Entrevista ao Jornal Brasil Econômico

Brasil Economico

 

Na semana passada dei uma longa entrevista no jornal Brasil Econômico que foi publicada hoje. A entrevista pode ser lida na página do jornal na internet (clique aqui). Na entrevista falamos de muita coisa desde inflação ao problema de competitividade da indústria. Em especial, critico muito o problema da transparência fiscal:

“….o governo optou, na última semana do ano (2012), na véspera de um feriado, por adotar uma série de medidas. Todo mundo do governo desapareceu para dar explicações sobre o que estava acontecendo. A sociedade ficou sem saber o que eram aquelas medidas, tomadas apenas para cumprir a meta do superávit primário. Esse tipo de ação sem transparência e sem uma comunicação efetiva com a sociedade é muito ruim para a credibilidade da política econômica.”

Enfim é uma longa entrevista (disponível na internet). Eu gostaria de estar um pouco mais otimista, mas por enquanto, como falo na entrevista: “A gente vai ficar em banho-maria, com alguma agenda positiva na área de concessões, como o leilão dos campos do pré-sal. Quem quer que ganhe a eleição no próximo ano, logo depois da eleição vai ter uma agenda muito difícil“.

Em resumo, os nossos grandes problemas de hoje são os mesmos de cinco anos atrás (carga tributária elevada, excesso de impostos, baixa qualidade da educação, baixo investimento em inovação, baixo investimento em infraestrutura, etc.) , mas em uma conjuntura econômica que piorou muito nos últimos 3-4 anos.

6 pensamentos sobre “Entrevista ao Jornal Brasil Econômico

  1. Apesar de que foi mencionado na entrevista, acho que não se deu suficiente ênfase ao fato do governo ignorar por tanto tempo o problema da degradação da infraestrutura. Agora acontece justamente com o único setor dinâmico da economia, a agricultura, o que foi previsto há tanto tempo, ou seja, as dificuldades e custos exorbitantes para transportar, armazenar e exportar a produção. Imagine quanto maiores seriam as exportações, e menores os enormes desperdícios em toda a cadeia logística (pense por ex. apenas nas filas intermináveis de caminhões) se a infraestrutura tivesse acompanhado a modernização do setor!

  2. “O senhor comunga da ideia de que o governo abandonou o tripé macroeconômico de câmbio flutuante, meta de inflação e superávit primário?”
    “Não diria que abandonou….”
    Que conversa furada é essa, Mansueto?
    Abandonou sim senhor!
    Do antigo tripé formado pela meta de inflação, câmbio flexível e meta de superávit primário que
    vigorou desde 1999, não subsiste mais nada.

  3. O jornal Brasil Econômico é ligado a um grupo português ligado a José Dirceu (o do mensalão). O grupo português é o OnGoing que já está no Brasil: é acionista minoritário (29,1%) da empresa Ejesa, que edita os jornais “Brasil Econômico”, “O Dia”, “Marca” e “Meia Hora”. Seria um jornal que a esquerda brasileira estaria utilizando para catapultar o projeto de implantação do ‘socialismo do século XXI’ na América Latina?

    • De conspiração furada em conspiração furada chegamos, um dia, a um lugar comum (o projeto do Foro de São Paulo, capitaneado pelo Lula et caterva). O que mais me intriga é que boa parte da imprensa, para não dizer toda,que se diz alternativa, vive de dinheiro público (Petrobras, BB, Caixa etc), regiamente ‘doado’ pelo poder de plantão (que sai do meu, do seu, do nosso bolso). Aliás, tem governantes de partidos de oposição que que também doam e são bem tratados. Os que não doam viram alvo de depredações morais e físicas, ao estilo da mídina ninja e dos Capilés da vida (Fora do Eixo). Esse tipo de jornalismo foi criado na Sicília e chegou a ser muito influente em Chicago na década de 20 do século passado. Afinal, as eleições já estão no forno, certo?

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