Seminário: O Descalabro Fiscal – 06 de junho de 2013

Para aqueles que se interessam pelo tema fiscal, na próxima quinta-feira , dia 06 de junho, vou participar de um debate no Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, na FAAP, em São Paulo., junto com o economista Marcos Lisboa do INSPER e com a correspondente da revista The Economist, no Brasil, Helen Joyce.

Quem tiver interesse em participar deve se inscrever na página do instituto Fernand Braudel (clique aqui). Acho que o debate será muito interessante.

Seminário

4 pensamentos sobre “Seminário: O Descalabro Fiscal – 06 de junho de 2013

  1. Caro Mansueto, copio e colo mensagem postada por mim em seu último texto que fala em conjuntura e pessimismo:

    A propósito da polêmica discussão acerca da situação fiscal brasileira, uma interessante tese defendida pelo economista Samuel Pessoa (FGV), da qual compartilho, passa pela abordagem do modelo econômico/social adotado pela sociedade brasileira ( políticos e população), a partir da promulgação da Constituição de 1988, e que leva em conta uma “espécie de recuperação, de reconhecimento, ou de compensação”, dado que imensa parcela da população ficou marginalizada do processo social nas décadas em que o País foi dirigido pela última ditadura militar, Daí a política de proteção social adotada pós-88, basicamente através de políticas de transferências de renda diversas.

    Ou seja, atualmente, o nível de gastos sociais é bastante rígido, dado que o cidadão/eleitor brasileiro tem optado democraticamente por este modelo de proteção social, tendo como contrapartida baixo nível de poupança e investimento.

    Essa perspectiva do processo social brasileiro ajuda a compreender o comportamento da população, em geral. Salvo uma “catástrofe econômico/social” — o que nada, por hora, sinaliza—o atual modelo deverá prevalecer ainda por um bom tempo. Ou seja, Dilma deverá ser reeleita.

    Ao mesmo tempo, que nada impede que Dilma (e sua equipe) faça alterações no sentido incentivar e criar condições para um maior nível de investimento, particularmente na infra-estrutura física, além de aumentar nossa capacidade interna de oferta, em geral, com efeitos benignos no nível de preços, e na produtividade, em geral.

    E parece que tudo leva a indicar que o governo Dilma despertou, e vem procurando fazer o ajuste no mix gasto social e investimento, dando maior peso a este último.

  2. respondi o seu texto lá no outro post. Mas concordo que esse é um debate politico – o mix de gasto fiscal é um debate político. O meu ponto na apresentação que vou fazer é apenas explicitar os dados e mostrar algumas despesas que não estão sendo contabilizadas.

    Mas o crescimento da despesa primária no Brasil é mais estrutural do que conjuntural – todos os presidentes desde 1990 deixaram o Palácio do Planalto com um gasto maior.

    O agravante do governo atual foi talvez criar programas novos sem ter criado o espaço fiscal para isso o que significou queda do primário. Dado que o investimento ainda não aumentou como deveria, vamos ter ainda outra queda do primário pela frente.

    O que sempre enfatizo nas minhas palestras sobre o tema é que o debate fiscal é um debate politico – mas com as regras atuais não há como estabilizar a despesa primária (% do PIB).

    Abs,

  3. Concordo inteiramente, Mansueto. O debate sobre o gasto fiscal é, realmente, um debate político.

    A óbvia percepção é que o PT ( com o PMDB, e outros menos votados, a reboque ) vem usando o “gasto social” como instrumento para criar um ambiente de bem-estar social na população. Nada contra. Até louvável, dado que o objetivo do partido político deve ser esse mesmo. Num país emergente, mais ainda.

    Agora —- como vc bem situa a queda do superavit primário —- estamos vivenciando um esgotamento, ou talvez, um descontrole desse modelo, baseado em transferência de renda ( pós-Constituição de 88 ). E aí que — assim esperamos — Dilma e sua equipe priorize uma transição carreando mais recursos, projetos, etc..etc.. para o investimento, particularmente a infra-estrutura física ( portos, estradas, aeroportos e ferrovias ), etc……

    O desafio do Governo Dilma é fazer e bem conduzir essa transição, ou seja, ao mesmo tempo em que terá que priorizar o investimento, não poderá deixar que o “pacto social” acima referido se esvaia ( ou fique relegado….. ), sob pena de colocar em risco sua reeleição. E, ainda tendo que controlar a aceleração inflacionária……….

    Um abraço

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