Racionamento de energia: 2014 ou 2015?

Todos os relatórios de bancos que estão chegando na minha caixa de entrada apontam para o crescente risco de racionamento neste ou no próximo ano.

No final deste mês essa perspectiva ficará ainda mais clara, pois o ONS esperava que o nível de reservatórios no Sudeste terminasse o mês superior a 40% da capacidade para evitar o risco do racionamento. Agora a aposta é que ficará em 37% e ninguém espera que as chuvas fora de época recuperem a capacidade dos reservatórios. Assim, cresce o risco de racionamento.

Lá fora, os relatórios já começaram a apontar abertamente para o maior risco de racionamento e até para a possibilidade de recessão em 2015. Veja a chamada do mais novo relatório da Eurasia:

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11 pensamentos sobre “Racionamento de energia: 2014 ou 2015?

  1. Terá que ser em 2014, pois os reservatórios atualmente estão em 37%, não devem subir mto mais que isso até o fim do mês, e de maio até outubro cairão PELO MENOS 20 p.p. (mesmo com todas as térmicas ligadas), e nesse nível, algumas usinas poderão estar até mesmo secas, sem capacidade de girar as máquinas, reduzindo assim a capacidade máxima instantânea de se gerar energia (necessária pra aguentar os horários de pico).

    Se o governo não começar o racionamento agora, quando chegar em novembro poderá já ter passado a V1, sem condições de chegar a V2. Aí a situação vai complicar.

    • Para você ver. Talvez eles ainda estejam no grupo que acredita que segundo governo Dilma será melhor pelo efeito aprendizado.

      • Quando uma frase começa com “engraçado”…

        Enfim, noticiário de hoje nos principais jornais enfatizando que Dilma se ganhar vai propor metas mais reais.
        Incluindo inflação no centro da meta, superávit primário real, Tombini no BC e fim da criatividade contábil.

        Não estamos mal e parece que Dilma tem identificado onde está errando, só falta corrigir.

        Adendo, se olharmos alguns pilares do GCI – WEF, aplicados ao Brasil, temos alguns indicadores que cabem somente ao governo melhorar:
        Pilar de instituições:
        Diversion of public funds;
        Public trust in politicians
        Wastefulness of government spending
        Burden of government regulation
        Transparency of government policymaking
        Business costs of crime and violence
        Organized crime

        Infra:
        Quality of overall infrastructure
        Quality of roads
        Quality of railroad infrastructure
        Quality of port infrastructure
        Quality of air transport infrastructure

        Macroeconomico:
        Gross national savings, % GDP
        Inflation, annual % change
        General government debt, % GDP

        São os itens de maior urgência e colocariam o Brasil no eixo da competitividade (igual a China por exemplo).

      • O problema é o “só falta corrigir”. Isso não será fácil porque seria a antítese do governo Dilma 1. E muita gente do próprio PT dúvida que a presidenta escutaria o seu ministro da fazenda. Essa é a grande dúvida.

  2. Pois é, o que mais me preocupa é a inépcia quanto às reformas.

    Finalmente depois de vários anos, o governo percebeu que sem a iniciativa privada a infraestrutura não iria avançar, logo privatizou em um ano o que não fez em 10, antes tarde do que nunca.

    A defesa da ideologia mais parece uma desculpa para a complacência e status quo do que qualquer outra coisa, se é a ideologia o driver, então que se copie a China, 7,5% a.a. de crescimento e todo o investimento em infra.

    Ao meu ver estamos perdendo uma chance de ouro, jamais neste país se obteve 87% do congresso pertencendo a base governista, era o momento certo das reformas, dos ajustes fiscais e tributários que garantiriam o crescimento talvez não perpétuo mas bem longínquo. Agora o único instrumento para tudo parece ser a política monetária, coitado do BC, assistem às atrocidades dos poderes executivos e legislativo, sofrem interferência para baixar a SELIC e ainda tem que segurar a economia brasileira.

    Uma pena….

  3. Como não reformou de 2011 a 2014, difícil crer que tome medidas impopulares (energia, juros, câmbio, inflação) às vésperas de eleições, onde tem alguma chance de vitória. O volume de problemas na economia e na política tornam qq. proposta de reforma uma simples intenção. O problema real será do marketólogo e não dos planejadores econômicos, ou dos ideólogos. Das oposições não dá para falar nada ainda. Parecem estar esperando as primeiras pesquisas de popularidade quando as candidaturas estiverem postas. Ai, já será tarde demais. Governo sem saída e oposições sem propostas, implicam em vitória do Governo. Afinal, até perder as eleições é ele quem tem a caneta. Simples.

  4. Num suposto novo mandato da Dilma, ela não mudará. Tem sua cabeça já formada, conceitos(?) definidos aliado a sua teimosia e onipotência. Aliás, a esperança do Brasil reside na consolidação de queda que as pesquisas apontam. Haverá segundo turno.

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