Entrevista à AE Broadcast

Como nesta semana estou sem tempo algum para escrever, talvez interesse para alguns a entrevista que dei para a AE Broadcast na segunda-feira. A entrevista foi ao vivo com chamadas pelo Broadcast. Foi uma entrevista de 30 minutos e descontraida.

Como aqueles que não são do mercado financeiro ou de empresas não têm acesso à Broadcast, reproduzo aqui o contéudo da entrevista. Quando comecei a ler as matérias nem sabia que tinha falado tanto.  Gostei muito do bate papo com os reportéres do Estado de São Paulo que me entrevistaram: Beatriz Abreu; Adriana Fernandes; e Eduardo Cucolo.

Coloco em seguida as várias chamadas que foram transmitidas pelo AE Broadcast.

11:47 MANSUETO: ADMITINDO OU NÃO, GOVERNO CAMINHA PARA REDUZIR A META DE SUPERÁVIT

Brasília, 23/07/2012 – O governo está caminhando para a redução da meta de superávit primário das contas do setor público para aumentar os investimentos. A avaliação é do economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas. Em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo, Mansueto destacou que, no entanto, o governo deveria tentar cumprir a chamada meta cheia de superávit para não “amarrar as mãos” do Banco Central na condução da política monetária.

“Quer o governo admita ou não estamos caminhando para esse cenário. Porque não há muito espaço para aumentar o investimento público. Aumentar o investimento em R$ 2 bilhões ou R$ 3 bilhões não é muito complicado. É possível fazer isso sem risco de cumprimento da meta cheia. Mas, se governo quiser aumentar em R$ 10 bilhões, com certeza terá que reduzir a meta. E estamos caminhando para isso”, avaliou o economista.

Segundo ele, o governo vai se esforçar para conseguir esse cenário, mas a incerteza que se cria é com relação à inflação e à taxa de juros, quando a economia estiver crescendo mais rápido. “Todo mundo espera um PIB crescendo de 3,5% a 4% em 2013. A inflação vai ser maior, o BC vai ter de reverter um pouco a política de juros. Nesse cenário, se você reduz o primário, terá pressão adicional na demanda agregada”, argumentou.

Na sua avaliação, a “micro administração da demanda” que está sendo feita pela equipe econômica é que torna o cenário muito incerto, como ocorreu em 2009 e 2010. “O governo adotou medidas de expansão de demanda em 2009 que começaram a ter efeito em 2010, que começou com a economia superaquecida.” (Beatriz Abreu; Adriana Fernandes; e Eduardo Cucolo)

Ouça a entrevista: AE Broadcast Ao Vivo