico do antigo Cardernos de Nosso Tempo, de 1954, sobre “o Moralismo e a alienação das classes médias”, que é uma das primeiras tentativas, em nosso meio, de desqualificar a preocupação com a ética em nome da sociologia “realista” dos conflitos de classe.

      Links que estão no post do Simon e que não foram copiados na caixa de comentário deste blog

      “A questão da ética na política”
      http://www.schwartzman.org.br/simon/etica.pdf

      “um texto clássico do antigo Cadernos de Nosso Tempo, de 1954, sobre “o Moralismo e a alienação das classes médias” ”

      http://www.schwartzman.org.br/simon/moralismo.htm

      Simon diz que o texto de 1954 é atribuído a Hélio Jaguaribe. Você sabe quem foi Jaguaribe e o que foi o ISEB? Se soubesse, talvez concordasse comigo que a fala de Dilma não decorre de um pensamento que brotou magicamente da cabeça dela.

      A explicação da “inflação cíclica”

      O conjunto de relações (causa e efeito) que Dilma utilizou para explicar a inflação é a forma simples, ou resumida, de expressão de um pensamento da economia que é hegemônico no governo: nacional-desenvolvimentismo sob o disfarce ruim da “nova matriz econômica”. isto é, hoje a “nova matriz econômica” mostrou-se naquilo que de fato é: folha de uva que escondia a nudez dos sempre infalíveis nacional-desenvolvimentistas.

      O que é inflação cíclica? Ao utilizar esse conceito, quais são as referências da teoria econômica que o sustentam e que Dilma ativou?

      Dilma sabe do que fala. Ela estudou economia na pós-graduação da Unicamp. Se obteve ou não título é irrelevante. Lembro que Mercadante, alçado por Dilma a Ministro da Casa Civil e fortemente engajado na reeleição, fez-se doutor em economia pela Unicamp.

      Não sou historiador da economia. Se não me engano, quem formulou o conceito de inflação cíclica brasileira foi Ignácio Rangel no seu livro A Inflação Brasileira (1963). Rangel foi um dos fundadores do ISEB e posteriormente aderiu ao estruturalismo cepalino.

      Gostaria muito de saber o que Nelson Barbosa teria a dizer a respeito do conceito de inflação cíclica ativado por Dilma.

      E você, concorda com o que disse Dilma a respeito da inflação cíclica?

      Veja, portanto, que não se trata de frases soltas e pinçadas a esmo ou de simples jogada da presidente para não se mostrar pessimista. Trata-se, eu penso, do que nos reserva Dilma para o imediato pós-2014. Se reeleita, ela vai mudar? Os elementos que a todo momento recolhemos em declarações que lemos na imprensa sugerem fortemente que não.

      A outra alternativa para 2015, seria Dilma virar uma “neoliberal”. Você, que vai votar nela, acredita nisso?

      • O que ela falou sobre inflação está correto, no geral. Apesar de ser economista, ela não é teórica, e falou como Presidente. A inflação não está baixa, mas não está fora de controle e não é o principal problema que temos. Por ex, em relação a inflação eu prefiro a politica atual, do que ao que Campos prometeu, levar a inflação a 3% ao ano. Ele só se esqueceu de dizer o custo de se fazer isso, não é mesmo ? Mas eu não pretendo votar nela apenas pela questão economica, mas sim porque creio que os demais candidatos não têm estrutura para serem presidentes, não estão acostumados com o contraditório e nem com imprensa cobrando deles. Creio e espero que ela faça alguns ajustes, quão liberais serão ai já não sei. Sei também que se ela vencer e não fizer alguns ajustes dificilmente o Governo se manterá no poder a partir de 2018, porque ai o desgaste será muito grande.

      • Qual seria o custo de uma inflação de 3%aa? Lembre-se, EUA e Alemanha historicamente sempre tiveram inflação abaixo disso, inclusive. Os países da aliança do pacífico estão registrando estes níveis atualmente.

        É só no Brasil que 6%aa é considerado inflação sob controle. É a mentira contada muitas vezes que se tornou verdade. E detalhe: com controle absurdo de preços pelo governo.

        A Dilma está acostumada com o contraditório? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

      • Dilma sofre críticas da imprensa todos os dias, críticas pesadas. Quando Aécio sofreu críticas por seu governo em mg ? A mídia lá é inteira chapa branca, ja ouviu a rádio Itatiaia ? Jà leu o Estado de mg ? Se gosta disso, vote nele. O que tem a ver comparar Brasil com EUA E Alemanha ? Sem contar que nos EUA usa-se a tal core inflation, onde são expurgados alguns itens, como, por ex, combustíveis. Os custos seriam alítssimos, os juros teriam que subir muito e o desemprego aumentar. Nâo adianta ser economista de uma nota só – inflação – economia é algo complexo, que visa ao bem estar da população e não apenas inflação muito baixa.

      • Besteira total e teoria da conspiração. Aécio sofre tantas críticas na imprensa quanto Dilma, respeitadas claro as amplitudes de seus cargos. Dilma sofre crítica o tempo inteiro (porque é ruim) e só responde baboseira, como complexo de vira latas, pessimismo, etc. Isso é aceitar bem as críticas?

        Vejamos que legal, o governo toca no assunto de core inflation (que não expurga combustíveis porque não há bens substitutos pra eles) justo quando a inflação está fora de controle e com diversos produtos administrados. Ninguém falava disso quando a inflação vinha sob controle lá pelos anos de 2009/2010… E você ainda defende esta galera quando todo o mercado já jogou a credibilidade deles no chão.

        Quem foi o economista que te ensinou que a inflação baixa gera juros altos e desemprego? A Dilma naquela entrevista pra mulherada? rsss

        Novamente, EUA e Alemanha possuem histórico de inflação baixa e suas economias sempre foram próximas do pleno emprego (não o maquiado da Dilma, é claro).

        A única coisa que você vai ver numa inflação baixa é o preço do leite no mercado igual ao preço do mês passado. O resto é a tática de medo do PT que te contaminou por você ser leigo no assunto. Aliás, o que faz você aqui no blog de um cara da equipe do PSDB? MAV ou vontade de passar nervoso com a teoria econômica bem aplicada?

        E, sim, eu vou votar nele. Tenho instrução e conhecimentos de economia mínimos pra saber que a Dilma vai nos levar a uma crise inflacionária. Você já demonstrou não ter.

      • Pessoal, debate é bom e sempre bem-vindo independentemente da nossa simpatia por este ou aquele candidato. Assim, vamos continuar debatendo e respeitando a preferência eleitoral dos nossos colega pontos de vistas diferentes.

      • Core inflation quem usa são os EUA, não falei do Brasil. No curto/médio prazo, no Brasil, para se conseguir uma inflaçao a 3% é óbvio que teria que se aumentar muito os juros e derrubar a atividade economica, causando desemprego. Qual seria a outra opção factível então, às mãos do Governo ? Se ele prometeu é porque seria no curto/médio prazo. O fato de haverem preços administrados que estão defasados só acentua mais ainda este quadro. Nâo é o contrário. A eleição é no Brasil e não Alemanha ou EUA. Quanto ao Aécio percebe-se que voce não conhece a imprensa de mg e talvez nem a nacional. Pelo seu estilinho de querer “dar carteiradas” dizendo ter estes ou aqueles conhecimentos em economia já se percebe o nível.

  5. Já ouvi dizer “A Argentina não vai fazer x, é suicídio”. E fez.
    Já ouvi dizer “A Venezuela não vai fazer y, é suicídio”. E fez.
    Hoje escuto, “O Brasil não vai fazer z, é suicídio”.

    z = bananizar o IBGE (já estão tentando), abandonar formalmente o regime de metas de inflação (informalmente já foi abandonado), novo confisco de ativos (ainda que não declarado), acabar com a conversibilidade do Real (feito na Venezuela), etc

    O que nos leva ao post…

    …”Dado que o mercado não sabe qual versão do PT vai definir a política econômica”…

    agora já sabemos qual versão…

    Lula radicaliza discurso e preocupa o setor empresarial

    ‘http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/06/1470609-lula-radicaliza-discurso-e-preocupa-o-setor-empresarial.shtml

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