Algumas indicações de leitura.

Não dá mais tempo para fazer análises econômicas neste último dia do ano, mas seguem algumas sugestões de leituras.

A primeira é a entrevista do economista José Roberto Mendonça de Barros (MB Associados) ao jornal o Estado de São Paulo publicado na seção “Direto da Fonte” da Sonia Racy hoje (clique aqui). A entrevista do professor José Roberto Mendonça de Barros, que não poderia ser diferente, está muito boa e clara. Quero destacar o seguinte trecho:

“O crescimento será baixo em qualquer circunstância. O que acabou acontecendo é que isso está levando a uma reflexão cada vez maior. Nossa percepção é clara: não adianta nada bombar a demanda se houver problema na oferta.”

Outra boa entrevista recente foi do economista Régis Bonelli (IBRE-FGV) – clique aqui. Quero destacar o seguinte trecho:

“A solução é o investimento público! De alguma forma tem que ser viabilizado. Seja pela via de mais concessões ao setor privado, melhores e mais rentáveis, seja pelo lado do investimento público direto. Soltar as amarras do investimento público. Acho que este governo vai acabar adotando uma dose de pragmatismo maior do que tem adotado até agora.”

Uma terceira entrevista é a do economista Kenneth Rogoff foi publicada na edição da semana do Natal na revista Bloomberg Businessweek (clique aqui) sobre perspectivas para o crescimento dos EUA em 2013. A entrevista completa ao jornalista Charlie Rose pode ser assistida na internet (clique aqui). Quero destacar nesta entrevista a seguinte sentença sobre o risco dos EUA caminharem para a situação de elevado endividamento e baixo crescimento que tem caracterizado a economia japonesa por mais de uma década:

“Historically, when you start getting debt levels up at 90 percent and 100 percent of income, you’re in very rarefied air. And those debt levels have been associated with lower growth—not falling off a cliff, not Greece—but lower growth on a sustained basis. It can hold back your growth for decades. I think it’s hyperbole to say that the U.S. is going to become Greece. But it’s not hyperbole to compare us to Japan and wonder if we’d get stuck in this slow-growth quagmire.”

E para terminar, o artigo do professor Greg Mankiw (Wishful Thinking and Middle-Class Taxes) publicado na edição de domingo (30/12/2012) no The New York Times (clique aqui) no qual defende que o problema fiscal dos EUA não será solucionado apenas com aumento dos impostos para as famílias mais ricas. Segundo o professor, a classe média terá também que pagar mais impostos e/ou programas sociais precisarão ser cortados.

Um pensamento sobre “Algumas indicações de leitura.

  1. Mankiw é um ideologo. Não haveria deficit nos EUA se as políticas do governo Bush, do qual ele participou, não tivessem carcomido os superavits do Clinton. Não são as políticas sociais que são incompativels com o equilíbrio fiscal- A Europa do Norte está ai para provar- e sim a obsessão com baixa dos impostos.

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