Mudanças temporárias deste economista: “officeless”

Nas próximas semanas estarei de férias no papel e, em seguida, o signatário deste blog se afastará formalmente do IPEA por um tempo. Assim, deixarei de ser funcionário público em exercício, mas mantenho o vínculo. Esse tipo de licença sem vencimento (não vou receber salário) é comum no serviço público. Antes era ilimitada, mas foi no governo atual reformulada para melhor, com o estabelecimento de um período máximo para afastamento, o que faz todo sentido.

Demorei para tomar a decisão porque, ao contrário do que muitos pensam, gosto muito do IPEA , dos amigos que tenho por lá e dos debates. Mas estou muito cansado, mais gordo do que deveria, e com o tempo limitado para os meus filhos. Assim vou ficar em casa e participar mais ativamente de alguns debates e menos de outros.

Foi difícil tomar a decisão porque tenho três chefes mulheres ultra competentes (Fernanda DeNegri, Flavia Schmidt e Lenita Turchi) e o atual presidente do órgão que tomou posse ontem, Sergei Soares, não apenas gosta de um excelente debate como tem uma qualidade invejável de estimular e valorizar os funcionários, respeitar as diferenças e saber conviver amigavelmente com todos os seus colegas do instituto.

Mas  estou cansado e quero ter mais tempo para a família,  mais tempo para ler e tentar coisas novas. Talvez no segundo semestre passe a organizar alguns debates aqui e lá fora sobre economia brasileira. Há tempos queria fazer isso e acho que desta vez vou conseguir, seminários de um dia sobre a economia brasileira com analistas que acompanham Brasil, América Latina, com instituições internacionais e academia.

Agora vou ter mais liberdade e tempo para almoçar, jantar, tomar café da manhã e chá com quem quer que seja e vou interagir mais com meus conhecidos no eixo Rio-São Paulo. Curioso para ver se vou conseguir ser mais produtivo de casa. A ver.

Desoneração da folha de pagamento

A presidente Dilma Rousseff anunciou que vai autorizar a desoneração permanente da folha de pagamento para todos os setores que já são contemplados pelo benefício.

Essa é uma medida boa? Sim, desoneração em um pais de elevada carga tributária é sempre uma medida boa. Mas há dois “pequenos” problemas.

Primeiro, seria melhor redução de imposto para todos os setores e não para um grupo de setores.

Segundo, não se criou espaço fiscal para essa medida. Assim, para tornar a desoneração viável alguém pagará a conta. Quem exatamente? Acho que nós. Esperem aumento da CIDE, aumento de impostos sobre bebidas, etc.

A melhor forma de reduzir carga tributária é reduzindo o gasto. O governo não mostrou medidas de redução do gasto, mas foi em frente com a desoneração permanente.

Curioso para saber o que vai acontecer depois das eleições.

O país que cresce sem PIB

O titulo deste post é claramente uma provocação. Mas a provocação vai pegar carona no artigo do Samuel Pessôa hoje, na Folha de São Paulo (clique aqui), para chamar atenção para a diferença de crescimento da renda via pesquisas domiciliares (PNAD) e o crescimento do PIB per capita. Como fala Samuel no seu artigo hoje na Folha:

“Entre 2003 e 2012, ano da Pnad mais recente disponível, o PIB per capita cresceu em termos reais 28%, enquanto a renda mediana domiciliar per capita teve aumento de 78%! Houve defasagem na velocidade de crescimento dos PIBs “do povo” e “dos economistas” de 50 pontos percentuais.”

Essa polêmica (positiva) vem de alguns cálculos do nosso colega Marcelo Neri, que é um excelente economista e que há anos vem se dedicando a desvendar as fontes do crescimento da renda, redução da pobreza e queda de desigualdade de renda no Brasil.

Como Samuel, não tenho nenhum reparo dos dados que Marcelo Neri tem destacado, cuja tese básica é que o crescimento per capita das renda domiciliar e, principalmente, das famílias de baixa renda foi desde 2002 muito superior ao crescimento do PIB per capita.

A discordância que tenho é como algum utilizam esse dado para defender a tese que o Brasil tem um modelo de desenvolvimento, um modelo cujo dinamismo de alguma forma não está sendo plenamente captado pelo crescimento do PIB e do PIB per capita que são as variáveis de crescimento que se debruçam os macroeconomistas. Não existe tal modelo.

O que o Brasil faz muito bem é gastar muito além de suas possibilidades – na linguagem técnica, nós economistas falamos que o crescimento da absorção (gastos das famílias, consumo do governo e investimento) é maior que o crescimento o PIB e, assim, a conta só fecha porque podemos recorrer à ajuda do resto do mundo (déficit em conta corrente).

Isso em uma economia com recursos ociosos não é necessariamente ruim, inclusive se utilizarmos a ajuda do resto do mundo (produtos que importamos) para aumentar a taxa de investimento, com impacto positivo no crescimento, que pode, no futuro, se traduzir na redução da nossa dependência externa (que viria do aumento da poupança doméstica). Mas não é este o nosso caso.

A má notícia é que apesar de o crescimento do Brasil nos últimos 40 anos, não quebramos a nossa dependência de poupança externa (ajuda do resto do mundo) para crescer. E, nos últimos oitos anos, o nosso crescimento do déficit em conta corrente (ajuda do resto do mundo) se refletiu no forte crescimento do investimento até 2008, mas não depois, o que sugere que passamos a fazer um jogo perigoso: passamos desde 2008 a utilizar, excessivamente, a ajuda do resto do mundo não mais para investir, mas para aumentar o consumo.

Gráfico 1 – Saldo em Conta Corrente 12 meses (% do PIB) – dez/1990-abril/2014

Defict Conta Corrente

O que tudo isso significa? Se fizermos uma extrapolação do que ocorreu no passado recente para os próximos dez anos, acho que a grande maioria dos economistas há de concordar que não é aconselhável e talvez nem seja possível elevar o déficit em conta corrente para perto de 7% do PIB para que a renda e consumo cresçam muito além do crescimento do PIB. Dado que agora nem mesmo temos uma taxa de desemprego elevada como era o caso em 2003, a dinâmica do crescimento do Brasil (o PIB dos economistas) e do crescimento do PIB do povo (renda domiciliar per capita medida pela PNAD) dependerá cada vez mais do crescimento da produtividade, se não quisermos aumentar a nossa vulnerabilidade externa.

Que bom! Então há consenso? Não. De cada 100 economistas, todos concordam com a importância do crescimento da produtividade. Mas esses mesmos economistas não concordam “com a forma de aumentar a produtividade”. Por exemplo, o protecionismo e o excesso de intervenção da “Nova Matriz Econômica” é vista por alguns economistas do governo como uma forma legítima de aumentar o crescimento da produtividade. Outros economistas enxergam nessas intervenções justamente a causa da estagnação recente da nossa produtividade.

Qual a grande dúvida do mercado? Se a presidenta Dilma concorda com os seus economistas ou se passou a concordar com economistas críticos de sua política econômica. Em outras palavras, será que a Presidenta acredita que é possível que o PIB do povo (renda per capita medida pela PNAD como chama o Samuel) continue crescendo à uma taxa muito superior ao crescimento do PIB dos economistas?

Para terminar, se você economista quer entender como a bonança externa nos permitiu crescer mais rápido desde 2005 sem que para isso fosse preciso nos preocuparmos muito com reformas, além do excelente artigo do Samuel hoje na Folha, o economista Edmar Bacha se debruçou sobre isso no seu capítulo (Bonança externa e desindustrialização: uma análise do período 2005-211) no livro o Futuro da Industria no Brasil, 2013.

A preocupação de Bacha neste texto era entender de que forma o forte crescimento do gasto doméstico (com consumo e investimento) estava se traduzindo em perda de dinamismo da indústria. A analise de Bacha mostra que, de 2005 a 2011, o efeito ganho dos termos de troca mais transferências externas (ajuda do resto do mundo que toma a forma de déficit em conta corrente) nos permitiu que, neste período, o gasto doméstico crescesse entre 9 a 10 pontos de percentagem a mais do que o crescimento do PIB a preços constantes. Neste período, entre 2005 a 2008 houve crescimento do investimento, mas depois de 2008 o que se destaca é o crescimento do consumo.

Infelizmente, não existe país desenvolvido com crescimento da renda domiciliar per capita muito acima do crescimento do PIB per capita ao logo de duas, três ou mais décadas. O que fecha o nossos modelo recente de crescimento são os ganhos nos termos de troca e o aumento do déficit em conta corrente (o que estou chamando aqui de ajuda do resto do mundo). E sem os ganhos nos termos de troca, a partir de 2008, a situação de potencial desequilíbrio externo seria ainda pior, pois como lembra Samuel no seu artigo:

“Conta simples sugere que, se não tivesse havido a alteração dos preços em nosso favor, a variação do deficit de transações correntes entre 2003 e 2012 seria de mais de sete pontos percentuais do PIB, visto que nesse período a absorção (consumo e investimento dos setores público e privado) cresceu 60%, e o produto, 40%.”

Em resumo, o crescimento da renda domiciliar per capita ultrapassou o crescimento do PIB per capita? Sim! isso significa que o Brasil tem um modelo de crescimento sustentável e que o equipe econômica atual fez um bom trabalho para garantir o crescimento do país? Infelizmente, não, o que significa que será difícil termos mais uma década inclusiva como foi a anterior.

O forte crescimento do PIB do povo teve a ajuda do resto do mundo para o seu crescimento e ainda estamos com uma taxa de investimento baixa em relação aos nossos pares e sem a mínima ideia de como será a evolução do crescimento da produtividade nos próximos anos. Além disso, a poupança doméstica não cresceu e continuamos reduzindo o superávit primário e aumentando os subsídios. Difícil ver consistência macroeconômica nesses resultados.

Coisas esquisitas que escutei ou li recentemente

Sabe quando chega uma hora que você literalmente se cansa de debater? Você escuta várias coisas supostamente interessantes, mas que não fazem muito sentido e, para não ser chamado de chato, é melhor ficar calado. Ao longo das últimas duas semanas tenho escutado ou lido coisas que me assustam.

(1) Governo segura tarifas para conter inflação, diz ministro: Mercadante admite controle de preços de combustíveis e energia elétrica (Folha de São Paulo 14 de maio de 2014).

Eu chequei com dois ex-presidentes do Banco Central do Brasil se isso fazia sentido. Eu poderia estar defasado nessa literatura, mas não. Eles me falaram que nunca escutaram algo tão absurdo. Mas se o nosso ministro de fato acredita em tamanho absurdo é capaz de o governo tentar um mega controle de preços à la Argentina para controlar a inflação após eleição (se reeleito). A única forma de ser otimista é achar que o ministro da Casa Civil não acredita no que falou. Mas se ele de fato acreditar, ………

(2) Dilma desconfia do mercado como regulador de preços: Assessores afirmam que petista quer conter “lucros excessivos” de empresários e proteger consumidores (Folha de São Paulo 19 de maio de 2014)

Essa matéria me surpreendeu e acho que isso deve ser claramente intriga da oposição. Não é possível que nossa presidenta tenha feito as declarações que a ela são imputadas pela matéria. Se isso fosse verdade, significaria que a presidenta acha que a sua vontade consegue fazer a mágica de reduzir preços, apesar do aumento da proteção comercial no seu governo. Esse trecho não pode ser verdade:

“No início de seu mandato, em 2011, Dilma Rousseff fez uma cobrança dura à equipe: na sua opinião, eles não estavam fazendo nada para segurar o aumento, considerado por ela “exagerado”, das passagens aéreas. Ao ouvir de assessores que os preços do setor são livres, a presidente, irritada, gritou: “Isso é coisa de tucano”. Foi então lembrada que a última normatização sobre a área havia sido feita em 2006 –no governo Lula, portanto.”

(3) Custos do PAC disparam na gestão Dilma (Valor Econômico 19 de maio de 2014). Como isso pode ser possível se o PAC foi concebido para melhorar o planejamento e o acompanhamento das obras públicas? A matéria fala que:

“Na contramão dos atrasos recorrentes em seus cronogramas de execução, o orçamento das “megaobras” da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) disparou nos quase três anos e meio de mandato da presidente Dilma Rousseff. Falhas em projetos de engenharia, aditivos contratuais, compensações socioambientais acima das estimativas iniciais e até reajustes salariais de trabalhadores superiores à inflação fizeram o valor total de 12 grandes empreendimentos subir R$ 42,7 bilhões desde dezembro de 2010.”

Isso não pode ser verdade. Será? Bom, espero que a matéria esteja errada. Mas uma coisa me deixou com uma pulga atrás da orelha. Uma grande empreiteira brasileira recentemente terminou um novo estudo sobre o custo do Trem de Alta Velocidade. Custo sem a desapropriação das terras? R$ 85 bilhões. O governo acredita que pode fazer por menos. A ver. Mas se esse projeto sair, eu de fato vou para o time dos pessimistas.

(4) Para ajudar no superávit, governo tenta segurar R$ 1,32 bi do PIS: Campanha publicitária para incentivar a retirada do benefício é suspensa (Jornal O Globo 16 de maio de 2014).

Que o governo terá MUITA dificuldade para entregar a meta do primário de 1,9% do PIB este ano já se sabe. Agora segurar os recursos do pagamento do abono salarial para melhorar o resultado primário de apenas um mês é um desespero muito além do que eu esperava. Segundo a matéria:

“O prazo para o recebimento do abono encerra no dia 30 de junho. Em anos anteriores, o governo fez campanhas publicitárias para alertar as pessoas a procurarem as agências da Caixa Econômica Federal e sacar o dinheiro dentro do prazo. Este ano, em março, o Ministério do Trabalho iniciou os preparativos da campanha publicitária, mas ela foi suspensa. De acordo com integrantes do governo, a orientação partiu do Ministério da Fazenda e o objetivo é reservar os recursos para compor o superávit primário, economia que o governo faz para o pagamento dos juros da dívida.”

O ministério da fazenda negou tal prática, mas as fontes da matéria do jornal são funcionários do próprio governo. Ficou o dito pelo não dito e vamos torcer para que isso não seja verdade.

(5) CCJ aprova aumento acima do teto para juízes e membros do MP: Presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa defendeu criação de adicional por tempo de serviço. (Congresso em Foco)

A minha visão pessoal como economista, por favor não me processem por divulgar minha opinião, é que o teto vale para todo mundo. Mas hoje a CCJ aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o pagamento de adicional por tempo de serviço a juízes e membros do Ministério Público da União, dos estados e do Distrito Federal. A concessão do benefício permitirá que essas categorias recebam acima do teto constitucional, fixado atualmente em R$ 29,4 mil.

Mas hoje também o Ministro do STF, Marco Aurélio Mello, reviu liminar que havia concedido e mandou suspender os supersalários no Congresso Nacional (clique aqui). Ou seja, cria-se uma gratificação para permitir que juízes e membros do Min. Público possam ganhar acima do teto e no mesmo dia um Ministro do STF manda cortar os salários dos 1.800 funcionários do Congresso Nacional que recebem acima do teto?

Qual a mensagem que fica? Que todos os demais funcionários públicos devem lutar por gratificações por adicional por tempo de serviço como fez os juízes e membros MP para que as demais carreiras possam furar o teto constitucional de R$ 29,4 mil.

Justiça seja feita. Neste caso, ao contrário dos demais, os senadores do PT votaram contra, bem como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Mas o PMDB votou a favor e a emenda foi apresentada pelo senador Gim Argello (PTB-DF).

(6) PF diz haver suspeita de atuação de ‘organização criminosa’ na Petrobras (Folha de São Paulo 21 de maio de 2014).

Para terminar a rodada de noticias malucas que ando lendo, matéria da Folha de São Paulo afirma que: “Relatório da Polícia Federal que faz parte do inquérito que apura a compra da refinaria de Pasadena (EUA) afirma haver a suspeita da existência de uma “organização criminosa no seio da empresa Petrobras” que patrocinaria desvio de recursos públicos para o exterior e consequente “retorno de numerário via empresas offshore”.

Vamos torcer para que o relatório da Polícia Federal esteja errado e que a suspeita de uma organização criminosa no seio da empresa Petrobras não se confirme. Uma coisa no entanto podemos confirmar.

Alguém deste governo teve uma excelente ideia de aumentar excessivamente a exigência de conteúdo nacional dos investimentos no Pré Sal, atrasar os reajustes do preço dos combustíveis, ocasionado um problema na geração de caixa da Petrobras e levando a empresa a um super endividamento que superou US$ 100 bilhões no primeiro trimestre deste ano – uma dívida equivalente a quatro vezes sua geração de caixa operacional – leiam aqui o post do excelente blog de noticias de mercado do jornalista Geraldo Samor da VEJA mercados. Como fala corretamente o colunista: “A Petrobras não precisa ser privatizada. Só de voltar a pertencer ao Brasil, a ação já valeria o dobro.”

Mas nessa confusão sobre a Petrobras só não entendi uma coisa. Acho que escutei alguém do governo falar que a oposição queria destruir a Petrobras (clique aqui). Eu não sabia que era a oposição que nomeava os diretores e presidente da Petrobras. Eu também não sabia que era a oposição que determinava a política de reajuste dos preços combustíveis. Que oposição é esta?

Acho que a melhor coisa a fazer para ficar otimista é assistir Dora Aventureira ou Diego com o meu filho de três anos. Pelo menos nesses casos tenho certeza que a Dora vai conseguir passar pelos obstáculos do mapa e o Diego vai ter sucesso em salvar o animal em perigo.

Boa Noite!

 

 

 

Indústria e Desenvolvimento do Brasil – FGV/EESP e FGV/IBRE

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Escola de Economia de São Paulo – EESP e o Instituto Brasileiro de Economia – IBRE da Fundação Getulio Vargas – FGV convidam para o Seminário “Indústria e Desenvolvimento do Brasil“.

Uma indústria diversificada e competitiva é condição necessária para o desenvolvimento produtivo do Brasil nos próximos anos. Quais são as estratégias possíveis para que esse setor retome sua relevância no processo de crescimento econômico? Diversos especialistas sobre o tema buscarão responder esta indagação.

O evento acontece entre os dias 26 (segunda-feira) e 27 (terça-feira) de maio de 2014, na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas – Auditório EESP.

Local

Auditório EESP – Rua Itapeva, 474 – 6º andar – São Paulo

Programa

Veja a programação

Informações adicionais

Mais informações acessewww.fgv.br/eesp

Inscrições através do e-maileventos.economia@fgv.br

Apoio

Escola de Economia de São Paulo – EESP 

Instituto Brasileiro de Economia – IBRE

Lançamento de Livros – Brasilia

Quem estiver em Brasilia nesta sexta-feira, dia 16 de maio de 2014, compareçam ao restaurante Carpe Diem na 104 Sul à partir das 18:30 hs para o lançamento do livro do economista Marcos Mendes e outro livro do economista Raul Velloso, Paulo Springer e Omar Abbud. Eu pretendo passar por lá e, claro, comprar um exemplar de cada. Já dei uma lida no livro do Marcos Mendes, uma versão em PDF que ele próprio me enviou, e está fascinante.

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