Lula diz que não será cortado “nenhum centavo” do PAC

Hoje à tarde foi divulgado pela agência de notícias Reuters que o presidente Lula disse que não será cortado “nenhum centavo” do PAC, em reação à declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o esforço fiscal que será feito a partir do primeiro ano do governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, afetaria obras do PAC,

Para o presidente:  “Não acredito que a gente tenha necessidade de cortar nenhum centavo do PAC, mas temos que manter a inflação sob controle, a estabilidade econômica, e nós precisamos manter dinheiro para investimento”, afirmou o presidente a jornalistas no Rio de Janeiro. “Se tiver que mexer alguma coisa vai ser em custeio e não em obras para investimento”, acrescentou Lula.

Bom, como podem ver no meu post anterior, é cada vez mais improvável um ajuste fiscal pois o espaço de corte de custeio é mínimo. Estamos falando em fazer ajuste fiscal em cima de uma conta de custeio restrito que não chega a 2% do PIB para um gasto não financeito do governo federal de mais de 18% do PIB. É impossível.

2 pensamentos sobre “Lula diz que não será cortado “nenhum centavo” do PAC

  1. Qual é o limite máximo – se houver – para o adiamento do ajuste fiscal?

    Em quais circunstâncias o governo brasileiro seria obrigado a cortar salários do funcionalismo e custeio da educação e saúde, mesmo considerando a hipótese fantasiosa de um choque de gestão que melhorasse os índices de produtividade?

    Há algum cenário semelhante ao ocorrido com a Grécia? Quais os pressupostos de um default do Estado brasileiro?

  2. Vejamos: “Mais que notório, agora é público e oficial que o regime dos irmãos Castro chegou ao completo colapso econômico. Raúl Castro e o próprio Partido Comunista não só o admitem sem rodeios como preparam um mega-ajuste fiscal para os próximos meses.” apud Blog do Bolívar Lamounier

    Se Cuba vai aplicar um mega-ajuste fiscal para tentar sobreviver como Estado, não estaríamos nós, mesmo no longo prazo e sem o asfixiante modelo cubano, também sujeitos às mesmas regras de
    equilíbrio fiscal?

    Qual o modelo macroeconômico que melhor define o Brasil e o economista que o representa?

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