Mansueto Facundo de Almeida Jr é formado em economia pela Univ. Federal do Ceará, Mestre em Economia pela USP e cursou Doutorado em Políticas Públicas no MIT, cambridge (USA), mas não defendeu a tese de doutorado ainda. É Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA, tendo assumido os seguintes cargos em Brasília: coordenador-geral de Política Monetária e Financeira na Secretaria de Política Econômica no Min. da Fazenda (1995-1997), assessor da Comissão de Desenvolvimento Regional e de Turismo do Senado Federal (2005-2006). Atualmente, trabalha na Diretoria de Estudos Setoriais e Inovação (DISET) no IPEA em Brasília.
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Dr. Mansueto,
Permita-me chamá-lo de doutor porque muitos PhD (‘piled high and deep’) aqui e alguns acolá não têm seu conhecimento, raciocínio e vontade de compartilhar informações.
A situação no Brasil assusta-me cada vez mais a cada dia que passa e não há sinais de melhora, senão de recrudescimento.
Seu artigo ‘Superávit primário: descanse em paz’ deveria entrar para os compêndios de economia.
Acho uma grande injustiça que o Sr. tenha apenas o título de técnico porque é um doutor e tanto. Mais uma injustiça dentro do descalabro em que vivemos.
Claudia, obrigado pelas palavras de estimulo. Na verdade, acho que há muitas pessoas que acompanham o debate de política econômica que são muito mais capacitadas do que eu para falar de vários dos assuntos que trato. Infelizmente, meus amigos andam um pouco receosos de comentar e escrever nos jornais. Mas acho que, em uma democracia, precisamos colocar o debate de forma clara porque não há nenhum iluminado com respostas para todos os problemas pelos quais passa o Brasil. Abs, Mansueto.
Caro Prof. Mansueto: como faço para enviar-lhe uma mensagem específica sobre uma possível manobra contábil? Gostaria que você analisasse o caso, pois posso estar delirando… Assim, se tiver alguma relação com essa farsa contábil que está vicejando por aí, creio que teremos uma situação ‘ab absurda’…
Dr. Mansueto
A análise feita por você a respeito da contabilidade criativa demonstra que a política macroeconômica foi uma armadilha do FMI para nos conduzir a uma situação de total dependência em relação aos países desenvolvidos e por isso mesmo com um modelo de esgotamento do aumento da arrecadação de tributos aliado ao modelo de esgotamento de aumento de crédito só resta ao governo fazer uma contabilidade criativa para fechar os números. Além disso, é um engodo hoje o Brasil ter 50 milhões na classe média com baixo crescimento econômico difrentemente da China, a qual tirou 300 milhões da pobreza da década de 80 até 2012.
Aproveito esta oportunidade deste espaço para disponibilizar o meu livro
Segue o livro e analisa Por que o Brasil não é a China no século XXI ? A resposta está neste livro http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfhOUAB/a-politca-economica-governo-dilma-os-limites-crescimento-versao-9-0.
O diferencial deste livro é a abordagem da análise da dinâmica do poder mundial e os reflexos na economia brasileira da década de 80 até 2012.
Mansueto,
Li seu artigo sobre o crescimento das terceirizações no governo federal.
Tenho a certeza que existe uma multidão de pessoas que dedicam muito esforço para os concusos publicos que gostariam de monitorar esse ato administrativo, que nem sempre é “bem utilizado” pelo gestor público.
Penso que se as pessoas soubessem como monitorar isso, os interessados em concursos monitorariam os orgãos publicos.
[...] o link do Blog do Mansueto Almeida, um economista do Ipea. Sem qualquer frenesi ideológico, ele faz picadinho do tal corte de R$ 50 [...]
Foi com prazer que li teu artigo sobre a farsa dos 50 bi, e, enviei a vários amigos que assim como eu vivem ávidos por notícias reais e lógicas. Parabéns pelo brilhante trabalho.
Dr Mansueto,
Tomei conhecimento do seu blog via Reinaldo Azevedo. Parabéns pela sua análise. Fico feliz que intelectuais como vc, com compromissos com a honestidade e valores republicanos, se manifeste publicamente desconstruindo uma farsa fiscal que o governo tenta vender como se verdade fosse. Se aproveitam da mediocridade nacional aliado ao silêncio da academia e da mídia que estão vendidas ao poder. O Paulo Francis chamava essa gente de “Califas da Repúlblica”.
Parabéns!
Dr Mansueto,
Tomei conhecimento do seu blog via Reinaldo Azevedo. Parabéns pelo seu trabalho.
Claro e evidente! O corte realmente é irreal como apresentado pela presidente, um verdadeiro “conta da carochinha”. E ainda discursa usando idéias do opositor como se fossem dela (Protec/Pronatec) mudando apenas o nome, coisa que deve ter aprendido com o ex-cafajeste da república.
Parabéns Professor!
Lemos, recomendamos e postamos!
Grande abraço!
Li seu comentario atraves do Blog de Reinado Azevedo, parabens por sua palavras, precisamos de mais doutores com voce em economia e com coragem para informar melhor.
Obrigado por voce ser mais um para falar a verdade sem medo.
Não é que eu tinha perdido a esperança mas ainda existe luz, isenção e compromisso com a verdade. Agradeço a clareza, objetividade e a divulgação dos seus conhecimentos, serei assíduo.
Perdido e mau pago. Na economia da pequena empresa, bem mais simples, não posso mentir para: o estado (imposto de renda); a prefeitura (imposto sobre mercadorias, impostos sobre serviços, imposto sobre produtos industrializados); empregados (imposto dos institutos, sindicatos e os mesmos acima). Não posso atrasar as contas de: luz, água, condomínio, internet, correio. Portanto é bem simples minha vida de pequeno industrial. Mas estou perdido e mau pago. Se aumento o preço corro o risco de: perder os clientes. Continuo perdido e mau pago. Se “pioro” a qualidade dos produtos, além de perder os clientes ganho ações no PROCON e lá se vão mais alguns tempos, advogados e a paciência. Algumas soluções se apresentam: deixo de pagar os impostos, não registro ninguém e mando os advogados pro inferno. A outra possibilidade é, fecho a empresa, despeço 12 pais de família e vou pescar nestes últimos anos de vida de brasileiro que quis ter um negócio próprio e foi atormentado por uma corja de fazedores de política equivocada. Porque se dizem que criam bilhões de empregos e ainda conseguem superar ano a ano marcas estratosféricas nos orçamentos deve ser porque são melhores administradores do que eu, ou então são grandes mentirosos. Vejo vocês na praia.
È melhor mesmo voce ir para a praia, a cada dia são produzidas 30 novas normas tributarias que enlouquecem os contadores, cada uma delas procurando arrecadar mais impostos abusivos.
Já trabalhamos 5 meses por ano para sustentar esta corja de desocupados ineficientes e preguiçosos e que ainda por cima se acham salvadores da pátria.
Empreender neste País é atividade para masoquistas, procure uma vaga no serviço público e se encoste lá,
parabéns, professor. precisamos cada vez mais de gente que enxergue e comunique fatos. serão muito necessários quando a crise se abater novamente sobre o Brasil. Uma bússola mora faz falta a este país.
tive acesso a seu blog via reinaldo azevedo.
É falso dizer que empresários e assalariados trabalham só 4 ou 5 meses por ano para o governo.
Podem ser necessários 4 ou 5 meses de trabalho para pagar a alta carga tributária do governo, mas quanto custam – principalmente para as empresas – o tempo e o dinheiro gasto com contadores, advogados e mesmo funcionários contratados apenas para dar conta da burocracia de emitir guias, etc?
olá …
Com meu pouco conhecimento,entendi o corte propsoto pelo governo como sendo uma medida de reduçao de gastos em alguns setores para aumentar os investimentos que proporcionam o crescimento do PIB. Crescimento do PIB na minha mente esta associado a crescimento da desigualdade social … Porque favorece a elite produtora dos produtos que mantem o Brasil dentro da sua caracteristica primaria exportadora.( QUE É BOM PARA QUEM E PARA O QUE?)
OBRIGADA
Caro Mansueto.
Sou grato ao Reinaldo Azevedo por haver indicado o seu blog. Sendo leitor assíduo de Reinaldo, complemento minhas fontes de informações sobre esse pobre país com o seu blog.
Lendo os comentários, vemos a revolta das pessoas de bem com o descalabro que nos assola e a cada dia deixa as pessoas mais desiludidas com os nossos “políticos”. A desesperança não se torna maior por conta de pessoas como você e outros Reinaldos existentes em nosso sofrido Brasil. Continue com os seus brilhantes comentários e mostre a falta de vergonha, de honestidade, de honra e de dignidade (se é que esses canalhas conhecem os adjetivos) dos nossos políticos e governantes.
Mansueto, ser elogiado pelos leitores do Reinaldo Azevedo, e pelo próprio, deve ser meio constrangedor, não?
Constrangedor é ter leitores ideologizados e que esqueceram o cérebro na maternidade.
Metem na cabeça alguma “ideologia barata” e concordam com todas as asneiras que são produzidas diariamente por governantes incompetentes ao redor do mundo.
Pense com seu próprio cérebro.
Uma verdade não vira mentira porque dita por uma pessoa que pensa diferente.
Pesquise, compare, estude, discuta com quem sabe, leia de varias fontes sem preconceitos, este é o caminho da verdade.
O caminho da burrice é o oposto : já descobriu a verdade na maternidade, já sabe de tudo e já tem uma solução pronta pra todos os problemas………
Não vejo diferença entre um talibã Afegão e algumas figurinhas fáceis de achar por aqui mesmo.
Só não explodem bombas em pontos de ônibus e não matam mulheres porque falta a coragem pra falar com São Pedro………
CONSTRANGEDOR É NÃO TER CÉREBRO OU TÊ-LO COMPLETAMENTE INCAPACITADO POR IDEOLOGIAS DE BOTEQUIM. CONSTRAGENDOR É DESCONSIDERAR OS FATOS PQ A SUA TESE ERA DIFERENTE. CONSTRANGEDOR É NUNCA PASSAR DOS 15 ANOS DE IDADE…
MANSUETO, PARABÉNS… SEUS ESTUDOS (NÃO SÓ ESSE) E SUAS OPINIÕES TÊM SIDO DISCUTIDAS EM DIVERSOS FORUNS APROPRIADOS, SEMPRE ELOGIADOS PELO RIGOR TÉCNICO E PELO DESPOJAMENTO.
Caro Sérgio, essa resposta era para o comentário acima, desculpe se peguei carona no seu comentário…
Prezado Fabio, óbvio que nem precisava se explicar.
“Verdades” absolutas apresentadas por dinossauros mentais que se acham donos do pensamento alheio me irritam profundamente.
Na época que fiz faculdade se ensinava a questionar, perguntar, checar se a hipótese gerava uma tese correta ou não……………hoje a coisa mudou muito e idiotas ficam repetindo “verdades verdadeiras” com pose de sábio, “sabem” o melhor resultado sem nem conhecer o problema.
Este blog aqui é muito bom e merece ser lido por todos, apresenta fatos e teses que merecem ser discutidas mesmo que em alguns casos eu não concorde com diversas conclusões.
Este tipo de blog atrai leitores inteligentes que estão dispostos a pensar e discutir sem preconceitos e que não admitem ser patrulhados por desmiolados.
Olá, Adorei o seu Blog e gostaria saber se você tem algum topico falando da divida interna brasileira, estou fazendo um trabalho na faculdade e quero entender melhor do assunto.
Obrigado.
Flávia,
acho que nunca escrevi sobre divida interna, mas tem muita coisa boa sobre o assunto já publicada por outras pessoas. Se quiseres depois te mando dicas.
Blog, excelente!
difícil encontrar publicações na área com o conjunto: sinceridade, base nos fatos e conhecimento. Um ótimo trabalho.
Também tenho interesse na dívida interna, aguardo as dicas.
PS: fiquei intrigado por não ver propagandas no blog, um trabalho como esse deve ser muito bem remunerado.
Boa sorte.
Prezado Monsueto,
Sua análise sobre a participação do Tesouro Nacional como financiador do BNDES, onde a comparação SELIC x TJLP gera um déficit considerável em que a sociedade certamente bancará, é digna de aplausos.
Essa matária só reforça a necessidade imediata de se fazer uma CPI no BNDES, onde certamente a presença de operações, no mínimo pouco republicanas, estarão presentes.
Parabéns pela iniciativa.
Prezado Monsueto,
Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelas suas colocações sobre economia política. Estou escrevendo um projeto de doutorado a respeito da política comercial dos EUA e fiquei muito interessado no que você disse na entrevista para o Estadão:
“A grande política industrial dos Estados Unidos é feita via Departamento de Defesa. O crescimento do Vale do Silício se deve aos contratos que as empresas tinham com o Pentágono.”
Onde eu poderia encontrar mais informações sobre isso? Esse dado é da maior relevância e nos faz pensar como o legado de Hamilton ainda influencia a política econômica dos EUA.
Um abraço,
David A. Magalhães
David,
posso sim te mandar alguns textos que lí sobre o assunto e algumas indicações de leitura. Vou fazer isso na terça feira ou quarta porque apesar de estar de férias, este final de semana nos próximos dois dias da semana seguinte estou cheio de coisas para fazer.
Obrigado, Mansueto, pela atenção. Vou aguardar os textos e as dicas.
Abraços,
David
Caro Monsueto,
Quando tiver aquele tempinho e puder enviar os materias e as dicas, serei imensamente grato.
Abraço,
David
Olá Mansueto.
vc poderia comentar esta compra de CRI´S pelo FGTS a juros mais baixos q os praticados pelos bancos?? é muita cara de pau, não?
http://www.valor.com.br/financas/1060244/fgts-compra-r-28-bilhoes-em-creditos-de-santander-itau-e-caixa
Conheci o seu blog hoje e já gostei e compartilhei com amigos…gostei do fato de que vc pinça temas e dados de forma objetiva e interessante…um verdadeiro detetive econômico…eu mesma comecei um blog mas não tenho feito contribuições para ele…de qualquer modo, tenho escrito alguns artigos no Boletim da Fipe, caso queira dar uma olhada nos meus textos…
Quando vc estudou na FEA? Eu tb estudei lá…graduação, mestrado e doutorado…
Parabéns…
Vera,
tenho a impressão que fomos contemporâneos na USP. Estive por lá de 1990 a 1993 e era da mesma turma do Raul Silveira Neto e do André Portela Souza. Hoje, acabo interagindo mais com a turma do Samuel Pessoa. Fico feliz que tenhas gostado do blog e vou sim olhar seus textos no Boletim da FIPE. Grande abraço, Mansueto
Serei agora frequentador deste blog.
Sds
sobre artigo do VALOR em janeiro de 2013 – veja a noticia que acabou de sair:
21/01/2013 às 11h20
BNDESPar paga R$ 600 milhões por 15% da GraalBio
Por Monica Scaramuzzo | Valor
SÃO PAULO – Atualizada às 12h18. O braço de participações do BNDES, BNDESPar, será sócio da GraalBio, empresa criada em junho de 2011 pelos empresários Bernardo e Miguel Gradin para a produção de biocombustíveis e bioquímicos. O banco comprou 15% de participação na companhia, no valor de R$ 600 milhões, informou Bernardo Gradin, presidente do grupo Graal.
A empresa dos Gradin foi avaliada pelo mercado em R$ 4 bilhões, considerando o aporte de R$ 600 milhões do BNDES. Com o negócio, o BNDES terá uma vaga no conselho de administração da companhia.
A informação do negócio foi antecipada pelo ValoPRO, serviço de notícias em tempo real do Valor, no início da manhã desta segunda-feira.
O aporte do BNDESPar irá ajudar a GraalBio a cumprir o plano de investimentos de cerca de R$ 4 bilhões em biocombustíveis e bioquímicos nos próximos sete anos.
A meta da companhia é chegar em 2020 com 1 bilhão de litros de etanol de segunda geração, voltados preferencialmente para o mercado doméstico. Os recursos do BNDES serão desembolsados nos próximos anos, à medida que o projeto da companhia evolui.
O plano da empresa é ter quatro usinas de etanol de segunda geração, duas unidades bioquímicas e duas biorrefinarias flexíveis, que podem produzir tanto etanol de segunda geração como bioquímicos, voltados para as industrias químicas.
A primeira usina de segunda geração da companhia entrará em operação no inicio de 2014 em Alagoas. Essa planta recebeu investimentos de R$ 350 milhões. O biocombustível será produzido a partir da palha e bagaço de cana. A produção de etanol estimada para essa unidade é 82 milhões de litros de álcool por ano.
Tecnologia
Para viabilizar o projeto de etanol de segunda geração no Brasil, os Gradin firmaram acordo com a Beta Renewables, joint venture entre a Chemtex, braço da companhia química italiana Mossi & Ghisolfi (M&G) e o fundo TPG.
Os Gradin fecharam parceria com a Beta para usar a tecnologia Proesa, que produz esse tipo de etanol, e firmou contratos com outros grupos, como a Novozymes para o fornecimento de enzimas e DSM, que providenciará as leveduras geneticamente modificadas no processo de produção do álcool.
Para Julio Raimundo, diretor do BNDES, esse projeto é considerado importante para o país e poderá colocar o Brasil no pioneirismo em bioquímicos.
(Monica Scaramuzzo | Valor)
© 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.
Leia mais em:
http://www.valor.com.br/empresas/2977660/bndespar-paga-r-600-milhoes-por-15-da-graalbio#ixzz2IczePiAl
Boa tarde Sr. Almeida.
Fico contente em saber que frequentou a FEA-USP em seu mestrado; com certeza já nos cruzamos por lá no FEA-2. No último dia 25 de janeiro, lendo o caderno de Economia do jornal Estado de São Paulo, especificadamente o artigo “Receita de Itaupu bancará desconto também em 2014″, achei estranho vossa referência de que a operação que desloca o custo para o futuro seja citada como mais um expediente da chamada Contabilidade criativa. Aí fiquei com algumas dúvidas: não caberia a Contabilidade registrar atos e fatos? Como poderia esta então ser responsável pela decisão e execução da operação que desloca o custo para o futuro?
Grande abraço.
Anderson
Andeson,
o problema não é com a contabilidade que, como você falou, registra atos e fatos. Mas o caso especifico é que o Tesouro vai vender créditos que tem a receber de Itaipu para o BNDES, que fica com o direito de receber o crédito de Itaipu, e paga hoje ao Tesouro. Esse tipo de operação de transformar receita que será paga no futuro em receita corrente hoje via BNDES é que muitos como eu passamos a chamar de contabilidade criativa.
Imagine se vários governo começam a vender receita futura para aumentar o caixa hoje? o governo federal fez isso vários vezes em 2009, 2010 e agora novamente. O caso mais absurdo foi da Petrobrás – (1) Tesouro emitiu divida R$ 25 bilhões e emprestou para o BNDESe, em 2010; (2) Tesouro faz a cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo (R$ 74, 8 bilhões) para a Petrobras que pagaria ao Tesouro em ações; mas (3) BNDES compra parte das ações com o empréstimo do Tesouro (R$ 25 bilhões) e a Petrobrás repassa o dinheiro para o Tesouro ao invés de apenas repassar ações. No final o Tesouro transformou uma divida de R$ 25 bilhões em uma receita primária.
Todas essas operações que se usa o BNDES para levantar recursos fiscais – receita primária – chamamos de contabilidade criativa. Não é algo que governos deveriam fazer.
Abs, Mansueto
É um dos programs do curso 11 do department of urban studies and planning- DUSP. Neste Departamento há vários tipos de programas multidisciplinar. Na minha época, o programa se chamava International Development and Regional Planning (IDRP) no DUSP.