O difícil ajuste fiscal

A nova carta do IBRE-FGV está espetacular e mostra os dilemas envolvidos no ajuste fiscal para o próximo presidente ou presidenta. Leiam o relatório aqui.

Não haverá decisões fáceis e, quanto mais adiarmos, mais difícil será recuperar a confiança dos investidores e retomar a trajetória de redução da dívida e da taxa de juros.

A pergunta que todo mundo no mercado se faz é: será que todos têm percepção do tamanho do problema? Ao invés de cobrar um plano de ajuste claro da oposição, que não é governo, os jornalistas deveriam pressionar mais o governo para explicar a situação e não aceitar o “nada a declarar”.

O “nada a declarar” é a forma mais conveniente de não sabe o que falar frente a perguntas inconvenientes de jornalistas que serão cada vez mais frequentes.

4 pensamentos sobre “O difícil ajuste fiscal

  1. Estamos virtualmente perdidos. Com um primário REAL perto do zero, e gastos com juros subindo perto dos 6% do PIB no fim desse ano, temos uma bomba termonuclear em forma de déficit nominal sob nossos pés pronta pra jogar o país de volta às trevas.
    Daí, passadas as eleições, o próximo presidente vai ter que ser estilo jack bauer, e desarmar a bomba em 10s, ou, na prática, em poucos meses vai ter que dizer como vamos retomar um primário de 150 bilhões, saindo do atual virtual zero, sendo que essa quantia dá uns 10% de toda a arrecadação federal, e, sendo que o governo não consegue nem cortar vento direito, no orçamento. AH e tem ainda a conta das térmicas que vai dá uns 30 bi esse ano, já que não choveu e o país vai ter que manter todas trabalhando inverno inteiro e ainda torcer os dedinhos pra não faltar luz.

    Realmente, Dilma rousseff pode se considerar, sem margens para questionamentos, a pior presidente da história do Brasil.

  2. As vezes eu quero que o PT vença (com Dilma ou Lula), para eles colherem politicamente os erros do passado. O meu medo é a oposição vencer e ficar, nos anos vindouros, com a culpa dos erros da gestão recente desastrosa.

    • Mais 4 anos deles e o golpe branco estará consolidado. Ninguém mais tira. Precisamos urgente de um partido com ideologia de direita a frente do país. Espero que o Novo faça este trabalho.

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