5 pensamentos sobre “Entrevista à CBN

  1. Ouvi a parte final, pois estava num congestionamento voltando de um evento Campinas. Muito boa a entrevista, como sempre. Abs. Roberto Macedo

  2. Excelente entrevista!

    Como tocou no assunto da previdência, creio que já deve ter lido os ótimos livros do Fabio Giambiagi.

    Infelizmente, no meio jurídico, tais considerações ainda são solenemente ignoradas. Não creio em reforma trabalhista ou previdenciária sem que ocorra uma mudança drástica do cenário acadêmico.

  3. Mansueto

    Talvez esta não seja a sua praia, mas mesmo assim pergunto: o que você pensa a respeito das privatizações dos aeroportos?. O Galeão foi arrematado por R$ 19,018 bilhões. No total das privatizações, o governo levou uma bela grana.

    Que destino o governo pode ou deve dar à dinheirama?

    Como (prazos) as empresas vencedoras vão pagar o que arremataram?

    O que vai deste montante para investimento no setor aeroportuário, sobretudo o não privatizado?

    Parte disso pode ou vai entrar para o cálculo do primário?

    A Infraero é sócia obrigatória com 49%. Isto quer dizer que ela vai ter de bancar 49% dos investimentos nos aeroportos.

    Qual o orçamento da Infraero para investimento hoje? A quantas anda a execução deste orçamento?

    Dei uma olhada rápida e vi:

    Infraero terá de explicar cortes no orçamento

    A Infraero terá de explicar em audiência pública na Câmara dos Deputados os cortes nos contratos de manutenção preventiva dos aeroportos sob sua gestão. […] A empresa projeta um prejuízo operacional de R$ 391,1 milhões em 2013, ante lucro operacional de R$ 594,2 milhões no ano passado.

    De acordo com a Infraero, o desequilíbrio em suas contas é reflexo da concessão dos aeroportos de Brasília (DF), Viracopos (SP) e Guarulhos (SP) à iniciativa privada, em 2012. Os três aeroportos respondiam por 38% da receita da estatal. Agora, a empresa recebe apenas o proporcional à sua participação de 49% e deve arcar proporcionalmente com os altos investimentos nas unidades concedidas.” ESP, 26/10/2013

    Se a receita caiu devido às primeiras privatizações, não entendo como a situação financeira não vai piorar depois desta última (Galeão:

    O que gostaria de saber é se a Infraero vai dar conta de atender às demandas dos aeroportos não privatizados e à obrigação de entrar com 49% dos investimentos nos privatizados.

  4. Mansueto, a discussão a respeito de termos um superavit primário maior ou menor ao tudo indica será, ou melhor, está sendo deslocada da hierarquia da política econômica brasileira. Pelo fato objetivo que as demandas públicas ( da sociedade ) vem ganhando corpo e presença política. As manifestações populares de junho/julho bem demonstram e corroboram isso.

    Ou seja, se teremos um superavit primário de 1,5 ou de 2%, ou ainda de 3,1% do PIB é uma agenda superada, e que vem sido utilizada pela elite conservadora brasileira como instrumento político.

    Não estou defendendo política fiscal laxista de maneira alguma. Apenas afirmo que a sociedade vem optando por um modelo de bem estar social que implica maiores gastos, e maiores receitas, por consequência. Isso é fato.

    Relativamente à Previdência Oficial, como vc disse na entrevista, haverá, em algum momento num futuro não muito distante um sério ajuste . Creio que será alicerçado, primordialmente, na idade mínima de aposentadoria. Talvez 70 anos de idade para homens e mulheres, ou algo parecido. Ou aumento no percentual de contribuição, reajustes moderados no salário mínimo. O fato é ocorrerá, concordo.

    Vejo como mais prioritário ajustar a conta de juros que consome 5% do PIB para a classe rentista. Para isso, precisaremos jogar a inflação para algo bem baixo. Com os investimentos produtivos ( oferta ) voltando a se nivelar à demanda agregada, além da desindexação de vários contratos que ainda são reajustados pela inflação passada, e de uma espécie de expurgo (criação de regras) de aumentos sazonais ( alimentos, p. exemplo),
    Esse cenário aponta uma consistente queda dos juros básicos, e aí poderemos aliviar em grande parte nossa dificuldade orçamentária.

    O importante dessa discussão é captarmos a idéia de que há espaço para compatibilizarmos os investimentos produtivos e sociais que a sociedade brasileira vem reivindicando e o equilíbrio orçamentário requerido, com inflação bem comportada, propiciando ambiente favorável para que aumentemos a velocidade de crescimento do PIB.

    A política de concessões de serviços públicos produtivos, a partilha do pré-sal, vem ocorrendo com relativo sucesso, o que vislumbra a desmontagem dos gargalos que impactam negativamente nossa produtividade.

    E o próprio volume de IDE continua firme —- o que demonstra que o investidor enxerga a economia brasileira com bom retorno a longo prazo.

    Um abraço

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