Cotas para universidades públicas. É uma boa idéia?

Ontem, o Senado Federal aprovou Projeto de Lei que reserva metade das vagas de universidades federais e escolas técnicas para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. O texto prevê também que as cotas devem ser prioritariamente ocupadas por negros, pardos ou índios.

De acordo com levantamento da Folha nas 59 instituições federais, há hoje 52.190 vagas reservadas, de um total de 244.263. Com o projeto, as vagas reservadas pelo sistema de cotas iria para 122.131 (aumento de 134%).

Acho louvável que se busque reduzir desigualdades com ações afirmativas como o sistema de cotas, mas a forma que se faz isso no Brasil é a meu ver temerária. No Reino Unido há um intenso debate desde o ano passado sobre sistema de cotas para alunos de escolas públicas nas melhores universidades do país (clique aqui). É verdade que, em 2011, na Inglaterra, quase 60% dos alunos que ingressaram na famosa Universidade de Cambridge vieram de escolas públicas (a meta da universidade era 70%). Mas antes de defender o mesmo para o Brasil, olhem a qualidade do ensino público lá e aqui

O economista italiano e professor de Chicago, Luigi Zingales, no seu mais novo livro “A capitalism for the people” escreve no prefácio sobre a Itália que: “In a country full of privileges based on birth, the Left, instead of fighting for equality of starting points, fought to eliminate all selection mechanisms, viewing them as discriminatory against the have-nots. One consequence of this was that universities were not selective in admissions. Regardless of your grades, you could get into any college you wanted, forcing all colleges toward lower standards. The unintended consequence of this egalitarianism was that it produced an undifferentiated mass of mostly ignorant graduates.”

Confesso que em um país como o Brasil no qual o ensino público fundamental e médio são, em geral, de baixa qualidade, tenho receio que uma quota de 50% das vagas de universidades públicas funcione muito mais para reduzir a qualidade do ensino superior ao invés de promover maior igualdade.

O lógico seria a meu ver fortalecer o ensino público fundamental e médio antes de forçar as universidades públicas reservarem 50% de suas vagas para alunos de escolas públicas. Será que 50% das vagas do ITA serão também reservadas para alunos de escolas públicas, prioritariamente, para negros, pardos ou índios? O ITA é uma instituição de ensino superior do governo federal.

Não sou contra políticas que promovam igualdade de oportunidades e politicas distributivas. Mas sem melhorar a qualidade do ensino público fundamental e médio, o resultado dessa medida de cotas para universidades será a piora na qualidade do ensino superior. As boas universidades privadas e fundações como PUC, INSPER e FGV agradecem, pois seus cursos passarão a ser mais atrativos bem como o valor de mercado dos seus alunos. De fato, o efeito dessa medida poderá ser fortalecer o ensino superior privado de qualidade. Talvez neste caso funcione.

29 pensamentos sobre “Cotas para universidades públicas. É uma boa idéia?

  1. É mais fácil fazer uma lei colocando “na marra” os alunos das escolas públicas nas universidades do que investir na qualidade do ensino de base. Devem se esquecer de que a Universidade Pública também está capenga e precisando de investimentos.

  2. Existe algum estudo que diga que alunos provenientes de escolas públicas tem desempenho no curso superior inferior a alunos de escolas particulares?
    Eu observei algo diferente durante minha graduação.
    Não acho que cotas sejam a solução definitva para a questão da desigualdade, mas por outro lado até hoje não vi argumentos que me convensam a tomar uma posição contra.

  3. não contra cotas, mas cotas por etnia no Brasil não tem como funcionar, é ridiculo, por exemplo se meus avôs forem negro, pardo, índio e amarelo, e eu nasci branco. Geneticamente eu tenho direito as cotas, mas por ser branco não tenho. O brasil é uma grande mistura de raças e cotas por raça eu acho ridiculo. Se tu entra em uma universidade sem usar as cotas e você encontra um “negro, pardo, índio, amarelo, verde, azul, roxo, etc” você diz: “claro né com cota é fácil de entrar”. Essas cotas dá quase para fazer uma comparação com cota para deficiente. Se colocam essas cotas e algum individuo “negro, pardo, índio, amarelo, verde, azul, roxo, etc” entra pela cota está assumindo e atestando que são inferiores aos outros que não usaram as cotas.
    Parece coisa de apartheid e raça ariana com peso de consciência social: “vamos dá uma oportunidade para raças menos inteligentes!” chega a ser ridiculo.
    Se for cotas por renda social, aí sim eu concordo, mesmo a contra gosto, mas concordo. Pois o certo é governo melhorar a educação fundamental e média do país e não ficar fazendo “maquiagens”.

    Talvez eu possa ter dito algumas coisas erradas, mas no todo a ideia é mais ou menos essa.

  4. Caro Mansueto,
    Acho que seria mais inteligente simplesmente passar a cobrar mensalidade nas universidades públicas e conceder bolsa de estudo para os alunos advindos das escolas públicas, como se faz no Fies/Prouni, condicionado a performance nos estudos. Além do mais, as instituições federais devem “disputar” bolsas adicionais para os melhores alunos egressos do Ensino Médio (mesmo os que estudaram em escolas privada). Penso que esta seria a maneira mais equilibrada para gerar mais oportunidades para os jovens mais pobres sem prejudicar a qualidade das IES públicas “de ponta”.

  5. Eu fiz engenharia no ITA e posso assegurar que quem entra ali é muito acima da média. Se houver cotas para o ITA a qualidade dos aprovados por mérito aumentará ainda mais devido à maior concorrência (o ITA estuda aumentar o número de vagas independentemente dessa regra). Como consequência haverá um desnivelamento ainda maior entre os que entraram por mérito e os por uma regra absurda.

    Ou o ITA terá que nivelar por baixo ou, então, um percentual elevado não passaria no curso (na minha época o percentual era bem inferior a 5%). E as vagas perdidas pela não conclusão do curso, caso prevaleça a última hipótese, teria como consequência a perda de bons engenheiros que poderiam ter entrado por mérito e que fariam muita falta ao país.

    Uma pena!

    • Em relação ao ITA, os militares não cairam nesta armadilha dos 50% de cotas, as cotas não serão aplicadas ao ITA nem ao IME, com a alegação que são ligados ao Ministerio da Defesa, e não ao da Educação (ref. Revista Veja). Isso é mais que prova, que quanto se trata das formações de mais alto nível, quem não é bobo não aposta num sistema de cotas absurdo como o proposto. No mundo inteiro não há situação semelhante.
      Daqui há pouco, vamos ter de aprova cota de 10% para os alunos mais capacitados entrarem!!!
      Sou ex-aluno de escola pública, hoje professor de Instituto Federal, e não entrei no serviço público sem um critério de mérito. Lamento pelo atraso que esta medida vai incorporar a já muito carente educação brasileira.

  6. É um privilégio para solucionar um problema real de nossa sociedade, a má qualidade do ensino público. Qual a relação de formandos em escola públicas e particulares? O privilégio pode ser maior quanto menor for a participação percentual de formandos em escolas públicas. Como medida paliativa por uns 5 anos até que se melhore a qualidade do ensino público é aceitável. Como medida definitiva é um absurdo. Não podemos condenar a escolha por mérito por causa de deficiências do ensino público. Um cursinho grátis para os alunos das escolas públicas seria uma melhor solução.

  7. O ruim dessa questão de cotas, é que ela se baseia na ideia de raças. Fica difícil trabalhar com tal critério, pois, a “raça” por aqui e em outros lugares, é definida por critérios como cor da pele e até tipo de cabelo. Oras, raça só existe a humana. Caraterísticas como cor da pele, tipo de cabelo, formato do nariz, altura e outros aspectos físicos, decorrem da Geografia do local originário das pessoas e seus ascendentes.

    Por exemplo, tanto o ser humano como os macacos, orangotangos e gorilas, têm polegares opostos. Ou seja, se for por tal critério, por que os macacos, orangotangos e gorilas ficariam de fora? Ou será que quem os caça simplesmente para matá-los deveriam ser julgados como se tivesse assassinado um humano? É muito temerário tudo isso.

    O ideal, ou melhor, o possível, seria a universalização e massivo investimento no ensino básico, do berçário ao segundo grau e ensino técnico. A Universidade permaneceria com acesso baseado na meritocracia, bem como a evolução do aluno dentro dela.

    Não simplesmente ser a favor ou ser contra as cotas, dado que o debate, não raro, descamba para a ideologia.
    E são as ideologias que criam as raças e as categorizam.
    Assim, as ideologias não deveriam intervir em critérios de acesso à Educação.

  8. Mansueto, sou um leitor de há muito e poucas vezes discordo tão veemente de um texto seu como o faço agora.
    Não tem como sermos contra um sistema educacional público de qualidade, assim como concordamos que as cotas não devem servir como tapa-buracos da situação – coisa que o governo vem fazendo. Mas, ainda assim, as cotas vêm para aliviar um décimo do problema. Uma reforma no sistema educacional público à nível nacional teria um dispêndio muito grande de tempo, tempo este que o atual aluno da escola pública não dispõe. Portanto, o sistema de cotas é mais uma daquelas nossas soluções malditas, que não deveriam ser necessárias, mas são. O que não podemos tolerar, no entanto, é que essas cotas substituam a urgência de uma reforma no ensino público.

    PS: estamos discutindo acerca das cotas sociais, as raciais sou absolutamente contra.

    • Rodrigo Prado, difícil o governo deixar de lado a ideologização da Educação, das raças, sexo, gênero, renda etc. em quase tudo o que faz.
      Esse sistema de cotas uma vez colocado, será difícil de ser retirado.
      Seria melhor que partisse, o governo, logo para a reforma da Educação.
      Sim, nesse tema tudo é de resultados de longo prazo. Porém iniciando agora, mais uns 50 anos, poderemos ter algo a medir.
      Com as cotas, foi montado todo um arcabouço de coitadismo, que impede que, qualquer tipo de crítica seja considerada.

  9. Caros

    Parafraseando o saudoso Adoniram Barbosa, “duas mariolas e um cigarro Iolanda” para quem conseguir resumir em linguagem compreensível a “RESOLUÇÃO Nº 2, DE 30 DE JANEIRO 2012 que Define Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio” do CNE.

    Ver aqui: http://www.ca.ufsc.br/files/2012/04/rceb002_121.pdf

    A principal barreira para o acesso ao ensino superior não é a que supostamente se acredita será superada pela implantação do famigerado sistema de cotas. A principal barreira é diminuir a evasão no ensino médio. Na evasão, a baixa qualidade tem um forte aliado que é a organização curricular do Ensino Médio. (ver o art 7º).

    Vamos direto ao artigo 14:

    II – No Ensino Médio regular, a duração mínima é de 3 (três) anos, com carga horária mínima total de 2.400 (duas mil e quatrocentas) horas, tendo como referência uma carga horária anual de 800 (oitocentas) horas, distribuídas em pelo menos 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar;

    E se o aluno quiser optar por um ensino médio profissionalizante?

    VI – atendida A FORMAÇÃO GERAL, incluindo a preparação básica para o trabalho, o Ensino Médio PODE preparar para o exercício de profissões técnicas, por integração com a Educação Profissional e Tecnológica, observadas as Diretrizes específicas, com as CARGAS HORÁRIAS MÍNIMAS de: a) 3.200 (três mil e duzentas) horas, no Ensino Médio regular integrado com a Educação Profissional Técnica de Nível Médio;

    Ou seja, o infeliz é penalizado com mais 800 hs. Isto é, está obrigado a fazer mais um ano letivo.

    A realidade:

    “Comecemos com a realidade: muitos dos alunos que vêm da escola pública e entram no ensino médio não conseguem ler e escrever com um mínimo de competência. De fato, 85% chegam com um nível de conhecimentos equivalente ao que seria de se esperar para o 5.º ano. Desse total, 40% se evadem nos dois primeiros anos e menos de 50% concluem os cursos, com média inferior a 4 na prova objetiva do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e acumulando nas costas uma média de um ano e meio de repetência. […]

    E tome legislação: são quatro áreas de conhecimento e nove matérias obrigatórias – apelidadas de “componentes curriculares com especificidades e saberes próprios construídos e sistematizados” -, que são subdivididas, sempre na forma da lei, em 12 disciplinas. Não admira que os alunos abandonem os cursos. Como dizia Anísio Teixeira na década de 50, tudo legal, e tudo muito ruim!

    Mas o pior está por vir. A resolução não define o que seja “educação geral”, mas no inciso V do artigo 14 afirma que “atendida a formação geral, incluindo a preparação básica para o trabalho, o Ensino Médio pode preparar para o exercício de profissões técnicas”. Instrutivo notar que a profissionalização é vista como um “pode”, e não como um caminho natural que alhures é seguido pela maioria. […]

    Difícil imaginar maior desincentivo para a formação profissional. Nos países mais bem-sucedidos em educação os cursos técnicos têm carga horária igual ou menor que o acadêmico. Para valorizar o lado profissionalizante, o texto diz que o “trabalho é conceituado na sua perspectiva ontológica de transformação da natureza, como realização inerente ao ser humano e como mediação do processo de produção da sua existência”. Deu para entender? Traduzindo do javanês, é preciso aumentar a “educação geral”.

    Citei acima artigo de João Batista Araujo e Oliveira, Claudio de Moura Castro e Simon Schwartzman: “O CNE e o pesadelo do ensino médio”. ESP, 08/02/2012.

    Vale ler a íntegra.

    • paulo araujo, realmente, depois desse fragmento de frase…“trabalho é conceituado na sua perspectiva ontológica de transformação da natureza…”, ininteligível, fica difícil.
      Esse sistema educacional precisaria ser alterado urgentemente. Para que, daqui uns 50 anos, possamos ter algo para medir.

  10. Quotas para universidades públicas, é uma boa ideia? Depende. Depende para quem e para que. Do ponto de vista da lógica e do respeito aos direitos individuais é um absurdo tão óbvio que nem mereceria discussão séria. O regime de cotas é racista, no sentido original da palavra, na medida em que determina direitos individualmente realizados com base em critérios de cor da pele e etnia. Quem o defende parece que esquece que a implementação na prática de direitos especiais para pessoas de um certo grupo exige que todas as pessoas sejam positiva e formalmente identificadas como pertencentes ou não àquele grupo. Em breve, nas certidões de nascimento, além do sexo, vai constar também a cor do recém nascido, para uso futuro em direitos (se tudo correr bem, mas pode ser usado de outro jeito também). Quando se diz que “os negros brasileiros” – e cabe uma imensa discussão do que isso significa na verdade – são menos preparados intelectualmente do que os brancos (???) não se está sendo racista e nem preconceituoso. Está se fazendo apenas uma constatação sociológica, constatação aliás que embasa a própria proposta de cotas. Claro, pois se a população negra tivesse o mesmo nível intelectual dos brancos, ninguém estava falando em cotas, e a participação percentual de negros na universidade era a mesma da população em geral. Mas não é. Porém quando se pega um certo Sr. João da Silva, postulante a uma vaga de universidade, e se diz que, baseado na sua cor, ele tem menos chances de ser aprovado e que por isso precisa ser ajudado por um sistemas de cotas, aí sim se está sendo discriminatório e racista. Pois o Sr. João da Silva tem o direito, individual, garantido pela lei apoiado por princípio éticos das pessoas de bem, de não ser discriminado pela sua cor, nem para o bem e nem para o mal, nem quando postula uma vaga a universidade e nem quando busca um emprego. O Sr. João da Silva, que tem a pele um tanto escurinha, tem o direito de ser encarado, até prova em contrário, como sendo tão capaz ou incapaz do que qualquer outro candidato, independente de cor, sexo, religião ou forma de penteado. Agora … para as universidades o regime de cotas pode ser muito bom no longo prazo. Com um processo de seleção enfraquecido pelo sistema de cotas, as universidades públicas ficarão expostas às suas enormes deficiências e às suas mazelas, e terão que encarar o fato de que até então eram “boas” sobretudo (ou apenas) porque de alguma maneira atraiam os bons alunos, e não o contrário. Daí pode nascer alguma luz, pode surgir a oportunidade para que elas mesmas revejam seus conceitos e sua forma de custeio e sustentação. E pode ser a oportunidade para um sistema privado de educação superior de qualidade, com melhores alunos que cobrarão melhores resultados.

  11. Eu acho que, se as universidades são públicas, então o governo pode fazer tudo o que bem entender, desde que nos limites da nossa péssima constituição e respeitando uma aprovação política eleitoreira no Congresso. O problema maior não são as cotas. As cotas são só um efeito. A questão de fundo real é se devemos mesmo ter ensino público. Eu, particularmente, acho que não. E tenho bons motivos para pensar assim, ainda que não os exponha aqui. Mas, acreditem, não é uma questão óbvia. Não precisamos de escolas públicas. Não precisamos de um monte de artefatos públicos que só servem como motivo para jogo político demagógico. O que precisamos mesmo é de empreendedorismo. Mas isso é o mesmo que uma utopia, em se tratando deste país fundado no paternalismo estatal.

    • Acho, digo acho, que o Estado deve ter instituições de ensino.
      Estatais puras ou mistas ou outro arranjo. O problema, no caso, é que parece não haver um planejamento do fundamental: a Educação.
      O que ensinar? Como? Onde? A quem? E seguem várias questões.
      Falta, efetivamente, Educação.

  12. a desigualdade vai aumentar… quem quiser uma faculdade boa, vai ter que pagar bem caro! e quem tem menos dinheiro vai ter uma faculdade pública ruim como teve a escola pública ruim.
    A grande vantagem para o governo é que sem os vestibulares concorridos, se acabam as estatísticas que mostram que os alunos de escolas públicas não conseguem entrar e diminui-se a pressão para melhorar a qualidade do ensino…
    Não dá para importar modelos europeus de cotas! Funciona lá e aqui vai funcionar como propaganda no horário político…

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  14. Montanhas de dinheiro e sistemas de cotas enterrando a meritocracia para o corpo docente e dicente. Seguimos na estrada da Coreia, só que caminhamos para o lado inverso. A esquerda brasileira na sua luta para manter a desigualdade no Brasil. E olhe que a história brasileira tem bons competidores.
    Fernando A.

    • Por favor, estude história. Os africanos são os povos que mais praticaram a escravidão e a discriminação étnica e religiosa durante a história da humanidade. Inclusive praticaram a escravidão no Brasil nos quilombos e como negros livres. Existe atualmente a escravidão em vários países africanos, além da discriminação étnica e religiosa com rivalidades sangrentas. O assunto é longo e a maldade imensa, Quem durante a história da humanidade mais praticou a escravidão e a discriminação étnica e religiosa pode reivindicar direitos pertinentes ? Sofreram injustiças históricas ? São vítimas ? São coitados ? E se os afrodescendentes vivessem na áfrica como seria suas vidas ? Gostariam realmente de viver na África com guerras, escravidão, discriminação étnica e religiosa, ditaduras, miséria, extremismo religioso, alimentando-se de insetos, ratos e de barro. Nascer no Brasil é um grande presente do destino, com enorme assistencialismo, proteção, liberdade física e religiosa, ensino e saúde gratuitos, alimentos em abundância, casas subsidiadas, leis, democracia, oportunidades, empregos, etc. Todos os brasileiros tem direito ao FIES e além disso, existem centenas de milhares de brasileiros que trabalham durante o dia e estudam à noite nas milhares de faculdades com custo acessível espalhadas pelo Brasil. Atualmente no Brasil somente não estuda quem não quer esforçar-se. Os afrodescendentes querem o que há de melhor no ensino sem muito esforço, sem a condição justa e democrática pelo merecimento, pelo mérito.

  15. Mansueto, não há como comparar cotas lá fora e aqui. Temos talvez um dos mecanismos mais impessoais de ingresso na universidade do mundo que é o vestibular (ou ainda o PAS em BSB, que seja).
    Quando a admissão passa por mecanismos menos impessoais as cotas passam a fazer muito sentido. mas aqui se torna discriminação contra os grupos ñão incluídos (sabe lá quem são eles no caos das cotas raciais coma auto-declaração.

  16. SE O GOVERNO BRASILEIRO QUER FAZER A JUSTIÇA SOCIAL NO BRASIL, POR QUE O SISTEMA DE COTAS É MERAMENTE RACIAL E NÃO É REALIZADO DEMOCRATICAMENTE SEGUNDO A CONDIÇÃO SOCIAL DOS BRASILEIROS EM UM PAÍS MULTIRRACIAL CADA VEZ MAIS MISCIGENADO ? OS NEGROS SÃO COITADOS ? SÃO VÍTIMAS ? DEVERIAM SER INDENIZADOS ?POSSUEM DIREITOS PELO MESMO MAL QUE PRATICAM A MILHARES DE ANOS ? OS AFRICANOS SÃO OS POVOS QUE MAIS PRATICARAM A ESCRAVIDÃO E A DISCRIMINAÇÃO ÉTNICA E RELIGIOSA POR PERÍODO DURANTE A HISTÓRIA DA HUMANIDADE.COMO A MILHARES DE ANOS,AINDA OCORRE A ESCRAVIDÃO EM VÁRIOS PAÍSES AFRICANOS. INCLUSIVE PRATICARAM A ESCRAVIDÃO NO BRASIL DURANTE O BRASIL COLÔNIA E IMPÉRIO, NOS QUILOMBOS E ADQUIRINDO ESCRAVOS QUANDO LIVRES. E SE OS AFRODESCENDENTES VIVESSEM NA ÁFRICA,COMO SERIA SUAS VIDAS ?TERIAM AS MESMAS OPORTUNIDADES,PROTEÇÃO,LIBERDADE FÍSICA E RELIGIOSA,SEM GUERRAS,SEM EXTREMISMO,SEM DITADURAS E O ASSISTENCIALISMO QUE EXISTE NO BRASIL ? SERÁ ?

  17. ASSUNTO: DESMISTIFICANDO A HISTÓRIA

    A VERDADEIRA HISTÓRIA CONTADA E NÃO CONTADA
    DO BRASIL E DA ÁFRICA

    SAIBA NO TEXTO ABAIXO PARTE DA VERDADEIRA HISTÓRIA NÃO DIVULGADA NA MÍDIA E NAS ESCOLAS. SE O GOVERNO BRASILEIRO QUER FAZER A JUSTIÇA SOCIAL NO BRASIL (‘’BRASIL, UM PAÍS DE TODOS ”), POR QUE O SISTEMA DE COTAS É MERAMENTE RACIAL E NÃO É REALIZADO DEMOCRATICAMENTE SEGUNDO A CONDIÇÃO SOCIAL DOS BRASILEIROS EM UMA PAÍS MULTIRRACIAL CADA VEZ MAIS MISCIGENADO ? OS NEGROS SÃO COITADOS ? SÃO VÍTIMAS ? DEVERIAM SER INDENIZADOS ? LEIA SOBRE UMA PEQUENA PARTE DA VERDADEIRA HISTÓRIA, DO COMPORTAMENTO, REFLITA E TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES.

    Pesquisas indicam que a civilização humana iniciou-se na África há milhões de anos e começou a emigrar para outros continentes como Ásia e Europa a aproximadamente 100 mil anos. A escravidão iniciou-se na África há milhares de anos (há registros históricos que pelo menos antes do século IV (301 a 400 d.c.) na região do Congo e Núbia, entre outras, já havia intensa escravidão de africanos, muito antes da chegada dos muçulmanos à África a partir do século VII ) e por ser cultural existe até hoje, como por exemplo em Angola, onde ocorre a escravidão para a exploração de diamantes. Outros países como Mauritânia, Chade, Sudão, Níger, Eritreia, Argélia, Líbia, Tunísia, Egito e outros, também praticam atualmente em vários níveis diferentes, várias formas de escravidão. Além disso, existe até hoje a discriminação étnica, subdividindo as etnias em grupos superiores e inferiores em escala decrescente. Grupos classificados como inferiores não podem assumir o poder dentro do próprio país de origem e estão condenados à submissão e a miséria. Após a invasão muçulmana na África a partir do século VII, tropas muçulmanas repletas de negros, invadiram a Europa e escravizaram milhões de pessoas, desde oito séculos antes da chegada dos europeus à África, havendo um intenso comércio de escravos brancos europeus, sendo a maioria oriunda da região do Mar Cáspio, Bálcãs e da Grécia. Mais atualmente, nas décadas principalmente de 1960 a 1980, milhões de africanos foram dizimados por grupos africanos auto considerados “superiores”, que ao assumirem o poder tornaram-se ditadores e utilizaram seus exércitos para covardemente assassinarem em massa seus irmãos (tribos rivais, por diferenças religiosas e os etnicamente considerados inferiores). Tudo isso aos olhos do governo americano, que não se importava desde que o ditador estivesse ao seu lado e impedisse a expansão comunista durante a guerra-fria. Grande parte das armas que mataram os africanos foram vendidas pela indústria bélica americana que faturou milhões de dólares (aliás, a indústria bélica americana já ajudou a eleger muitos presidentes

    americanos marionetes que promoveram após a 2ª Guerra Mundial muitas guerras pelo mundo. Promover guerras é uma necessidade econômica da indústria bélica americana que fatura bilhões de dólares e é cíclica. A última com início em 20/03/2003 foi a vergonhosa invenção do armamento nuclear Iraquiano em nome da liberdade mundial. A Guerra do Afeganistão iniciou-se antes, em 07/10/2001 e perdura até hoje). Além disso, voltando ao assunto, existe na África a discriminação religiosa entre cristãos e muçulmanos que periodicamente massacram-se. Existem atualmente vários países com revoluções internas, com o extermínio de milhões de pessoas e levando os sobreviventes à miséria absoluta. Ainda na África atual, certas tribos africanas muçulmanas praticam a mutilação genital em meninas a partir dos 8 anos. O clitóris é retirado através de gilete e sem anestesia para que as mulheres adultas não tenham direito ao prazer sexual, um direito somente reservado aos homens. Alguns podem defender a idéia de que tal comportamento é cultural, mas a mutilação fere os princípios humanitários dos direitos humanos e estão contra os ensinamentos da religião muçulmana. Somente na África muçulmana é praticada essa insana barbárie. Há ainda na África, a discriminação contra os africanos albinos, que por não serem aceitos, vivem completamente isolados. No Brasil, no século XIX, o estado mais rico era o de Minas Gerais, devido ainda a extração de ouro e de diamantes. Um terço dos escravos eram de propriedade de ex-escravos, o que era muito, uma vez que o número de ex-escravos era pequeno em relação aos homens brancos com poder. Chica da Silva (1732-1796) foi escrava alforriada pelo senhor amante e viveu em Diamantina (Mg). Tinha posses e boa posição social, era dona de muitos escravos e tratava-os com muita crueldade. Muitos ex-escravos alforriados tornaram-se mascates, alfaiates, pequenos comerciantes e até donos de terras. Eram livres, mas muitos devido a sua cultura escravagista oriunda da África, também eram donos de escravos. Capitães do Mato eram mulatos ou negros alforriados que capturavam ou matavam seus irmãos através de recompensas ou como empregados dos donos de terras. Mas havia também escravos de confiança que realizavam a captura ou a morte. Existe ainda, o mito de que a origem e a existência dos quilombos eram para defender o ideal de liberdade. Sim, mas de uma pequena minoria aliada ao poder do quilombo. Em todos os quilombos existia por ser cultural o sistema de escravidão. Os escravos fugitivos pertencentes às tribos rivais, os etnicamente considerados inferiores e com diversidade religiosa, ao chegarem aos quilombos procurando proteção e liberdade, eram escravizados pelos líderes para executarem os trabalhos de subsistência. Na cultura africana tribal as mulheres são as únicas que trabalham e nesse caso seriam também escravas sexuais. Os homens livres das tribos africanas apenas caçavam, geralmente tinham uma esposa legítima e quando podiam várias escravas sexuais. Somente teriam direito aos filhos das escravas, sendo os filhos da esposa pertencentes à família materna. Zumbi dos Palmares nasceu livre em 1655 em Palmares/Al, mas foi capturado aos 06 anos tornando-se escravo. Fugitivo aos 15 anos, voltou para sua terra natal refugiando-se no Quilombo dos Palmares. Assumiu posteriormente o poder aos 25 anos, assassinando o líder Ganga Zumba envenenado. Ao contrário de Ganga Zumba não possuía linhagem real tribal africana, auto intitulou-se rei e governou com mão de ferro para manter-se no poder. Foi tirano, cruel com seus irmãos e nenhum pouco democrata, tendo escravos e escravas a seu bel-prazer, através do sistema de escravidão que mantinha no quilombo. Liderou e lutou contra os portugueses para não tornar-se novamente escravo e obviamente para defender seu poder de rei, mantendo dessa forma a escravidão no quilombo, embora lutasse contra a sua própria. Como outras grandes mentiras da história do Brasil, tornou-se personagem bem feitor. Hoje com a data de sua morte (20 de novembro) comemora-se o Dia da Consciência Negra. No Haiti, os negros escravizados uniram-se pela absolvição e independência do país (colônia francesa). Após a independência (1701/1804), ocorreu a grande segregação e muitos negros

    considerados inimigos tribais ou considerados inferiores etnicamente, foram vendidos como escravos pelos grupos que assumiram o poder, principalmente às colônias espanholas e francesas do Caribe. Quando da intervenção, principalmente da Inglaterra ao tráfico de escravos, alguns líderes tribais africanos foram em comissão à Europa tentar reclamar e reverter a proibição ao tráfico, devido à perda de seus enormes lucros. Na áfrica como a milhares de anos, quando somente líderes tribais, suas famílias e outros poucos escolhidos usufruíam das benécias do poder, também hoje poucos africanos que pertencem à elite de seus países gozam dos mesmos privilégios e riquezas da era moderna, deixando a maioria da população de seus países condenados à pobreza ou à miséria, num continente onde vivem mais de um bilhão de pessoas. Além disso, existem ainda hoje na África muitos países em guerra, com vários governos ditadores e muitas vezes sanguinários. Em vários países africanos predomina a religião muçulmana, sendo a maioria dominada por grupos radicais islâmicos extremistas que praticam o terrorismo e governam com mão de ferro. Em Angola devido as consequências da guerra civil, por exemplo, além de outros países africanos, existem milhões de pessoas mutiladas pela guerra e pelas milhões de minas terrestres ainda espalhadas. Muitas ainda sofrerão extremamente, pelos vários conflitos existentes e pelas guerras em andamento pouco divulgadas do continente. Ainda em Angola, um país miserável e devastado pela guerra, somente como exemplo de vários, além do serviço de saúde, o ensino é pago e muito precário, proporcionando sofrimento e o analfabetismo a quase toda a população. Segundo a ONU, dos vinte piores países do planeta para se nascer e viver, dezenove estão na África, sendo que o pior país é a Nigéria. Esta é apenas uma pequena citação ressumida dos acontecimentos que ocorreram e ocorrem na história. A realidade é ainda muito maior e infelizmente triste. Muitos não gostam de divulgar ou de saber a verdade e se revoltam, se machucam, quando a mentira ou a omissão dos fatos justificam suas crenças, interesses pessoais e políticos ou ideologias. Moral da história: “ Todos os povos foram escravizados na história da humanidade. Todos são vítimas e vilões. Os africanos são tão vítimas como vilões. Aliás, ninguém escravizou por tanto tempo na história da humanidade quanto os africanos (a escravidão na África é milenar). Os africanos escravizam seus irmãos até hoje em vários países do seu próprio continente, embora na África do Sul os brancos quando estavam no poder a tenham acabado faz tempo. São os povos que mais escravizaram por período na história da humanidade. Ainda ocorre a discriminação étnica, religiosa e rivalidades tribais sangrentas, além de uma imensa desigualdade social com quase cerca de um bilhão de pessoas, onde uma minoria usufrui sozinha do poder e da riqueza. Existem ainda, grupos extremistas islâmicos e inúmeros ditadores, muitas vezes sanguinários. Através da contra-informação procuram esconder a verdade e vender a idéia de que o negro somente foi vítima, um pobre coitado na história da humanidade, de que o branco foi o único escravocrata e discriminador, devendo envergonhar-se sozinho. É uma grande verdade, se não fosse sozinho e não menos do que outros grandes discriminadores, desiguais e maldosos escravagistas da história “. (caso não acredite, pesquise)

    Lista cronológica de guerras do século XXI na África:
    • 2001-presente: Guerra ao Terrorismo
    • 1997-presente: Terrorismo islâmico no Egito
    • 2002-presente: Insurgência islâmica no Magreb
    • 2002-presente: Operação Liberdade Duradoura – Chifre da África
    • 2006: Ascensão da União das Cortes Islâmicas
    • 2006 – 2009: Guerra da Etiópia na Somália
    • 2007 – atual: Operação Liberdade Duradoura – Trans Saara
    • 2009 – atual: Guerra civil islâmica na Somália
    • 2009 – atual: Insurgência na Nigéria
    • 2002 – 2003: Guerra civil da Costa do Marfim
    • 2003-presente: Conflito em Darfur
    • 2004: Confrontos franco-marfinense de 2004
    • 2004 – presente: Conflito no Delta do Níger
    • 2004-presente: Guerra Civil na República Centro-Africana
    • 2004-presente: Conflito de Kivu
    • 2005-presente: Guerra Civil no Chade
    • 2005 – 2008: Insurgência no Monte Elgon
    • 2007-presente: Segunda Revolta Tuaregue
    • 2007 – 2008: Crise queniana
    • 2008: Invasão de Anjouan de 2008
    • 2008: Conflito fronteiriço Djibuti-Eritreia
    • Outras a partir de 2008.

    O RACISMO ÀS AVESSAS

    No Brasil atualmente ocorre o racismo às avessas que é o repúdio à própria raça. É um racismo velado, alguém dificilmente assume, as pessoas aparentam serem politicamente corretas, mas o praticam silenciosamente. Afrodescendentes quando tem a oportunidade de adquirem a ascensão social e econômica, na sua grande maioria procuram aproximarem-se e formar famílias com pessoas da raça branca com o principal objetivo de promover o clareamento familiar. Isso é notório e facilmente observado entre os cantores e jogadores de futebol bem sucedidos que na sua maioria casa-se com mulheres brancas, sendo preferencialmente escolhidas mulheres loiras de olhos claros. O mesmo também acontece com a maioria das mulheres bem sucedidas que tem o objetivo de fugir de suas origens e procuram ter filhos com características físicas da raça branca. Além disso, muitas mulheres procuram alterar suas características fenotípicas como clarear e alisar os cabelos ou ainda afinar o nariz. Outras, ainda evitam tomar banho de sol para aparentarem uma pele mais clara e em casos mais extremos utilizam até produtos farmacêuticos. A maioria dos homens não aceita as características naturais de seu cabelo e o raspam totalmente e permanentemente. É um comportamento notório praticado por muitos afrodescendentes brasileiros, principalmente com nível sócio-econômico elevado, mas também ocorre nas outras classes sociais e basta ser apenas observado. É uma triste realidade silenciosa.

    INDAGAÇÕES PARA REFLEXÃO:

    SE O GOVERNO BRASILEIRO QUER FAZER A JUSTIÇA SOCIAL NO BRASIL, POR QUE O SISTEMA DE COTAS É MERAMENTE RACIAL E NÃO É REALIZADO DEMOCRATICAMENTE SEGUNDO A CONDIÇÃO SOCIAL DOS BRASILEIROS EM UMA PAÍS MULTIRRACIAL CADA VEZ MAIS MISCIGENADO ? OS NEGROS SÃO COITADOS ? SÃO VÍTIMAS ? DEVERIAM SER INDENIZADOS ? POSSUEM DIREITOS PELO MESMO MAL QUE PRATICAM A MILHARES DE ANOS ? OS AFRICANOS SÃO OS POVOS QUE MAIS PRATICARAM A ESCRAVIDÃO E A DISCRIMINAÇÃO ÉTNICA E RELIGIOSA POR PERÍODO DURANTE A HISTÓRIA DA HUMANIDADE. COMO A MILHARES DE ANOS, AINDA OCORRE A ESCRAVIDÃO EM VÁRIOS PAÍSES AFRICANOS. INCLUSIVE PRATICARAM A ESCRAVIDÃO NO BRASIL DURANTE O BRASIL COLÔNIA E IMPÉRIO, NOS QUILOMBOS E COMO NEGROS LIVRES QUANDO PODIAM. SEGUNDO A ONU DOS VINTE PIORES PAÍSES DO PLANETA PARA NASCER E VIVER DEZENOVE ESTÃO NA ÁFRICA. O PIOR PAÍS É A NIGÉRIA. ATÉ EM ANGOLA QUE É UM PAÍS SUBMISERÁVEL E AINDA MANTÉM O REGIME DE ESCRAVIDÃO, O ENSINO É PAGO. EM VÁRIOS PAÍSES AFRICANOS PREVALECE A RELIGIÃO MUÇULMANA E MUITOS SÃO DOMINADOS POR GRUPOS RADICAIS ISLÂMICOS EXTREMISTAS QUE PRATICAM O TERRORISMO E GOVERNAM COM MÃO DE FERRO. MILHÕES DE PESSOAS NA ÁFRICA SOBREVIVEM EM CONDIÇÕES SUBMISERÁVEIS ALIMENTANDO-SE DE INSETOS, RATOS E ATÉ DE BARRO. ATUALMENTE EXISTEM VÁRIOS PAÍSES AFRICANOS COM GUERRAS INTERNAS E EXTERNAS SANGRENTAS. A MÉDIA DE VIDA ATUAL NA ÁFRICA É DE 32 ANOS (A MESMA DA ÉPOCA DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL) E A MÉDIA DE VIDA NO BRASIL É DE 74 ANOS. E SE OS AFRODESCENDENTES VIVESSEM NA ÁFRICA, COMO SERIA SUAS VIDAS ? GOSTARIAM DE VIVER EM QUALQUER PAÍS DA ÁFRICA COMO EM QUALQUER ESTADO DO BRASIL ? VIVERIAM MELHOR DO QUE NO BRASIL , COM A MESMA IGUALDADE RELIGIOSA, COM O MESMO ASSISTENCIALISMO, COM MENOR DISCRIMINAÇÃO ÉTNICA E RACIAL, SEM GUERRAS, SEM ESCRAVIDÃO, SEM TERRORISMO, COM MELHORES LEIS TRABALHISTAS E CONDIÇÕES DE TRABALHO, COM UM MELHOR SISTEMA EDUCACIONAL E DE SAÚDE . COMO NO BRASIL, ANDARIAM LIVREMENTE PELAS RUAS EM TODOS OS PAÍSES DO CONTINENTE AFRICANO E NÃO TERIAM VÁRIOS GOVERNOS DITADORES, MUITAS VEZES SANGUINÁRIOS ? USUFRUIRIAM IGUALMENTE E GRATUITAMENTE DE TODO O CONHECIMENTO E TECNOLOGIA DISPONÍVEIS FACILMENTE NO BRASIL ? TERIAM ALIMENTOS EM ABUNDÂNCIA E MENOR MISÉRIA ? TERIAM A DISPOSIÇÃO MILHÕES DE CASAS POPULARES SUBSIDIADAS PELO GOVERNO ? NA ÁFRICA HÁ AS MESMAS OPORTUNIDADES
    QUE NO BRASIL ? SERÁ ? SERIAM TAMBÉM PROTEGIDOS POR UMA CONSTITUIÇÃO COMO A DO BRASIL ? PARA OS AFRODESCENDENTES, NASCER E VIVER NO BRASIL NÃO É UM GRANDE PRESENTE DO DESTINO, COM PROTEÇÃO, SEM GUERRAS, COM LIBERDADE FÍSICA E RELIGIOSA, COM UM SISTEMA DE SAÚDE E EDUCAÇÃO GRATUITOS, COM CONSTITUIÇÃO E LEIS, EMPREGOS, CASAS SUBSIDIADAS, OPORTUNIDADES, ALIMENTOS EM ABUNDÂNCIA E MUITO ASSISTENCIALISMO OU SERIA MELHOR VIVER NA ÁFRICA, PRIMITIVA, MISERÁVEL, VIOLENTA, COM ESCRAVIDÃO, COM GUERRAS, COM EXTREMISMO RELIGIOSO, COM DISCRIMINAÇÃO ÉTNICA E RELIGIOSA, SEM OPORTUNIDADES, UMA TERRA DE NINGUÉM OU DE UMA MINORIA COM PODER ? PODE ATÉ PARECER UM ABSURDO, MAS SERÁ QUE OS AFRODESCENDENTES BRASILEIROS QUE SE JULGAM INJUSTIÇADOS SÃO VERDADEIROS E GOSTARIAM REALMENTE QUE NÃO TIVESSE OCORRIDO A ESCRAVIDÃO NO BRASIL, PROPORCIONANDO-LHES OUTRO DESTINO DE NASCER E VIVER NA ÁFRICA ? EM UMA REAL DEMOCRACIA EM QUE TODOS DEVEM TER OS MESMOS DIREITOS E DEVERES, AS PESSOAS DEVEM SER PREMIADAS ATRAVÉS DO SEU ESFORÇO, PELO MÉRITO OU DEVEM SER BENEFICIADAS E PRIVILEGIADAS APENAS PELA DECLARAÇÃO DE SUA APARÊNCIA AO I.B.G.E. ? NO BRASIL, UM PAÍS MULTIRRACIAL, GENETICAMENTE MISCIGENADO, ONDE EXISTEM TODOS OS POVOS E RAÇAS, QUEM É REALMENTE NEGRO OU BRANCO ? COMO SERES HUMANOS QUE SOMOS, DEVEMOS NOS TRATAR COMO IGUAIS OU DESIGUAIS PELA APARÊNCIA ? O GOVERNO BRASILEIRO ESTÁ DISCRIMINANDO OFICIALMENTE AS PESSOAS DE APARÊNCIA BRANCA ? SE O SISTEMA DE COTAS FOSSE A FAVOR DAS PESSOAS DE APARÊNCIA BRANCA SERIA RACISMO ? POR QUE OS AFRODESCENDENTES E O MINISTÉRIO DA IGUALDADE RACIAL NÃO ERGUEM A MESMA BANDEIRA DE CONDENAÇÃO À DISCRIMINAÇÃO E AO RACISMO E CONDENAM A FORMA DISCRIMINATÓRIA E RACIAL DO MODELO DO SISTEMA DE COTAS ? SE LUTAM PELA IGUALDADE E CONTRA A DISCRIMINAÇÃO, POR QUE NÃO DEFENDEM O SISTEMA DE COTAS PELA CONDIÇÃO SOCIAL DOS BRASILEIROS ? ATÉ OS ÍNDIOS INICIALMENTE ESTAVAM FORA DO SISTEMA DE COTAS E TIVERAM QUE PROTESTAR PARA SEREM INCLUÍDOS. OS AFRODESCENDENTES REIVINDICAM A IGUALDADE OU COMO NA ÁFRICA QUEREM O PODER ABSOLUTO ? A PARTIR DE AGORA NO BRASIL, NASCER POBRE E COM APARÊNCIA BRANCA É ESTAR CONDENADO SOZINHO E SEM OPORTUNIDADES PELO DESTINO ? SE O GOVERNO BRASILEIRO TEM O OBJETIVO DE REALIZAR A JUSTIÇA SOCIAL , PORQUE O SISTEMA DE COTAS NÃO É DISTRIBUIDO SEGUNDO A CONDIÇÃO SOCIAL DOS BRASILEIROS, INDEPENDENTE DE SUA APARÊNCIA FÍSICA OU ASCENDÊNCIA RACIAL ? FAVORECER APENAS NEGROS, PARDOS E ÍNDIOS É PROMOVER A DEMOCRACIA, A IGUALDADE E A JUSTIÇA SOCIAL ENTRE AS PESSOAS EM UM PAÍS MULTIRRACIAL ? O GOVERNO BRASILEIRO ESTÁ PROMOVENDO O RACISMO, DIFERENCIANDO E BENEFICIANDO AS PESSOAS APENAS PELA APARÊNCIA DE SUA COR ? O GOVERNO BRASILEIRO AO CRIAR O MINISTÉRIO DA IGUALDADE RACIAL QUE NA PRÁTICA DEFENDE OS INTERESSES EXCLUSIVOS DOS DESCENDENTES DA RAÇA NEGRA (NO BRASIL HÁ MUITO POUCOS AFRODESCENDENTES COM ASCENDÊNCIA GENÉTICA ESTRITAMENTE AFRICANA, A MAIORIA ESTÁ MISCIGENADA, SENDO GENETICAMENTE NEGRA, BRANCA E INDÍGENA), ESTÁ DESCUMPRINDO A CONSTITUIÇÃO QUE PROÍBE QUALQUER APOLOGIA RACIAL E GARANTE ATRAVÉS DA DEMOCRACIA A IGUALDADE EM TODOS OS NÍVEIS ?
    POR QUE O DIREITO A COTAS PARA OS AFRODESCENDENTES QUE SÃO ALUNOS DO ENSINO MÉDIO DE INSTITUIÇÕES FEDERAIS COM EDUCAÇÃO DE ALTA QUALIDADE, COMO COLÉGIOS MILITARES E CENTENAS DE OUTROS COLÉGIOS FEDERAIS ? É JUSTO PESSOAS QUE TEM ACESSO À EDUCAÇÃO DE BOA QUALIDADE, EM CONDIÇÕES SEMELHANTES OU ATÉ MELHORES, OCUPAREM COM UMA MENOR NOTA A VAGA DE OUTRA PESSOA MAIS DEDICADA ?
    COLÉGIOS MILITARES DO EXÉRCITO (TOTAL:12), COLUNI – Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (VIÇOSA/MG), INST DE APLIC FERNANDO R DA SILVEIRA CAP-UERJ (RIO DE JANEIRO/RJ), ESC POLITECNICA DE SAUDE JOAQUIM VENANCI (RIO DE JANEIRO/RJ), INSTITUTO FEDERAL DE EDUCACAO CIENCIA E TECNOLOGIA DE SAO PAULO (SÃO PAULO/SP), COLEGIO DE APLICACAO DO CE DA UFPE (RECIFE/CE), COLEGIO POLITECNICO DA UNIV FED DE STA MARIA (SANTA MARIA/RS), ESCOLA PREPARATORIA DE CADETES DO AR (BARBACENA/MG), INSTITUTO FEDERAL DE EDUCACAO CIENCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA (SALVADOR/BA), COLEGIO TECNICO UNIVERSITARIO (JUIZ DE FORA/MG), COLEGIO PEDRO II (RIO DE JANEIRO/RJ), CENTRO FEDERAL DE EDUCACAO TECNOLOGICA DE MINAS GERAIS – CAMPUS I (BELO HORIZONTE/MG), NSTITUTO FEDERAL DE EDUCACAO CIENCIA E TECNOLOGIA DO RIO DE JANEIRO CAMPUS MARACANA (RIO DE JANEIRO/RJ), COL DE APLIC DA UNIV FED DO RIO DE JANEIRO(RIO DE JANEIRO/RJ), INSTITUTO FEDERAL DE EDUCACAO CIENCIA E TECNOLOGIA DO RN CAMPUS MOSSORO(MOSSORÓ/RN), INSTITUTO FEDERAL DE EDUCACAO CIENCIA E TECNOLOGIA DE SAO PAULO- CAMPUS CUBATAO (CUBATÃO/SP), CENTRO FEDERAL TECNOLOGICO DO CEARA CEFET(FORTALEZA/CE), CEFET CELSO SUCKOW DA FONSECA(RIO DE JANEIRO/RJ), COLEGIO PEDRO II UNID HUMAITA II (RIO DE JANEIRO/RJ), COLEGIO TECNICO E INDUSTRIAL DE UNESP(GUARATINGUETÁ/SP), PRESIDENTE VARGAS ETE(MOGI DAS CRUZES/SP), INSTITUTO FEDERAL DE EDUCACAO CIENCIA E TECNOLOGIA DO MARANHAO CAMPUS SAO LUIS-MONTE CASTELO(SÃO LUÍS/MA), IFES-CAMPUS DE VITORIA(VITÓRIA/ES), COLEGIO PEDRO II UNIDADE ESCOLAR DESCENTRALIZADA DE NITEROI (NITERÓI/RJ), ETEC AMIM JUNDI(OSWALDO CRUZ/SP), COLEGIO TECNICO DE LORENA (LORENA/SP), COLTEC-COLEGIO TECNICO DO CENTRO PEDAGOGICO DA UFMG (BELO HORIZONTE/MG), PAULINIA ESCOLA TECNICA(PAULÍNES/SP) , CEFET-MG-UNED DIVINOPOLIS (DIVINÓPOLIS/MG), UNIVERSIDADE TECNOLOGICA FEDERAL DO PARANA (PATO BRANCO/PN)), COLEGIO PEDRO II – UNID REALENGO(RIO DE JANEIRO/RJ), ARMANDO BAYEUX DA SILVA PROF ETE(RIO CLARO/SP), CAMPINAS COLEGIO TECNICO DE UNICAMP(CAMPINAS/SP), COL TEC INDUSTRIAL PROF ISAAC PORTAL ROLDAN UNESP(BAURU/SP) E MUITAS OUTRAS.

    SE O FIES PROPORCIONA O ACESSO DE TODOS ÀS FACULDADES, POR QUE O SISTEMA DE COTAS É EXCLUSIVO PARA OS AFRODESCENDENTES E INDÍGENAS FORA DA CONDIÇÃO PELO MÉRITO ? QUEREM EXCLUSIVIDADE, PRIVILÉGIOS E O MELHOR SEM ESFORÇO ?

    EXISTEM NO BRASIL CENTENAS DE MILHARES DE PESSOAS DE BAIXO PODER AQUISITIVO QUE TRABALHAM DURANTE O DIA E CURSAM FACULDADES À NOITE COM CUSTO ACESSÍVEL E DISPONÍVEIS COM QUASE TODAS AS ESPECIALIDADES PROFISSIONAIS. NO BRASIL ATUAL SOMENTE NÃO ESTUDA QUEM NÃO SE ESFORÇA.

    EM NOME DA JUSTIÇA SOCIAL , DA IGUALDADE DE OPORTUNIDADES, DA DEMOCRACIA E DA IGUALDADE RACIAL EM UM PAÍS CADA VEZ MAIS MISCIGENADO, SE HOUVER O SISTEMA DE COTAS NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS E ESTADUAIS BRASILEIRAS FORA DA CONDIÇÃO PELO MÉRITO, A DISTRIBUIÇÃO DAS VAGAS DEVE SER REALIZADA EXCLUSIVAMENTE CONFORME A CONDIÇÃO SOCIAL DOS BRASILEIROS.

    “ BRASIL, UM PAÍS DE TODOS ”, OU MELHOR, “ BRASIL UM PAÍS DEMOCRÁTICO PARA* TODOS “ OS BRASILEIROS PROVENIENTES E DESCENDENTES DE QUALQUER RAÇA, ETNIA, CLASSE SOCIAL, CONDIÇÃO INTELECTUAL E PROFISSIONAL, COMPORTAMENTO SEXUAL E RELIGIÃO)

    * PARA TODOS: RESPEITO, IGUALDADE,

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