Argentina: o ministro da economia fugiu.

Essa entrevista do Ministro da Economia na Argentina (ver vídeo abaixo) é mais um triste episódio do governo da presidente Cristina Kichner. Ao ser indagado sobre o problema da inflação, o ministro se enrola todo e, no final, pede para que a entrevista seja interrompida com a seguinte frase: “me quiero ir!” e depois ainda fala que a verdade sobre a estatística oficial da Argentina é “complexa”.

No Brasil não chegamos neste ponto, mas se as mudanças fiscais continuarem no ritmo que vão, em algum momento, alguma autoridade em Brasília dirá: desculpe, quero sair. Espero que isso nunca aconteça.

11 pensamentos sobre “Argentina: o ministro da economia fugiu.

  1. Se cavarmos um pouco mais na memória, descobriremos que outros também “fugiram” na década de 1990 na América Latina e não explicaram muitas coisas até hoje.

  2. Se a memória não me engana, é do Drunkeinesian a seguinte classificação: “Existem basicamente 4 tipos de países. Os centrais, os periféricos, Japão e Argentina. 🙂

    • Grato pela correção. Citei de memória e talvez porque Drunkeinesian me parece um cara que não perde o bom humor mesmo quando está bravo.

  3. O conjunto de governos bolivarianos na América do Sul funcionam de forma mais orquestrada do que parece. Vide os ataques simultâneos à imprensa, a sistematização do assistencialismo, as fraudes eleitorais na Venezuela que assustaram o PT e, consequente desse último susto, o avanço da tropa de choque parlamentar sobre as instituições da esfera judicial, imitando ipsis literis o que acaba de acontecer na Argentina. O argumento é o mesmíssimo: juiz não foi eleito então tem menor envergadura que o parlamentar escolhido pelo povo. Pelo menos de minha parte, eu não autorizei meus representantes a alimentarem sonho de Golpe de Estado de quem quer que seja!

  4. O que mais me incomoda eh que a esquerda anticapitalista vai sair ilesa deste periodo que estamos vivendo. Quando sair do poder deixando um pais quebrado vai estufar o peito e dizer que eh tudo culpo do capitalismo selvagem e dos estrangeiros malvados. E daqui a vinte anos Dilma e sua equipe vao estar dando conselhos a o novo governo anticapitalista no poder e sendo elogiados como sabios e respeitados.

    Esta estrutura educacional (escolas, universidades) e social (sindicatos, movimentos sociais, estudantis, politicos) que produz pessoas anticapitalistas no pais eh forte e parece ser uma praga semelhante a que os paises de populacao islamica sofrem em relacao ao fundamentalismo religioso.

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