Indústria e Desenvolvimento Produtivo do Brasil – FGV

Anotem na agenda. Nos dias 26 e 27 de maio de 2014 haverá um grande debate na FGV de São Paulo sobre política industrial. Essa é uma iniciativa conjunta da Escola de Economia da FGV-SP e do IBRE/FGV-RJ. O evento é aberto ao público e contará com vários economistas com visões diferentes sobre política industrial.

A ideia é que todos expositores escrevam algumas poucas páginas sobre o tema que abordará no seminário e depois finalizem o texto para o capítulo de um livro sobre o tema. Acredito que por reunir um grupo tão diverso e com visões diferentes, este seminário tem tudo para ser muito bom.

O objetivo de uma iniciativa deste tipo não é criar consensos, mas forçar a todos que participam deste debate a mostrar de forma mais clara suas ideias, levantar perguntas e mostrar a evidências para suas teses.  Segue a lista dos palestrantes abaixo e depois coloco aqui em data mais próxima ao evento a programação final. Mas anotem na agenda: dias 26 e 27 de maio de 2014.

Painel de abertura

Coordenador:

  • Luiz Schymura (IBRE)

Participantes:

  • Yoshiaki Nakano (EESP)
  • João Carlos Ferraz (BNDES)
  • Rodrigo Loures (FIESP)

Indústria e Desenvolvimento Econômico

  • Coordenação: Nelson Marconi (EESP)
  • David Kupfer (UFRJ e BNDES)
  • Francisco Eduardo Pires de Souza (UFRJ e BNDES)
  • Rogerio Cesar de Souza (IEDI) e Cristina Reis (UFABC)

Política Macroeconômica e Desenvolvimento Industrial

  • Coordenação: Nelson Barbosa (EESP)
  • Luiz Carlos Bresser-Pereira (EESP)
  • Samuel Pessoa (IBRE)
  • José Luis Oreiro (UFRJ)

Comércio Exterior e Desenvolvimento Industrial

  • Coordenação: Nelson Marconi (EESP)
  • Vera Thorstensen e Lucas Ferraz (EESP)
  • Lia Valls (IBRE)
  • Eliane Araujo (UEM)
  • Celio Hiratuka (Unicamp)

Inovação e Competitividade Industrial

  • Coordenação: Laura Carvalho (EESP)
  • Mariano Laplane (Unicamp e CGEE)
  • João de Negri (IPEA e FINEP)
  • Gustavo Britto (UFMG)
  • José Eduardo Cassiolato (UFRJ)

Avaliação de Instrumentos de Política Industrial

  • Coordenação: Mauricio Canêdo Pinheiro (IBRE)
  • Mansueto Almeida (IPEA)
  • Jose Ricardo Roriz Coelho (FIESP)
  • Marcelo Miterhof (BNDES)

Estrutura Industrial e Competitividade

  • Coordenação: Laura Carvalho (EESP)
  • Regis Bonelli (IBRE)
  • Fabio Freitas e Marta Castilho (UFRJ)
  • Fernando Sarti (UNICAMP)

Desenvolvimento Produtivo além da Indústria

  • Coordenação: Nelson Barbosa (EESP)
  • Angelo Costa Gurgel (EESP)
  • Jorge Arbache (UnB e BNDES)
  • Lucas Ferraz (EESP)
  • Carlos Frederico Rocha (UFRJ)

Um pensamento sobre “Indústria e Desenvolvimento Produtivo do Brasil – FGV

  1. O problema da industria brasileira é o excesso de protecionismo. Como o cambio ficou baixo, o governo aumentou as tarifas de importação e mesmo impostos domesticos. Agora com a elevação do cambio os produtos ficaram muito caros.
    Se desvalorizarmos o cambio para proteger a industria de bens finais, a sua produçào tera ainda que pagar preços muito alto pelas materias primas ( aço por exemplo) que o produto final não sera exportado e mesmo competitivo com as importações.
    Alem das tarifas de importação e dos impostos internos, o setor industrial tem que pagar salarios que foram aumentados. (setor de serviços aumentou os salarios).
    Alem do mais, a infraestrutura do pais é pior que de 1980. Estradas cheias, portos com grande filas de espera aumentam o custo de produçào.
    Para resolver o problema da industria temos que partir do presuposto que não devemos produzir tudo,mas apenas aqueles bens onde poderemos produzir para exportaçào.
    É um plano para varios anos, onde teremos que comunicar a sociedade que os impostos diminuirão um pouco cada ano, e só aqueles com produtividade terào condições de sobreviver no futuro.
    Enfim o problema é a produtividade do setor industrial que tem que ser melhorada, e muito.
    Quando entrei na faculdade de economia ouvia muitos professores dizerem que tinhamos que proteger a industria infante. O problema é que depois de 50 anos elas continuam infantes e precisando de muitos subsidios para continuar produzindo.

    TEMOS QUE AUMENTAR A PRODUTIVIDADE DA INDUSTRIA SENÀO SEREMOS UM PAIS AGRICOLA COM CUSTOS ALTOS PORQUE A INFRAESTRUTURA É PESSIMA.

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