Inovação de novo

Segundo a Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC) do IBGE na sua última edição (2003-2005), apenas cerca de 30% das empresas no Brasil fazem algum tipo de inovação. Essa taxa é bem menor quando falamos em inovação não apenas para empresa mas também para mercado: 3,2% das empresas inovam  em produto novo para o mercado (brasileiro)  e 1,7% em processo novo para mercado (brasileiro).

Mas no Brasil a heterogeneidade intra-setor ainda é muito grande e, assim, podemos nos beneficiar muito da imitação de tecnologias já existetentes e de politicas de difusão de tecnologias. Gosto da afirmação de um texto recente que reproduzo abaixo:

“… países em desenvolvimento ainda têm enormes benefícios não realizados de se aproximar da fronteira (Canuto 2009). Os países em desenvolvimento, portanto, devem priorizar a difusão, aprendizagem tecnológica e adaptação das tecnologias existentes. Todos os países em desenvolvimento têm mais a ganhar em termos de crescimento e melhoria das condições de vida a partir da adoção de tecnologias que já existem no mundo ao invés de invenções mais arriscadas, caras e da comercialização de novas tecnologias.”

“Otaviano Canuto, Mark A. Dutz e José Guilherme Reis (2010). “Technological Learning and Innovation: Climbing a Tall Ladder”, Economic Premise, The World Bank, July 2010, vol. 21.