Por que não transformar o BNDES em um tipo de Banco do Brasil?

O Banco do Brasil (BB) é um banco estatal cujo controle é da União, mas ele não é um banco púbico como é a CEF e o BNDES. O Banco do Brasil tem acionistas privados e ações negociadas em bolsa, o que torna este banco, legalmente, muito mais transparente do que o BNDES e CEF.

O Banco do Brasil também tem atuação ativa na concessão de crédito agrícola, sendo que a concessão de subsídios para essa modalidade de crédito é paga pelo Tesouro Nacional ao BB. Os subsídios ao crédito agrícola é um item do custeio “equalização de preços e taxas” e aparece de forma transparente no orçamento.

Samuel Pessoa, economista do IBRE-FGV, questiona em artigo hoje no Estado de São Paulo porque não fazemos o mesmo com o BNDES. Sim, tal como o BB, o BNDES passaria a captar recursos no mercado para fomentar as operações de fomento ao investimento e, para aquelas consideradas importantes para a sociedade devido ao seu elevado retorno social (gastos com inovação e projetos de infraestrutura), o Tesouro Nacional concederia subsídios diretos como hoje é feito via BB para o crédito rural.

No mais, ao se tornar um banco público de capital aberto negociado na bolsa, o BNDES estaria sujeito aos mesmo controles impostos hoje ao BB que é banco público com acionistas privados. Esse modelo dando certo, poder-se-ia até pensar em acabar com as transferências do FAT para o BNDES (o BB não tem recursos de contribuições sociais e, mesmo assim, é um banco competitivo).

Sim, gosto da ideia do Samuel e o BNDES continuaria banco público, mas de capital aberto, e com a mesma expertise que tem hoje na análise de projetos. A propósito, tal como os funcionários do BB, os contratos de trabalho dos funcionários do BNDES já são regidos pela CLT. Eles não são funcionários públicos.

2 pensamentos sobre “Por que não transformar o BNDES em um tipo de Banco do Brasil?

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